Polícia
Trabalhadores não sumiram só por serem de outro estado, diz novo titular da DHPP
O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque, novo titular da Delegacia Especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, disse que o caso do desaparecimento dos cinco trabalhadores maranhenses, que já completou duas semanas, é “inquietante”. As investigações estão em andamento e a suspeita é de que o grupo tenha sido levado por uma facção criminosa. Albuquerque salientou, no entanto, que não se pode falar que as vítimas tenham sido levadas ou mortas apenas por terem vindo de outro estado.
As vítimas foram identificadas como: Diego de Sales Santos, de 22 anos; Wallison da Silva Mendes, de 21 anos; Wermison dos Santos Silva, 21; Mefibozete Pereira da Solidade, de 25 anos; e Walyson da Silva Mendes, 25.
Montagem/Reprodução

Como já informado pelo
, eles estão desaparecidos desde a noite do dia 09 de fevereiro. Eles estavam em Várzea Grande para trabalhar e não foram mais vistos no alojamento da empresa.
Em conversa com a imprensa, o delegado Caio Albuquerque afirmou que as vítimas não foram sequestradas e eventualmente mortas apenas por virem do Maranhão. “Qualquer crime, principalmente o homicídio, tem uma motivação. Precisamos desmistificar. Não é porque [a vítima] é de tal estado que vai ser morta”, esclareceu.
“Vamos identificar o porquê aquelas pessoas desapareceram e/ou foram mortas. Então também precisamos desmistificar. Não é porque a pessoa do Maranhão chegou aqui que vai ser morta. Não, não é isso. Precisamos identificar o motivo real da morte daquela pessoa”, completou.
João Aguiar/Rdnews

Ele destacou que as investigações seguem em andamento e a Polícia Civil tenta descobrir o que aconteceu com o grupo. No entanto, há dificuldade em estabelecer contato com as famílias dos trabalhadores. “As investigações preliminares estão sendo feitas, perícias, contatos com a família”, disse.
“Inclusive a gente pede que se os familiares ouçam, vejam, leiam sobre o caso, que procurem a DHPP, porque nós estamos encontrando um pouco de dificuldade em localizar os respectivos familiares, porque são vítimas de famílias distintas, de cidades distintas, então a gente precisa, por óbvio, ouvir cada mãe, cada pai, cada parente, para saber informações”, salientou.
Por fim, o delegado assegurou que, mesmo se as vítimas tiverem de fato sido mortas e eventualmente os corpos não sejam encontrados, os culpados serão responsabilizados: “Temos que afastar essa história de que sem corpo não tem crime”.
“Que fique bem claro, sedimentado, enraizado na cabeça das pessoas e daqueles que querem praticar homicídios ocultando cadáveres, que revelado a autoria vai ser preso, ainda que não tenha um vestígio de corpo. Mesmo se não for encontrado o corpo, a resposta criminal vai ser feita”, garantiu.
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