Economia
Cuiabá registra queda de endividamento e inadimplência das famílias no mês de junho
Desde o início do ano, os cuiabanos vêm controlando melhor as despesas domésticas. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que o nível de endividamento das famílias caiu de 86,1%, em fevereiro, para 84,4%, em junho. Em números absolutos, o total de famílias com contas a pagar recuou de 214,5 mil para 211,4 mil no período.
No mesmo sentido, a inadimplência também apresentou queda, passando de 17,1%, em dezembro de 2025, para 15,6%, em junho deste ano. Conforme análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), os resultados indicam uma melhora gradual da saúde financeira das famílias cuiabanas, com redução consistente dos dois indicadores.
Apesar desse cenário positivo, o uso do cartão de crédito ainda chama atenção. O elevado percentual de consumidores que recorrem à modalidade demonstra que o orçamento doméstico continua pressionado e que parte das famílias ainda depende do crédito para manter o consumo.
Segundo levantamento da CNC, o cartão de crédito permanece como a principal modalidade de endividamento, presente em 88% dos casos pesquisados. Em seguida aparecem as dívidas com carnês (21,7%), financiamentos de veículos (8,1%), crédito pessoal (7,4%), crédito consignado (5,4%) e financiamento imobiliário (5,4%).
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o uso elevado do cartão de crédito, quando não é planejado, pode comprometer a capacidade de consumo das famílias.
“O cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento, presente em mais de 80% dos domicílios endividados. Essa dependência exige atenção, especialmente em um ambiente de juros elevados, visto que o uso excessivo pode aumentar o risco de inadimplência e comprometer a renda familiar por períodos mais longos.”
Sobre o tempo de endividamento, 38,5% dos entrevistados afirmaram possuir dívidas há mais de um ano. Outros 32,0% informaram estar endividados entre três e seis meses; 17,6% relataram dívidas de até três meses; e 11,3% disseram estar endividados entre seis meses e um ano.
Em relação à expectativa de quitar as dívidas em atraso, 37,7% dos entrevistados acreditam que conseguirão pagar pelo menos parte do valor devido, percentual ligeiramente superior aos 37,4% que afirmam não ter condições de quitar os débitos. Já 24,3% esperam conseguir pagar integralmente as dívidas.
Considerando o total de famílias cuiabanas com contas em atraso, 5,8% acreditam que não conseguirão quitar os débitos, índice ligeiramente superior aos 5,6% registrados no mês anterior.
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