Cidades
Dentistas denunciam suposto assédio moral e condição degradante de trabalho

A presidente do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), Wânia Dantas, cobrou respostas da Prefeitura de Rondonópolis (a 216 km de Cuiabá) quanto às diversas denúncias recebidas pelo conselho sobre suposto assédio moral e condições precárias de trabalho feitas contra a Superintendência de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde do município.
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Na manhã desta quarta-feira (06), a presidente reiterou a cobrança quanto às providências adotadas pela administração municipal, por meio de ofício enviado às secretarias Municipais de Saúde e de Gestão e a Câmara de vereadores, já que as denúncias feitas pelos profissionais também repercutiram no Parlamento municipal. Além disso, Wânia também requer a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) referente às denúncias contra a servidora responsável pela Superintendência de Saúde Bucal, Neuzeli Fuza.
“Entretanto mesmo com diversas denúncias e graves apontamentos tanto na estrutura física das unidades bem como falta de equipamentos e remoção inadequada de profissionais, sem respeitar as especialidades, causando transtorno no atendimento da população, solicitamos mais uma vez apoio para uma ação imediata com objetivo de restabelecer a segurança e o bem-estar dos profissionais e população assistida”, requereu a presidente.
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Assédio moral
Em junho deste ano, após as reiteradas denúncias recebidas pelo CRO-MT, a presidente do conselho esteve em Rondonópolis reunida com alguns cirurgiões-dentistas da rede pública municipal para apurar o caso. “Recebemos várias queixas sobre péssimas condições de trabalho e situações de assédio moral contra servidores”, afirmou.
Uma das denúncias feitas ao Conselho está relacionada a demissão de uma cirurgiã-dentista. A especialista em Odontopediatria Paula Nunes das Neves relatou ter sido exonerada por suposta retaliação após retornar de uma licença médica de 14 dias. Segundo a cirurgiã, a motivação apresentada seria cortes de gastos, entretanto, a real causa seria divergência com a superintendente.
A presidente do CRO enfatizou ainda que as denúncias envolvem outros cirurgiões-dentistas, que teriam relatado um ambiente de trabalho onde colegas temem represálias por expressarem opiniões divergentes da gestão.
“É uma situação preocupante, que exige uma intervenção urgente para garantir a qualidade do serviço odontológico oferecido à população e o restabelecimento de um ambiente de trabalho saudável para os colegas cirurgiões dentistas, que cuidam da saúde dos que procuram atendimento”, concluiu a presidente.
Outro lado
O entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Rondonópolis, que ainda não se posicionou sobre o assunto. Oe spaço segue aberto para manifestação.
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