Política
Candidato do Psol critica Motta por neutralidade no PL da Anistia
O deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) afirmou nesta 6ª feira (31.jan.2025) que uma das razões da sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados é impedir o avanço do PL da Anistia.
Em entrevista ao Poder360, o psolista afirmou que não viu o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) –favorito à sucessão de Arthur Lira (PP-AL)–, se comprometer em arquivar o projeto e, portanto, decidiu usar a sua candidatura para combatê-lo.
“Esse ponto para nós é fundamental. O presidente da Câmara dos Deputados precisa ter uma posição nítida e objetiva sobre isso. Até esse exato momento, pode ser que tenha mudado, o deputado Hugo Mota não se compromete em arquivar o projeto que visa anistiar os golpistas”, declarou a este jornal digital.
O projeto é fundamental para a oposição na Casa Baixa. Foi a condição para que o PL (Partido Liberal) do ex-presidente Jair Bolsonaro embarcasse na candidatura de Motta, indicado de Lira. O texto trata do perdão aos presos do 8 de Janeiro.
Para evitar desgastes com a ala governista, Lira tirou o projeto da tramitação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e autorizou a criação de uma comissão especial para tratar do tema. A movimentação foi uma estratégia para abrir o caminho para Motta e atrasar uma definição. A manobra recebeu críticas da oposição.
Vieira ainda citou a defesa da transparência em emendas parlamentares como outro motivo para a sua candidatura. Criticou a falta de transparência que existiu na gestão do alagoano e defendeu o fim das emendas de comissão.
“Respeito partidos progressistas e de esquerda que, buscando proteger o governo Lula, estão apoiando Hugo Mota no cálculo da governabilidade. Eu não sou sectário, respeito a companheirada. Mas o pessoal precisava levantar essas duas bandeiras. Sem anistia, defesa da democracia e outra lógica de aplicação das emendas parlamentares é quase um parlamentarismo informal”, disse.
O Psol é autor de representações no STF (Supremo Tribunal Federal) contra irregularidades na liberação de emendas. Em dezembro, protocolou um mandado de segurança contra o uso desses recursos. O ministro Flávio Dino acatou o pedido e suspendeu a distribuição de emendas de comissão que haviam sido liberadas 1 dia antes. A PF instaurou um inquérito para apurar inconsistências.
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