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Angeliquinha fez 5 cirurgias para despistar a polícia e apresentou documento falso ao ser abordada

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A foragida da Justiça de Mato Grosso Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após mais de um ano foragida. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava um documento brasileiro falso, com identidade diferente da própria, e havia realizado procedimentos estéticos para alterar características do rosto e dificultar seu reconhecimento. 

A prisão foi resultado de uma ação integrada envolvendo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Polinter e autoridades bolivianas. De acordo com o delegado titular da Draco, Victor Hugo Caetano de Freitas, as equipes realizaram levantamentos, reuniram informações e mantiveram contato direto com a polícia da Bolívia até a localização da foragida.

“Ela foi localizada na data de ontem na cidade de Santa Cruz de la Sierra”, afirmou o delegado durante entrevista nesta quarta-feira (23). Conforme Victor Hugo, Angeliquinha estava com um documento brasileiro falso, mas registrado em nome de outra pessoa.

Após a captura, serão adotados os procedimentos previstos pela Justiça boliviana. Segundo o delegado, a expectativa é que, depois das medidas legais no país vizinho, Angélica seja encaminhada às autoridades brasileiras para o cumprimento das decisões judiciais em Mato Grosso.

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. De acordo com as investigações, ela permaneceu em Santa Cruz de la Sierra desde o período posterior à fuga. 

Segundo Victor Hugo, o caminho seguido após a fuga era compatível com a saída de Mato Grosso em direção à Bolívia. A partir das investigações, as forças de segurança conseguiram identificar que a mulher estava vivendo na cidade boliviana.

Durante o período em que permaneceu escondida, Angeliquinha também teria recorrido a procedimentos estéticos. O delegado afirmou que a intenção seria modificar a aparência para dificultar eventual reconhecimento por parte das autoridades.

“Provavelmente ela tentava alterar a feição para que não fosse reconhecida”, explicou Victor Hugo. Segundo ele, imagens divulgadas durante as investigações mostravam a foragida com curativos relacionados aos procedimentos.

A imprensa local também informou que Angeliquinha realizou mais de cinco procedimentos estéticos durante os 13 meses em que permaneceu foragida.

Além das mudanças na aparência, a Polícia Civil identificou o uso de um documento brasileiro falso. Segundo o delegado, o documento apresentava uma identidade diferente da verdadeira.

Para Victor Hugo, a combinação entre a documentação falsa e os procedimentos estéticos teria sido utilizada para dificultar a localização e identificação da foragida.

O delegado também afirmou que a utilização de procedimentos estéticos para modificar a aparência é uma estratégia já observada em investigações envolvendo pessoas procuradas pela Justiça. Ele citou como exemplo o caso de Juan Carlos Ramírez Abadía e integrantes de organizações criminosas internacionais. 

A localização de Angeliquinha ocorre meses após a Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em Alta Floresta e Nova Bandeirantes e que teve como alvo pessoas ligadas à estrutura investigada em torno da foragida.

A operação resultou em medidas como prisões, buscas e apreensões, sequestro de veículos e imóveis, bloqueios de contas e suspensão de empresas. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil à época, as investigações apuravam movimentações financeiras atribuídas ao grupo. 

O delegado Victor Hugo afirmou que, mesmo após a fuga, as equipes continuaram reunindo informações sobre Angeliquinha e sua estrutura de atuação no extremo norte de Mato Grosso.

Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, é apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma organização criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e municípios da região. Segundo as autoridades, ela é investigada por crimes relacionados a tráfico de drogas, homicídios, organização criminosa e outras atividades ilícitas.

Conforme informações apresentadas pelo delegado, Angeliquinha possui seis mandados de prisão em aberto e acumula condenações que ultrapassam 260 anos de prisão.

As acusações e condenações mencionadas pelas autoridades envolvem diferentes processos e crimes. As responsabilidades individuais devem ser consideradas de acordo com as decisões judiciais correspondentes.

A Polícia Civil também afirma que ela exercia influência sobre atividades criminosas relacionadas ao tráfico de drogas, circulação de armamentos e extorsões envolvendo áreas de garimpo na região.

Com a prisão em Santa Cruz de la Sierra, o próximo passo será o cumprimento dos procedimentos legais pelas autoridades bolivianas. Somente após essas etapas será definido o encaminhamento de Angélica às autoridades brasileiras.



Fonte: Notícias Exata

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