Economia
Cuiabá volta a registrar recuo na Intenção de Consumo das Famílias em junho
Após dois meses de melhora no índice que monitora a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá, o levantamento de junho registrou forte queda de 4,1%, passando de 114,4 pontos, em maio, para 109,7 pontos em junho. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e foram analisados pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Apesar de o indicador permanecer na zona de satisfação, acima dos 100 pontos, a queda pode indicar maior cautela por parte das famílias, visto que, desde dezembro do ano passado, o índice não ficava abaixo dos 110 pontos.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, afirmou que o cenário atual exige atenção às condições econômicas e ao orçamento doméstico.
“O forte recuo observado no mês de junho, mesmo que o indicador permaneça em zona de satisfação, demonstra uma postura de atenção por parte das famílias diante das incertezas relacionadas ao mercado de trabalho, à disponibilidade de crédito e ao orçamento doméstico.”
O movimento de cautela pode ser observado nos componentes da pesquisa, que apresentaram piora em todos os indicadores. O destaque ficou para a Perspectiva Profissional, que recuou 7,3% em relação ao mês anterior. A Disponibilidade de Crédito também caiu (-4,7%), mesmo percentual registrado pelo Nível de Consumo Atual. Em seguida, aparecem a Perspectiva de Consumo (-4,0%), o Momento para Duráveis (-3,9%) e a Renda Atual (-3,8%). Já a percepção sobre a situação atual do emprego apresentou variação negativa de 0,8%.
No entanto, conforme análise do instituto da Fecomércio-MT, ainda há percepções positivas em alguns quesitos. Entre os entrevistados, 45,5% afirmaram sentir-se mais seguros em relação ao emprego atual do que no mesmo período do ano passado. Além disso, 54,7% avaliaram que a renda familiar está melhor quando comparada ao mesmo período de 2025.
Wenceslau Júnior também reforçou que “mesmo com a baixa dos indicadores, a percepção positiva sobre emprego e renda em comparação ao ano anterior demonstra que o mercado de trabalho continua sendo um importante fator de sustentação da confiança das famílias”.
Sobre o Nível de Consumo Atual, de acordo com a análise do IPF-MT, 44,0% dos entrevistados afirmaram estar comprando menos em comparação ao ano passado, enquanto 41,8% disseram consumir mais.
Apesar desse cenário, as expectativas permanecem positivas: 47,7% acreditam que o consumo tende a aumentar nos próximos meses, enquanto 42,0% esperam uma redução. Isso demonstra que, embora o consumidor esteja mais atento aos gastos, mantém expectativas de melhora profissional e de estabilidade financeira.
Com isso, o presidente da federação concluiu: “As expectativas de crescimento do consumo permanecem superiores às de retração, indicando que as famílias mantêm perspectivas favoráveis para os próximos meses, apesar da cautela observada no momento atual”, afirmou Wenceslau Júnior.
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