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PM prende mulher suspeita de tráfico e investiga denúncias de “castigos” e “horas comunitárias” impostos por facção em Alta Floresta

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A Polícia Militar prendeu, na tarde de quarta-feira (1º), uma mulher suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e investigada por supostamente aplicar punições determinadas por uma facção criminosa em uma residência localizada no bairro Cidade Bela, em Alta Floresta. Durante a ação, os policiais também encontraram uma porção de maconha e uma balança de precisão.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações. Três pessoas foram conduzidas, sendo duas mulheres de 28 e 31 anos e um adolescente de 17 anos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe Raio do 8º Batalhão da Polícia Militar intensificou o patrulhamento na região após receber diversas denúncias indicando que o imóvel seria utilizado para o comércio de entorpecentes e para a aplicação de “castigos” e “horas comunitárias” impostas por integrantes de uma organização criminosa atuante no município.

Durante o monitoramento, os policiais visualizaram a mulher apontada nas denúncias em frente à residência. Conforme o registro policial, ao notar a aproximação da viatura, ela tentou entrar no imóvel, mas foi abordada antes de conseguir acessar o interior da casa. Em razão da ausência de uma policial militar feminina na equipe, foi realizada apenas busca pessoal visual.

Enquanto a abordagem ocorria, uma adolescente de 17 anos chegou ao local e afirmou aos policiais que estava ali para cumprir o que chamou de “horas comunitárias”. Segundo seu relato, ela estaria realizando serviços de capina e recolhimento de lixo como forma de punição, determinada por membros da facção, após ter se envolvido em uma agressão contra outra integrante do grupo. Ainda conforme o depoimento, a penalidade imposta seria de 90 horas de trabalho forçado, cumpridas no período da tarde.

Diante das informações obtidas no local e da situação de flagrante, os policiais realizaram buscas na residência. Em uma bolsa localizada na sala foram encontrados uma balança de precisão e uma porção de substância análoga à maconha, materiais normalmente associados ao fracionamento e comercialização de drogas.

Ainda conforme o boletim, tanto a suspeita quanto a adolescente relataram que outros integrantes da organização criminosa também seriam submetidos a punições, como serviços forçados e agressões físicas, em casos de dívidas ou descumprimento de regras internas da facção.

A mulher, afirmou aos policiais ter sido vítima de agressões físicas determinadas por seu companheiro, que atualmente cumpre pena na capital do estado. Ela apresentava lesões aparentes nas costas e nas pernas. Segundo seu relato, a punição teria sido motivada pelo fato de ter saído para consumir bebida alcoólica em um bar, conduta que, conforme a versão apresentada à polícia, teria contrariado determinações impostas pela organização criminosa.

Após a ocorrência, a suspeita foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Alta Floresta, juntamente com o material apreendido. O caso foi registrado pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, tortura, lesão corporal e ameaça.

A Polícia Civil deverá apurar a veracidade dos relatos sobre a suposta imposição de punições por integrantes da facção criminosa, identificar outros possíveis envolvidos e verificar a existência de novas vítimas. A investigação também buscará esclarecer a participação da suspeita nas atividades ilícitas descritas no boletim de ocorrência.



Fonte: Notícias Exata

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