Política
Afonso Motta diz acreditar na inocência de assessor investigado pela PF
O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) disse acreditar na inocência de Lino Rogério, o seu assessor parlamentar investigado pela PF (Polícia Federal) por supostos desvios de emendas de congressistas. O posicionamento do político gaúcho se deu nesta 5ª feira (13.fev.2025) a jornalistas depois de se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Eu acredito na inocência dele. Ele está sendo investigado, não foi condenado. Agora, evidentemente, como ele está afastado por ordem judicial, eu vou aguardar essas circunstâncias, essa coisa vai ser avaliada nessa próxima semana”, declarou Afonso Motta.
A PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de busca pessoal nesta 5ª feira. A Operação EmendaFest investiga supostos casos de corrupção ativa e passiva e de desvios de recursos públicos. A busca pessoal foi feita contra:
Celulares e computadores de ambos foram apreendidos em suas casas. Segundo as autoridades, foram encontrados diálogos em que o diretor da Metroplan sugeria o envio de emendas parlamentares ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS), depois do pagamento de vantagens indevidas.
Afonso Motta afirmou que o seu apartamento funcional –imóvel mantido pela Câmara em Brasília para uso dos congressistas– foi alvo das operações porque Lino também mora com ele.
Até o momento, o deputado Afonso Motta não está ligado às investigações. ELE negou envolvimento no caso, mas diz que acompanha as indicações das emendas.
“De maneira nenhuma, de maneira nenhuma, eu nunca tive nenhuma relação que tivesse essa natureza ou esse tipo de envolvimento. Sempre com muita consideração e sabendo da necessidade desses hospitais, nós fizemos a indicação dessas emendas”, declarou o congressista.
Afonso Motta afirmou que ainda não conversou com Lino Rogério. Ao ser questionado por jornalistas sobre uma possível demissão do assessor, primeiro disse que o dispensaria. Em seguida, afirmou que aguardaria as investigações, mas que “provavelmente” tomaria essa decisão.
“Provavelmente, é uma palavra dura, mas provavelmente eu vou desligá-lo do meu gabinete. Mas não porque eu vou respeitar o fato de ele estar sendo investigado, como qualquer cidadão. Pode ser semana que vem”, disse o deputado.
A PF deflagrou nesta 5ª feira a Operação EmendaFest, que apura fraudes no repasse de emenda parlamentar destinada a um hospital no Rio Grande do Sul. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que citou “consistentes indícios de desvios de recursos públicos” –equivalentes a 6% dos valores repassados.
O caso envolve repasse ao Hospital Ana Nery, no município de Santa Cruz do Sul (RS), com desvios, que até o momento, superam os R$ 500 mil pagos em propina, segundo as investigações.
O gabinete do deputado gaúcho enviou ao menos R$ 1 milhão em emendas parlamentares à unidade hospitalar. Lino Rogério ficaria supostamente com cerca de 6% dos valores destinados ao hospital.
Duas emendas enviadas nos valores de R$ 426 mil foram feitas antes do início das conversas entre Lino e Cliver.
Fonte: JORNALISMO ULTIMA HORA MT
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