Política
Barroso cobra rigor no uso de emendas e admite ajustes; Lira critica ‘tribunal legislando’
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por sua vez, criticou a atuação do tribunal, a quem acusou de legislar, e disse que a decisão dificulta a aprovação do pacote econômico do governo no Congresso.
“O Congresso aprovou lei, sancionada pelo presidente Lula, dando transparência, rastreabilidade”, afirmou Lira.
“Ter lei votada pela Câmara e Senado e, logo em seguida, outra decisão remodelando tudo o que foi votado causa muita intranquilidade legislativa”, continuou.
Segundo ele é por isso que, hoje, o governo não tem os votos necessários para aprovar o pacote de contenção de gastos obrigatórios. “Não tenho dúvida de que Congresso não vai faltar, mas está num momento de muita turbulência interna por causa desses acontecimentos. Você não deve ver nunca um tribunal legislando”, afirmou.
O STF confirmou nesta terça-feira (3) de forma unânime a decisão do ministro Flávio Dino que libera a retomada do pagamento de emendas parlamentares, mas impõe ressalvas e faz críticas ao modelo adotado pelo Congresso Nacional.
Parlamentares, porém, pressionam pela liberação dos recursos das emendas sem as amarras impostas pela decisão e cobram os termos da lei aprovada e sancionada pelo presidente Lula (PT) na semana passada.
Diante do embate, o governo entrou em campo para tentar evitar retaliações ao andamento da pauta econômica no Legislativo.
Em um aceno ao Congresso, a AGU (Advocacia-Geral da União) decidiu recorrer ao STF para pedir explicações sobre a decisão de Dino. Além disso, emissários do Palácio do Planalto também informaram aos congressistas que o governo trabalha para liberar R$ 7,8 bilhões em emendas.
“Ainda não vi petição da AGU, mas, se tiver algum ponto a ser reconsiderado, vamos reconsiderar. Mas no geral a ideia de que emendas têm que ser rastreáveis, controlabilidade e não pode ter fragmentação absoluta acho que está correto”, afirmou Barroso.
Entre as queixas dos parlamentares estão as mudanças feitas por Dino nas emendas “Pix” (um tipo de emenda individual que caía direto no caixa das prefeituras sem nenhuma indicação de como o dinheiro deveria ser usado) e nas emendas de saúde.
No caso das emendas “Pix” já indicadas, o ministro cobrou a apresentação de um plano de trabalho sobre o uso do dinheiro em até 60 dias. Já as emendas de saúde devem ser indicadas, pela decisão, com aprovação prévia nas comissões bipartite e tripartite do SUS.
Dos R$ 7,8 bilhões em emendas que o governo prometeu liberar, cerca R$ 3,2 bi são de emendas “Pix”.
A decisão do STF cobra a apresentação de um plano de trabalho sobre o uso do dinheiro em até 60 dias.
-
Saúde6 dias agoAnvisa proíbe venda de cosméticos e manda recolher gel falsificado
-
Cidades6 dias agoSorriso homologa 147 atletas e prevê inves…
-
Entretenimento6 dias agoBless Gagliasso, filho de Giovanna Ewbank e Bruno estreia como ator na Globo: ‘Feliz’
-
Esportes6 dias agoWagner Lopes deixa o comando do Luverdense após duas temporadas
-
Mato Grosso6 dias agoMoradores relatam falta de água e problemas no asfalto
-
Economia7 dias agoChina eleva tarifa sobre carne brasileira a 67% após fim da cota de exportação
-
Cidades6 dias agoOutubro Rosa reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama em Lucas do Rio Verde – Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde
-
Cuiaba6 dias agoPrefeitura, Fiemt e instituição religiosa discutem parceria para valorizar Memorial João Paulo II
