Cidades
Câmara de Sinop sedia palestra sobre atualização dos estudos da Ferrogrão —
A Câmara Municipal de Sinop sediou na quarta-feira (23) uma palestra sobre a atualização dos procedimentos para início da construção da Ferrogrão, projeto ferroviário que ligará Sinop a Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará. A apresentação foi conduzida pelo diretor da Estação da Luz Participações (EDLP), Guilherme Quintella, empresa responsável pelos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da EF-170 desde 2014.
Durante a apresentação, Quintella detalhou que o projeto prevê uma ferrovia de 933 quilômetros de extensão às margens da BR-163, com Sinop como ponto inicial e terminal ferroviário próprio na cidade. O executivo informou que o investimento total previsto é de R$ 20 bilhões, integralmente com capital privado, e que o projeto está em fase de licitação, com expectativa de início das obras em 2026 e conclusão em cinco anos.
Quintella explicou que todos os estudos técnicos foram entregues em 2024 e aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal, após o projeto ter sido paralisado entre março de 2021 e maio de 2023 devido à Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.553.
Segundo a apresentação, o projeto representa uma transformação na matriz de transporte de Mato Grosso, passando dos atuais 50% ferroviário e 50% rodoviário para 86% ferroviário e apenas 14% rodoviário. Os estudos indicam que a Ferrogrão transportará 70 milhões de toneladas por ano, promovendo redução de 20% no frete médio do estado e economia de R$ 8 bilhões anuais em custos logísticos.
O diretor da EDLP apresentou que o projeto inclui uma segunda etapa com extensão até Lucas do Rio Verde, consolidando um corredor logístico estratégico. A ferrovia contará com 65 pontes ferroviárias, quatro viadutos ferroviários, 48 pátios e investimento socioambiental de R$ 800 milhões, além de operação anual de R$ 14 milhões em programas ambientais.
Do ponto de vista ambiental, os dados apresentados mostram que uma composição ferroviária substituirá 422 caminhões, resultando em redução de 40% nas emissões de CO2 do transporte estadual. Conforme os estudos, 3,4 milhões de toneladas de CO2 por ano deixarão de ser emitidas, classificando o projeto como um dos maiores de descarbonização de transportes do país.
A apresentação também abordou a competitividade logística da Ferrogrão em relação a outras rotas. O custo de transporte pela ferrovia somado à hidrovia do Tapajós será de US$ 34 por tonelada, 40% mais barato que a alternativa da Malha Norte + Paulista, que custa US$ 47 por tonelada.
O presidente da Câmara, Remídio Kuntz, ressaltou a importância do evento para o município. “Sediar esta apresentação reforça o papel estratégico de Sinop no desenvolvimento logístico nacional. A Ferrogrão representa o maior projeto de infraestrutura da história da nossa região, e esta Casa está de portas abertas para todas as discussões que contribuam com o avanço desta obra fundamental para o crescimento econômico e sustentável do nosso município”, declarou Kuntz.
O projeto aguarda a decisão final do STF para dar prosseguimento aos trâmites administrativos para início da construção da ferrovia, que promete revolucionar o escoamento da produção agrícola do Centro-Norte de Mato Grosso.
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