Mato Grosso
Cidinho crítica “demagogia” e defende acordo direto entre patrão e empregado
O ex-senador e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações, Cidinho Santos, entrou no debate sobre o fim da escala 6×1 com críticas ao que classificou como “demagogia” e reforçou a defesa da livre iniciativa nas relações de trabalho. Ele citou como exemplo o frigorífico dele União Avícola, em Nova Marilândia, onde afirma que mais de 90% dos colaboradores já atuam no regime 5×2, adotado a partir de negociação direta entre empresa e equipe.
“A discussão sobre o fim da escala 6×1 precisa sair do campo da demagogia e ser trazida para a realidade. E por isso resolvi me posicionar. Na nossa empresa, por exemplo, mais de 90% da equipe já trabalha no regime 5×2, respeitando sempre a negociação direta entre o colaborador e a empresa. Isso é fruto de diálogo, não de imposição governamental”, disse em postagem nas redes sociais no feriado de Tiradentes, em 21 de abril.
No vídeo, o empresário mostrou a rotina de trabalho na unidade e destacou a flexibilidade na organização das jornadas, incluindo acordos para troca de dias de folga conforme a necessidade dos colaboradores.
“Estamos aqui no frigorífico com os nossos colaboradores todos trabalhando. E hoje é feriado. Mas eles, como acordo, trocaram o dia de ontem para o dia de hoje. Aproveitaram o final de semana, ter uma folga mais estendida, e hoje estão trabalhando. Isso que nós queremos falar da liberdade entre patrões e empregados para negociar”.
Cidinho afirmou que mudanças impostas pelo governo na jornada de trabalho não refletem a realidade das empresas e dos trabalhadores, defendendo que esse tipo de definição deve ocorrer no ambiente interno das organizações, com participação dos próprios colaboradores e, quando necessário, dos sindicatos.
“O governo não deveria interferir na liberdade de quem produz e de quem trabalha. Se o objetivo fosse realmente ajudar o trabalhador, ao invés de populismo e manipulação em período eleitoral, deveriam focar no que faria a diferença real no dia a dia.”
Entre as prioridades que, segundo ele, deveriam estar no foco das políticas públicas, estão a liberação recorrente do FGTS, melhores condições de moradia, ampliação de creches e avanços na saúde, especialmente para mulheres e gestantes.
O empresário também alertou para os impactos econômicos de mudanças na jornada sem considerar a dinâmica da produção, afirmando que isso pode elevar custos e pressionar preços.
“Além disso, mudar a escala de trabalho sem olhar para os impactos na produção tem um efeito colateral cruel: o aumento dos preços dos produtos. No fim das contas o maior prejudicado – e quem pagará essa conta – será o próprio trabalhador. A verdade é simples: quando se aumenta o custo de produção à força, os preços sobem e o ‘benefício’ some. Que tenhamos menos política de rede social e mais soluções reais para o Brasil”.
-
Cidades7 dias agoUnidades escolares iniciam as celebrações pelo Dia dos Pais
-
Cidades6 dias agoÁguas de Sinop integra campanha Tchau Sufoco 2026 e negociações podem chegar a até 95% de desconto para clientes
-
Judiciario4 dias agoJustiça condena ex-servidores e empresário por desvios; ex-adjunto e advogada são absolvidos
-
Cidades7 dias agoMuseu de Sorriso completa quatro anos como guardião da memóri…
-
Entretenimento6 dias agoLauana Prado exibe momentos especiais do nascimento de Dom, seu primeiro filho
-
Entretenimento6 dias agoGabriel Medina exibe vídeo do casamento com Isabella e celebra: ‘Sonho realizado’
-
Mato Grosso6 dias agoApós Pivetta firmar TAC, servidores celebram melhoria na distribuição no Grande Cristo Rei
-
Política Nacional6 dias agoRepublicanos lança candidatura de Tarcísio ao governo de São Paulo
