Cidades
Registro inédito de indígenas isolados em MT é destaque do Fantástico
Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, desse domingo (16) mostrou uma expedição inédita para acompanhar o trabalho de monitoramento e proteção dos indígenas isolados Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, no Norte de Mato Grosso. O povo isolado vive sob os riscos que envolvem o avanço do garimpo e do desmatamento ilegal na região.
Reprodução/TV Globo

Durante a expedição, os agentes identificaram vestígios da presença do povo indígena, como castanheiras derrubadas para extração de alimento, além armadilhas usadas para caçar. O indigenista da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Rodrigo Ayres, explicou que a partir dessas informações é possível comprovar a existência dos indígenas e da área de ocupação deles, além de verificar que eles estão bem.
A equipe de reportagem encontrou também um tapiri, que é a casa dos Kawahiva do Rio Pardo. Como são nômades, eles vão mudando de local conforme a caça, o peixe, e as frutas ficam escassas.
No local, a equipe da Funai deixou um facão como brinde e fez uma marcação com um “X”. “Eles não sabem o que é a Funai, não têm ideia de que é a Funai. Eles sabem que é um povo com uma ideia diferente, que não vive atropelando eles, não vive dando tiro neles, isso eles sabem”, afirmou o sertanista da Funai, Jair Candor.
Reprodução/TV Globo

Na reigão, a Funai tem câmeras de monitoramento, como forma de proteção do povo isolado. Poucas imagens foram registradas ao longo dos anos. A imagem mais recente foi em dezembro de 2024, quando um indígena passa pelos brindes deixados pela Funai e ignora os objetos. Na sequência, ele volta e a câmera consegue registrar a passagem dele e é possível ver que ele está carregando o arco, flechas e um cesto.
Atualmente, cerca de 20 agentes da Funai se revezam no trabalho de proteção e monitoramento dos isolados. Essa região, que fica na parte sul da Floresta Amazônica, está entre as mais pressionadas pelo desmatamento ilegal. A base da fundação também já foi atacada a tiros em 2018 e, desde então, o local passou a ser protegido pela Força Nacional.
Reprodução/TV Globo

As expedições de monitoramento são realizadas regularmente desde que a presença dos Kawahiva foi confirmada em 1999, mas o futuro dos Kawahiva ainda gera preocupação, já que o território ocupado por eles foi declarado em 2016, mas ainda não foi demarcado pelo Governo.
Veja a reportagem completa aqui.
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