Polícia
Família repudia tentativa de padrasto de transferir culpa à mãe de adolescente assassinada
Conteúdo/ODOC – A família da adolescente Heloysa Maria Alencastro Souza, de 16 anos, assassinada brutalmente em Cuiabá, divulgou uma nota de repúdio nesta quinta-feira (24) após declarações do principal suspeito de ser o mandante do crime, Benedito Anunciação Santana, de 40 anos.
Ao ser levado pela polícia, Benedito afirmou que apenas teria “cumprido um pedido” da mãe da jovem, alegando que ela não aceitava a orientação sexual da filha.
“Trata-se de uma tentativa desesperada de criar uma narrativa distorcida para atenuar sua responsabilidade penal, o que não será tolerado. É inadmissível que, após tirar de forma covarde e violenta a vida de uma jovem inocente, o réu tente ainda ferir moralmente a memória de Heloysa e de sua mãe com acusações infundadas e manifestamente caluniosas”, afirmou a advogada da família, Renata Cristaldo.
Na saída da delegacia, onde prestou depoimento, Benedito afirmou em frente às câmeras: “Suellen, você precisa assumir o que você pediu. Porque você não aceitava que sua filha gostava de mulher e todo mundo sabe. Não estou dizendo que ela é culpada, mas ela sabe o que me pediu para fazer. Eu não pedi para matar a filha dela”.
A declaração provocou revolta e indignação nos familiares e amigos da vítima. Segundo a defesa da família, a fala do suspeito revela apenas a tentativa de desviar o foco da brutalidade do crime cometido.
Heloysa foi assassinada na noite de terça-feira (23) após ser sequestrada em sua residência, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. A mãe da adolescente também foi agredida pelos criminosos, que fugiram com um veículo da família e tentaram simular um assalto.
A operação policial que investigava o caso identificou, por meio de câmeras de segurança, o caminho do veículo roubado, que foi abandonado na região do Ribeirão do Lipa. Próximo a um poço, a polícia encontrou um lençol. Dentro do buraco, estava o corpo da adolescente, com mãos e pés amarrados. A confirmação de que se tratava de Heloysa veio poucas horas depois, com o trabalho da Polícia Técnica e do Corpo de Bombeiros.
Logo após a descoberta do corpo, policiais do Bope e da Polícia Militar conseguiram prender um adolescente de 17 anos, que tentou fugir ao perceber a chegada das equipes. Ele confessou envolvimento no crime e apontou a participação de Benedito Santana, e do filho, de 18 anos.
O rapaz de 18 anos foi detido na casa da avó e indicou o paradeiro do veículo roubado. Um quarto suspeito, um adolescente de 16 anos, foi apreendido em uma área de mata no dia seguinte.
A motivação do crime, de acordo com os depoimentos colhidos até o momento, seria passional. A Polícia Civil investiga se houve motivação relacionada à orientação sexual da vítima, como sugerido na fala do suspeito.
Benedito, que mantinha um relacionamento com a mãe da adolescente, foi preso na UPA onde a mulher estava recebendo atendimento médico. Ele nega ter ordenado o assassinato, mas suas declarações contradizem o relato dos demais envolvidos, especialmente de seu filho, que o aponta como mentor da ação.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue com as investigações. Todos os envolvidos devem responder por homicídio qualificado, sequestro, ocultação de cadáver e roubo.
Leia a nota na íntegra:
“Na qualidade de advogada da família de Heloysa, menor de idade brutalmente assassinada, venho a público, em nome dos seus familiares, repudiar veementemente as declarações absurdas e cruéis prestadas pelo autor confesso do crime, que tenta agora transferir a responsabilidade de seu ato bárbaro à própria mãe da vítima.
É inadmissível que, após tirar de forma covarde e violenta a vida de uma jovem inocente, o réu tente ainda ferir moralmente a memória de Heloysa e de sua mãe com acusações infundadas e manifestamente caluniosas.
Trata-se de uma tentativa desesperada de criar uma narrativa distorcida para atenuar sua responsabilidade penal, o que não será tolerado. A família está devastada pela dor da perda e profundamente indignada com a tentativa de vilipêndio à honra de sua mãe. Confiamos que a Justiça prevalecerá e que os responsáveis serão julgados com o rigor que o caso exige.
A defesa da memória de Heloysa e da dignidade de sua família será feita com firmeza, dentro dos meios legais e com todo o apoio jurídico necessário. Solicitamos respeito à dor da família”.
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