Opinião

Cooperativismo de crédito: muito além do dinheiro

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No cenário financeiro brasileiro, uma luz brilha intensamente destacando-se não apenas pelos números impressionantes, mas pelo seu compromisso com a comunidade e os associados. Estamos falando do Sicredi, uma instituição financeira cooperativa que não apenas prospera, mas também transforma vidas e impulsiona o desenvolvimento socioeconômico de todo o país.

Em 2023, o Sicredi alcançou um Benefício Econômico Total de R$ 23,5 bilhões, um feito que reverbera em todos os cantos do Brasil. Não se trata apenas de uma cifra, mas sim uma materialização do compromisso do Sicredi com seus 8 milhões de associados e com a sociedade em geral, com quem está comprometido em promover a qualidade de vida e desenvolvimento para as pessoas que vivem nas comunidades onde a instituição está presente.

Mas, o que exatamente compõe esse benefício econômico? O Sicredi utilizou uma metodologia sólida do Banco Central do Brasil para mensurar o valor agregado através de três pilares distintos:

  1. Benefício Econômico com Crédito (BEC), que totalizou R$ 16,2 bilhões em 2023 e representa a diferença entre os juros pagos pelos associados e a média praticada pelo Sistema Financeiro Nacional. Isso significa que o Sicredi não apenas fornece crédito acessível, mas também o faz de maneira justa e transparente, colocando os interesses de seus associados em primeiro lugar.
  1. Benefício Econômico dos Depósitos (BED), que somou R$ 3,9 bilhões em 2023, em que as Cooperativas do Sicredi demonstraram sua habilidade de oferecer retornos atrativos nos investimentos realizados por seus associados, superando as expectativas do mercado e proporcionando uma sólida base financeira para o crescimento individual e coletivo.
  1. Benefícios Econômicos do Exercício (BEE), que chegou a R$ 3,4 bilhões no último ano, e reflete os ganhos diretos provenientes de resultado distribuídos pelas Cooperativas Sicredi aos associados, e dos valores revertidos para as Comunidades, em 2023. Essa cifra não apenas evidencia a eficiência operacional do Sicredi, mas também destaca seu compromisso com a excelência e a sustentabilidade financeira.

Esses valores – que impressionam – não são apenas frutos de uma operação financeira eficiente. São também reflexo da seriedade do Sicredi em relação aos princípios do cooperativismo. Como um Sistema Nacional organizado em três níveis, com 104 Cooperativas, 5 Centrais e uma Confederação, o Sicredi está profundamente enraizado em comunidades de todo o país, com mais de 2,7 mil agências, instaladas em mais de dois mil municípios, sendo que em mais de 200 deles é a única instituição financeira presente. São mais de 45 mil colaboradores dedicados a fomentar o desenvolvimento regional e a proporcionar a melhor experiência possível aos associados.

O DNA cooperativista do Sicredi transcende as meras transações financeiras. Ele representa um compromisso genuíno com a solidariedade, a ajuda mútua e a construção de um mundo melhor para todos. Enquanto outras instituições financeiras podem se concentrar exclusivamente nos lucros, o Sicredi coloca o bem-estar de seus associados e da sociedade no centro de suas operações.

O Benefício Econômico de R$ 23,5 bilhões gerado pelo Sicredi em 2023 é mais do que uma conquista financeira. É um testemunho do poder do cooperativismo em transformar vidas e comunidades. À medida que olhamos para o futuro, podemos confiar no Sicredi para continuar liderando o caminho, construindo uma sociedade mais justa, próspera e inclusiva para todos. Juntos, podemos alcançar grandes feitos e fazer do mundo um lugar melhor para as gerações futuras.

*João Spenthof é presidente da Central Sicredi Centro Norte e vice-presidente da OCB/MT (Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso). 





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A liderança feminina no agronegócio: desafios e oportunidades

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Nos dias atuais, a liderança feminina no agronegócio está se destacando como um ponto crucial para a transformação do setor. A mulher, que historicamente tem desempenhado papéis secundários, agora está assumindo a gestão e liderança de propriedades rurais com competência e determinação.

Quando pensamos na administração de uma propriedade rural, muitas vezes, o primeiro pensamento recai sobre o marido como responsável pela gestão. No entanto, em situações inesperadas, como a morte do marido ou a incapacidade de um herdeiro menor de idade, a esposa frequentemente se vê à frente da administração da propriedade. A falta de conhecimento e experiência pode levar a decisões precipitadas, como a venda do patrimônio, por não saber como gerir adequadamente.

A proposta aqui é mostrar que a mulher pode não apenas assumir a liderança, mas também prosperar nesse papel. Para isso, é crucial que ela tenha acesso a ferramentas e direcionamentos específicos para a gestão rural. A propriedade rural deve ser vista como uma empresa que requer uma administração eficiente, incluindo contabilidade, gestão financeira, compras e administração de recursos.

A gestão de uma propriedade rural envolve dividir a administração em setores, como contabilidade, jurídico, financeiro e gestão geral. A mulher que assume esse papel deve ser capaz de delegar responsabilidades, garantindo que cada área seja bem cuidada, enquanto ela lidera e supervisiona o conjunto das operações.

Desafios e Capacitação

A maior dificuldade para as mulheres na gestão de propriedades rurais é a falta de conhecimento e orientação. Muitas vezes, a mulher que assume a gestão da propriedade não tem o treinamento adequado, o que pode levar à insegurança e ao medo de tomar decisões erradas. Por isso, é essencial criar assessorias especializadas que ofereçam capacitação em gerenciamento de propriedades rurais para mulheres.

Minha experiência pessoal em gestão de agronegócios reforça essa necessidade. Após me formar, trabalhei em uma empresa de nutrição animal, onde enfrentei o desafio de ser reconhecida pela minha competência, apesar de ser uma mulher em um setor tradicionalmente dominado por homens. Com o tempo, percebi a necessidade de demonstrar que as mulheres podem não apenas participar, mas liderar e transformar o setor agropecuário.

Dados Recentes

O Censo Agropecuário de 2017 revelou dados significativos sobre a presença feminina na gestão de propriedades rurais no Brasil. Quase 1 milhão de mulheres são responsáveis pela administração de propriedades rurais, de um total de 5,07 milhões. A maioria dessas mulheres está no Nordeste (57%), seguidas pelo Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste (6%). Essas mulheres administram cerca de 30 milhões de hectares, o que representa 8,5% da área total ocupada por estabelecimentos rurais no país.

Entre as proprietárias, 50% das atividades econômicas estão relacionadas à pecuária, 32% à produção de lavouras temporárias e 11% à produção de lavouras permanentes. As mulheres, em geral, enfrentam desafios adicionais, como menor acesso a informações técnicas e participação reduzida em atividades associativas.

Caminhos para o Futuro

Para apoiar a crescente liderança feminina no agronegócio, é fundamental investir em capacitação e criar redes de apoio. Propostas como a criação de assessorias via sindicatos rurais podem oferecer a formação necessária para que mulheres possam gerir suas propriedades com confiança e eficiência.

A gestão de uma propriedade rural não é muito diferente da administração de uma casa: ambas exigem habilidades de organização, planejamento e liderança. Com o devido suporte e treinamento, as mulheres podem transformar o agronegócio, trazendo inovação e prosperidade ao setor.

Assim, a mensagem é clara: as mulheres têm o potencial de não apenas assumir a liderança, mas de transformar o agronegócio com sua visão e habilidades únicas. Com a devida preparação e suporte, elas estão prontas para enfrentar os desafios e colher os frutos dessa nova era de liderança feminina no campo.

Manu Monteiro é  Gestora do Agronegócio e Direito

 

 

 

 

 

 

 





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Aliança Poderosa: como o Terceiro Setor fortalece o Primeiro em Mato Grosso

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*Por Joéverton Silva de Jesus

Nos tempos atuais, o diálogo e a cooperação entre o Primeiro e o Terceiro Setor tornaram-se mais do que uma estratégia; são uma necessidade imperativa para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da nossa sociedade. Em Mato Grosso, esta parceria vem se destacando mostrando como essa cooperação pode gerar benefícios significativos para todos os envolvidos e, sobretudo, para a população.

O Primeiro Setor é a administração pública, responsável pela gestão e execução de políticas públicas. O Segundo Setor é composto pelas empresas privadas, que buscam o lucro e movimentam a economia. O Terceiro Setor, por sua vez, é formado por instituições sem fins lucrativos, como associações e fundações, que atuam em áreas diversas, como educação, saúde, social, cultura, meio ambiente, entre outras.

Esses três setores têm formas distintas de se organizar e atuar, mas é através da cooperação entre eles que se consegue amplificar o impacto positivo na sociedade.

O Terceiro Setor não substitui o papel do Estado, mas complementa e potencializa suas ações. A descentralização é uma das estratégias mais eficazes adotadas pelo governo do Estado de Mato Grosso para a implementação de políticas públicas. A descentralização permite que a sociedade organizada, por meio das entidades do Terceiro Setor, participe ativamente na criação e execução de programas e projetos que atendem diretamente às necessidades locais.

Estas entidades também estão cada vez mais capacitadas, atuando em rede e auxiliando o Estado na promoção de políticas públicas afirmativas e benéficas ao cidadão.

Economicamente, o Terceiro Setor é vital. Além de gerar empregos, ele contribui significativamente para o Produto Interno Bruto (PIB). Em 2022, o Terceiro Setor foi responsável por 4,27% do PIB brasileiro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Isso mostra que essas instituições vão muito além do assistencialismo, promovendo desenvolvimento e inclusão social.

A importância do Terceiro Setor na nossa sociedade atual é indiscutível. Ele não apenas complementa as ações do Estado, mas também impulsiona mudanças significativas ao trabalhar em estreita colaboração com o Primeiro Setor. Mato Grosso já compreendeu que este modelo de parceria e cooperação é o caminho para um futuro mais justo, inclusivo e sustentável para todos.

*Joéverton Silva de Jesus é advogado e presidente da Comissão de Estudos Permanentes do Direito do Terceiro Setor





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A Importância Vital do Profissional Farmacêutico no Sistema Único de Saúde

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*Valéria Gardiano

O Sistema Único de Saúde (SUS) é a principal política pública de saúde do Brasil, garantindo acesso universal e gratuito aos serviços de saúde para toda a população. Dentro desse vasto sistema, o papel do profissional farmacêutico é crucial e multifacetado, contribuindo significativamente para a eficácia e eficiência do atendimento.

A Portaria GM/MS n.º 4.379, de 14 de junho de 2024, busca garantir um atendimento mais seguro, eficiente e acessível para todos. Essa portaria estabelece as Diretrizes Nacionais do Cuidado Farmacêutico no âmbito do SUS, promovendo uma abordagem integrada entre farmacêuticos, outros profissionais da saúde e usuários, para garantir o uso seguro e efetivo dos medicamentos, além da prevenção e controle de doenças.

Os farmacêuticos no SUS atuam em diversas frentes. Uma das principais funções é a gestão da assistência farmacêutica, que envolve a seleção, programação, aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos. Esse processo é fundamental para assegurar que os pacientes recebam os medicamentos corretos, nas quantidades adequadas e no tempo apropriado, evitando faltas ou excessos que poderiam comprometer a saúde pública e os recursos financeiros.

Além disso, os farmacêuticos desempenham um papel essencial na orientação e acompanhamento dos pacientes quanto ao uso correto dos medicamentos. Eles fornecem informações sobre dosagens, efeitos colaterais, interações medicamentosas e a importância da adesão ao tratamento, o que é vital para o sucesso terapêutico e para a prevenção de complicações de saúde.

Outro aspecto importante é a atuação dos farmacêuticos na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Eles participam de campanhas de vacinação, programas de educação em saúde e ações comunitárias, levando conhecimento e práticas de saúde para a população. Essa atuação educativa é fundamental para reduzir a incidência de doenças e promover hábitos de vida mais saudáveis.

Os farmacêuticos também são peças-chave na implementação e monitoramento de políticas públicas de saúde, contribuindo com sua expertise para a elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Além disso, atuam na vigilância sanitária, garantindo a qualidade e segurança dos medicamentos que chegam até os pacientes.

Em suma, a presença do farmacêutico no SUS é indispensável para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o uso racional de medicamentos. Sua atuação qualificada e comprometida com o bem-estar da população fortalece o sistema de saúde brasileiro e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

*Valéria Gardiano é farmacêutica formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É mestre em Imunologia e Parasitologia Básicas e Aplicadas pela UFMT. Desde 2020, é coordenadora de Assistência Farmacêutica e presidente da Comissão de Farmácia e Terapêutica de Barra do Garças. Atualmente, é conselheira regional e vice-presidente do CRF-MT (2023-2026).





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