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Delegado aponta Angeliquinha como mandante de cerca de 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta e região

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O delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas, apontou Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, como a principal liderança de uma organização criminosa com atuação em Alta Floresta e municípios da região extremo norte de Mato Grosso.

Segundo o delegado, as investigações indicam que Angélica exerceria o comando da organização na região, com atuação relacionada a extorsões em áreas de garimpo, controle do tráfico de drogas e gerenciamento da entrada e saída de armamentos, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso.

Ainda conforme Victor Hugo, a estrutura criminosa também teria movimentado recursos que beneficiariam familiares da investigada. O delegado citou como exemplo a Operação Showdown, na qual, segundo ele, uma filha de Angélica, de 20 anos, foi relacionada à posse de dois veículos de luxo e diversos imóveis de alto padrão.

Victor Hugo afirmou ainda que as investigações atribuem a Angélica a condição de mandante de cerca de 80% dos homicídios praticados por integrantes de facções criminosas em Alta Floresta e municípios circunvizinhos.

As informações são atribuídas ao delegado e integram o contexto das investigações conduzidas pelas forças de segurança. Eventuais responsabilidades criminais devem ser definidas pela Justiça, conforme o andamento dos processos e das provas produzidas.

Outro aspecto destacado pelo delegado é a suposta manutenção da liderança da organização mesmo quando Angélica estava presa.

Segundo Victor Hugo, as investigações identificaram uma estrutura hierárquica dentro do presídio, na qual ela manteria posição de superioridade em relação a outras detentas.

O delegado afirmou também que, mesmo durante períodos em que esteve encarcerada ou quando estava na Bolívia, Angélica teria mantido contato com integrantes da organização que ocupavam posições inferiores na hierarquia criminosa em Alta Floresta e região.

Para a investigação, esse comportamento demonstraria que a prisão não teria interrompido a influência atribuída a ela sobre a estrutura criminosa.

O caso permanece relacionado às investigações sobre a atuação de organizações criminosas no extremo norte de Mato Grosso.



Fonte: Notícias Exata

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