Política
Oposição critica Comissão de Ética por omissão no caso Paulo Henrique
Os vereadores de oposição se reuniram nesta sexta-feira (20) em frente à Câmara Municipal para cobrar a Comissão de Ética e denunciar uma suposta omissão em relação ao caso do vereador Paulo Henrique (MDB), que foi preso na manhã de hoje.

Espero que a Comissão de Ética tome as medidas necessárias. Senão nós vamos apresentar uma comissão processante
Estavam presentes os vereadores Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (União), Eduardo Magalhães (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Dilemário Alencar (União) e Rogério Varanda (PSDB).
Paulo Henrique é suspeito de auxiliar uma facção criminosa em Cuiabá e foi alvo da Polícia Federal pela primeira vez no dia 5 de junho, durante a Operação Ragnatela. Sua prisão foi consequência do desdobramento das investigações que culminaram na deflagração da Operação Pubblicare.
Os parlamentares afirmaram que no dia 10 de junho encaminharam um documento à Comissão de Ética pedindo a abertura de uma investigação contra Paulo Henrique. No entanto, a oposição alega que não recebeu nenhuma resposta do presidente da comissão, Rodrigo Arruda e Sá (PSDB).
Segundo a vereadora Michelly, o documento continha matérias veiculadas pela imprensa na época da Operação Ragnatela para justificar o pedido.
Ela afirmou que o mesmo foi feito em outros casos de denúncia de quebra de decoro que foram levadas para a Comissão de Ética e terminaram com a cassação de outros parlamentares. Porém, o mesmo não aconteceu no caso do vereador.
Paulo Henrique, que tenta a reeleição nas eleições municipais deste ano, foi líder do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara entre 2023 e o início de 2024.
“Vai fazer quatro meses que nós protocolamos esse documento pedindo providencias por parte da Comissão de Ética e agora houve a prisão do vereador Paulo Henrique. Espero que a Comissão de Ética tome as medidas necessárias. Senão nós vamos apresentar uma comissão processante para ser votada na próxima terça-feira (24)”, afirmou Dilemário.
“Nós mantemos a nossa posição de não sermos omissos ou de tratarmos os casos de forma igualitária. Nós vamos tratar todos os casos de quebra de decoro desta Casa com a mesma posição”, disse Michelly.
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