Opinião

A Importância Vital do Profissional Farmacêutico no Sistema Único de Saúde

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*Valéria Gardiano

O Sistema Único de Saúde (SUS) é a principal política pública de saúde do Brasil, garantindo acesso universal e gratuito aos serviços de saúde para toda a população. Dentro desse vasto sistema, o papel do profissional farmacêutico é crucial e multifacetado, contribuindo significativamente para a eficácia e eficiência do atendimento.

A Portaria GM/MS n.º 4.379, de 14 de junho de 2024, busca garantir um atendimento mais seguro, eficiente e acessível para todos. Essa portaria estabelece as Diretrizes Nacionais do Cuidado Farmacêutico no âmbito do SUS, promovendo uma abordagem integrada entre farmacêuticos, outros profissionais da saúde e usuários, para garantir o uso seguro e efetivo dos medicamentos, além da prevenção e controle de doenças.

Os farmacêuticos no SUS atuam em diversas frentes. Uma das principais funções é a gestão da assistência farmacêutica, que envolve a seleção, programação, aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos. Esse processo é fundamental para assegurar que os pacientes recebam os medicamentos corretos, nas quantidades adequadas e no tempo apropriado, evitando faltas ou excessos que poderiam comprometer a saúde pública e os recursos financeiros.

Além disso, os farmacêuticos desempenham um papel essencial na orientação e acompanhamento dos pacientes quanto ao uso correto dos medicamentos. Eles fornecem informações sobre dosagens, efeitos colaterais, interações medicamentosas e a importância da adesão ao tratamento, o que é vital para o sucesso terapêutico e para a prevenção de complicações de saúde.

Outro aspecto importante é a atuação dos farmacêuticos na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Eles participam de campanhas de vacinação, programas de educação em saúde e ações comunitárias, levando conhecimento e práticas de saúde para a população. Essa atuação educativa é fundamental para reduzir a incidência de doenças e promover hábitos de vida mais saudáveis.

Os farmacêuticos também são peças-chave na implementação e monitoramento de políticas públicas de saúde, contribuindo com sua expertise para a elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Além disso, atuam na vigilância sanitária, garantindo a qualidade e segurança dos medicamentos que chegam até os pacientes.

Em suma, a presença do farmacêutico no SUS é indispensável para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o uso racional de medicamentos. Sua atuação qualificada e comprometida com o bem-estar da população fortalece o sistema de saúde brasileiro e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

*Valéria Gardiano é farmacêutica formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É mestre em Imunologia e Parasitologia Básicas e Aplicadas pela UFMT. Desde 2020, é coordenadora de Assistência Farmacêutica e presidente da Comissão de Farmácia e Terapêutica de Barra do Garças. Atualmente, é conselheira regional e vice-presidente do CRF-MT (2023-2026).





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Feminicídio – Um clamor por justiça e igualdade como necessidades imediatas!

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*Jacqueline Cândido de Souza

O feminicídio, crime hediondo que tira a vida de mulheres pelo simples fato de serem mulheres, assola nossa sociedade como uma praga, deixando um rastro de dor e luto. Cada mulher assassinada representa um universo de sonhos, projetos e afetos brutalmente exterminados, deixando um vazio irreparável na vida de familiares e amigos.

Em 2023, o Brasil registrou 1.463 casos de feminicídio, aproximadamente um a cada seis horas. O estado de Mato Grosso apresentou a maior taxa, com 2,5 mortes para cada 100 mil mulheres. Em números absolutos, foram 46 feminicídios, dos quais apenas 5 vítimas tinham medida protetiva contra o agressor, segundo a Polícia Civil. Esses números representam vidas interrompidas pela misoginia e crueldade desmedida.

O feminicídio é a expressão mais extrema de um ciclo de violência que começa com a discriminação de gênero e a naturalização da submissão feminina. Violência doméstica, assédio sexual, controle e manipulação são algumas das formas de violência que antecedem o feminicídio.

Combater o feminicídio exige um esforço conjunto. É preciso desconstruir estereótipos de gênero e promover uma cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres. Políticas públicas devem ser fortalecidas para garantir a proteção das mulheres em situação de risco, com medidas eficazes de prevenção e punição aos agressores.

A sociedade civil também tem um papel fundamental. É preciso romper o silêncio, denunciar a violência e exigir justiça para as vítimas. A educação é crucial para conscientizar as novas gerações sobre a importância da igualdade de gênero e do respeito aos direitos das mulheres.

O feminicídio não é um problema individual, é uma questão social que exige uma resposta coletiva. É hora de dizer basta à violência contra as mulheres e construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as vidas sejam valorizadas e protegidas.

Vamos recordar a história de Maria* (*Nome fictício para proteger a identidade da vítima), uma jovem de 38 anos, cheia de vida e sonhos. Maria foi assassinada pelo ex-companheiro após anos de abusos e ameaças. Ela tinha planos de voltar a estudar e queria ser enfermeira. Sua vida foi interrompida de forma brutal, deixando uma filha pequena que agora cresce sem a mãe. Maria não é uma estatística, ela é uma vida ceifada pela violência de gênero.

Vamos trabalhar juntas para que o feminicídio seja erradicado. Que possamos viver em um mundo onde mulheres não sejam mortas simplesmente por serem mulheres, e onde todas as vidas sejam respeitadas e protegidas.

*Jacqueline Cândido de Souza – Advogada e servidora pública dedicada, engajada na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da igualdade de gênero. Para saber mais a respeito me siga no Instagram https://www.instagram.com/jacquelinecandido.adv/.





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O Terceiro Setor gera emprego e renda?

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*Por Joéverton Silva de Jesus

O avanço das novas tecnologias e a transformação das relações de trabalho são temas centrais na obra de Jeremy Rifkin, “O Fim dos Empregos” (1995). Rifkin antecipou um cenário em que a automação e a informatização deslocariam grande parte da mão de obra tradicional, sugerindo que o Terceiro Setor poderia absorver essa força de trabalho que, segundo Rifkin, seria substituída por novas tecnologias. Inclusive, mais recentemente já se estuda os efeitos da inteligência artificial para as relações laborais, mostrando quão atual a temática se mostra. Essa visão ainda é relevante e ganha força no contexto atual, onde o Terceiro Setor se destaca não apenas pelo voluntariado e filantropia, mas pela capacidade de valorizar a mão de obra e implementar políticas públicas que beneficiam a sociedade de forma abrangente.

O Terceiro Setor, frequentemente visto de maneira isolada, é, na verdade, um importante gerador de empregos e renda, criando postos de trabalho diretos e contribuindo significativamente para outras cadeias de valor. Dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostram que em 2023, as atividades artísticas por exemplo, dentro do Terceiro Setor no Brasil, geraram um valor adicionado de R$ 10,1 bilhões, um valor bruto de produção de R$ 18,2 bilhões, remuneração de R$ 5,8 bilhões e 382 mil empregos.

Além da produção artística, o Terceiro Setor abrange áreas como saúde, educação, assistência social, meio ambiente e desenvolvimento comunitário. Essas áreas são igualmente importantes para a economia e a sociedade, contribuindo para a geração de empregos e o desenvolvimento sustentável.

No Distrito Federal, cada emprego gerado no setor artístico cria 1,38 emprego na economia brasileira. Em Mato Grosso, essa relação é de 1,16. O setor de Organizações Associativas contribui para 3,88% do total de ocupações em Mato Grosso, superando estados como Rio de Janeiro (3,64%), São Paulo (3,50%), Ceará (3,35%) e Minas Gerais (3,01%).

Essa capacidade de gerar empregos torna o Terceiro Setor promissor para a valorização da mão de obra. No entanto, para que esse potencial seja realizado, é crucial que o setor conte com profissionais habilitados, qualificados e competentes. A gestão eficaz do Terceiro Setor exige conhecimentos específicos que vão desde a administração de recursos humanos até a execução de projetos sociais.

Além de suprir a demanda por emprego, o Terceiro Setor tem papel vital na implementação de políticas públicas e na promoção do desenvolvimento sustentável. Suas ações, muitas vezes direcionadas a grupos vulneráveis, contribuem para a inclusão social e a redução das desigualdades. Ou seja, o Terceiro Setor é área crucial para a economia e para a sociedade. Ele não só absorve a mão de obra deslocada pelas novas tecnologias, mas valoriza e qualifica essa força de trabalho, tornando-se um diferencial no cenário das relações de emprego. E, para que essa dinâmica continue a crescer, é essencial investir na formação e capacitação dos profissionais do setor, garantindo que eles estejam preparados para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades.

*Joéverton Silva de Jesus é Mestre em Direito pela FD-UFMT, Advogado e atual Presidente da Comissão de Estudos Permanentes em Direito do Direito do Terceiro Setor da OAB-MT.





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A importância das inovações na medicina

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Por Dr. Adriano Pinho*

De acordo com o Ministério da Saúde, a medicina é a ciência que estuda a saúde como um todo e tem o objetivo de prevenir e combater doenças, mantendo a qualidade de vida e promovendo o bem-estar, seja ele individual ou coletivo. E as inovações na medicina são de extrema importância, com novas abordagens, como o uso de tecnologias avançadas, tratamentos personalizados, estão evoluindo a maneira como os cuidados de saúde são prestados, proporcionando benefícios tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde.

No mercado de trabalho, estar atualizado é um diferencial competitivo. Profissionais que buscam continuamente por novos conhecimentos e habilidades são mais valorizados e têm mais oportunidades de crescimento na carreira. Pois, profissionais atualizados são capazes de oferecer um atendimento de maior qualidade aos seus pacientes. Isso inclui a utilização de novos medicamentos, a implementação de protocolos atualizados e a aplicação de práticas baseadas em evidências científicas recentes.

Para ajudar os profissionais a se atualizarem, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Regional Mato Grosso – SBOT-MT e a Sociedade Mato-grossense de Anestesiologia – SOMA estão organizando um evento inédito em Mato Grosso, que será uma grande oportunidade de atualização e network, reunindo médicos das áreas de ortopedia e traumatologia, anestesiologia e outras especialidades, nos dias 25 e 26 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal.

O 1º CEIM – Congresso Estadual de Inovações Médicas tem como tema ‘As Inovações Médicas e Avanço Tecnológico’, e reunirá palestrantes nacionais e regionais que irão conduzir os mais de 30 itens da programação. Com preços de participação bem atrativos e diversos descontos o evento reuniu uma gama de importantes patrocinadores.

O congresso terá salas separadas para tratar de assuntos específicos das especialidades de ortopedia e anestesiologia e ambientes conjuntos, com temas que envolvem toda a medicina: inteligência artificial na medicina, marketing médico,  mercado de trabalho e dor crônica.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial, que também oferece mais informações sobre o evento: somanestesia.org.br.

*Dr. Adriano Pinho é médico ortopedista, traumatologista, cirurgião de mão, mestre em Ciências Aplicadas à Atenção Hospitalar, presidente da SBOT-MT e vice-presidente do CRM-MT.





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