Cidades
“Expedição MT por Elas” leva capacitação para profissionais de Alta Floresta e região
Piadas ofensivas, ofensas, ridicularização, controle, proibições, chutes e ameaças. Se você conhece alguma mulher que já vivenciou essas e outras situações, o Programa Ser Família Mulher “Expedição MT por Elas”, veio para ser um apoio às mulheres vítimas dessas e de outras violências domésticas.
Ontem, dia 13 e hoje, dia 14, técnicas de Alta Floresta e região, além de oficiais das polícias Militar e Civil, estão participando de palestras e orientações no Teatro Municipal Agostinho Bizinoto, que fazem parte da programação do Programa Ser Família Mulher “Expedição MT por Elas”.
A servidora pública de Alta Floresta, Bruna Abreu dos Santos, que atua no Cadastro Único, destaca a importância desse momento: “Em casos de violência patrimonial, o Cadastro Único poderá ajudar essa família”, explica.
Segundo levantamento do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Secretaria Adjunta de Inteligência, entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2024, foram registrados três casos de feminicídio em Alta Floresta, sendo dois em 2020 e um em 2022.
Para a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Mariney Munhoz, a “Expedição MT por Elas” possibilita o fortalecimento de todo o trabalho de atendimento às mulheres. “Essa capacitação envolve toda a rede de atendimento à mulher vítima de violência doméstica. Aqui, podemos fortalecer essa rede e desenvolver um atendimento mais humanizado para mulheres que passaram por algum tipo de violência”, afirma.
No Estado de Mato Grosso, entre 2023 e o período de janeiro a junho de 2024, foram registrados 18.455 relatos de ameaça, 9.367 de lesão corporal, 350 casos de estupro, entre outras agressões. Além disso, 39 mulheres perderam suas vidas em consequência da violência doméstica.
Mariney explica que existe uma rede socioassistencial que pode prestar atendimento às vítimas, tendo no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) a porta de entrada desses serviços. Também fazem parte dessa rede o Poder Judiciário, a Delegacia da Mulher, a Casa de Apoio, entre outros.
A primeira-dama e gestora do Projeto Eu Amo e Cuido de Alta Floresta, Vilma Gamba, incentiva as mulheres a buscarem seus direitos. “Por medo ou até por constrangimento, muitas mulheres sofrem em silêncio. Mas esse não é o caminho, procurem o atendimento dentro da nossa rede socioassistencial. Não sofram em silêncio”, orienta.
A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC), Grasielle Paes Silva Bugalho, explica que o objetivo da “Expedição MT por Elas” é levar informação aos municípios. “O grande objetivo da expedição é oferecer capacitação de qualidade para que as mulheres em situação de violência tenham um atendimento adequado”, diz.
Além de Alta Floresta, técnicos dos municípios de Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Apiacás, Carlinda, Colíder, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde e Paranaíta também participam do evento.
Participaram do evento a Juíza da Vara Especializada de Violência Contra Mulher de Cuiabá, Dra. Hanae Yamamura; Secretária Adjunta de Assistência Social da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, Miranir Januário; Superintendente de Política Públicas para Mulheres da SETASC, Katiellen Gonçalves; Vice-presidente da Câmara de Vereadores, Claudinei de Jesus; Comandante da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Dra. Mariell Antonini Dias; Comandante Regional Adjunto do 9º Comando Regional de Polícia Militar, MAJ. PM. Lucas Maciel; Comandante Regional do VII Batalhão de Bombeiros Militar, Ten. Cel. BM. Ranie Sousa; Defensor Público, Vinicius Fuzaro.
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