Política
Deputado rebate acusação e afirma que Coronel tenta “lacrar”
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) rebateu as acusações da deputada federal Coronel Fernanda (PL) de que ele controla Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Mato Grosso. Segundo a parlamentar, mesmo sem ocupar cargo, o petista interfere diretamente no órgão, influenciando nas decisões.

As afirmações de que eu controlo Incra em Mato Grosso são totalmente falsas e irresponsáveis
A declaração da deputada foi dada em razão de uma disputa fundiária no Assentamento Itanhangá/Tapurah, onde produtores que vivem ali há anos temem serem retirados dos lotes para dar lugar a público da Reforma Agrária. O caso está na Justiça Federal e o clima na região é de tensão.
Para Barranco, a parlamentar tenta “lacrar” e enganar a população. “Mesmo diante do cumprimento de decisões judiciais, ela segue tentando ludibriar a população faltando com a verdade, tentando lacrar nas redes de forma irresponsável e em completo desrespeito ao sério trabalho da Justiça Federal, da Polícia Federal, da Polícia Militar, dos oficiais de Justiça e dos servidores do Incra”, disse ao MidiaNews.
Sobre o uso do Incra, ele disse que é lamentável que a parlamentar federal prefira recorrer ao que chamou de “ataques políticos infundados”, ao invés de discutir soluções para o problema.
“As afirmações de que eu controlo Incra em Mato Grosso são totalmente falsas e irresponsáveis. O Incra é uma autarquia federal, com gestão e decisões autônomas, e não há qualquer interferência minha em suas atividades ou processos decisórios”.
O petista afirmou ainda que nunca pisou no assentamento Itanhangá/Tapurah e que o assunto não deve ser político, pois o caso é conduzido pela Justiça Federal, pela PF e pelo Ministério Público Federal, não por ele.
Posição do Incra
Em nota enviada ao MidiaNews, o Incra informou que suas ações são objeto de constante diálogo institucional com o MPF, Defensoria Pública da União, além das autoridades do Poder Judiciário e da Segurança Pública.
Além disso, o Instituto detalhou sua ação na área e citou que as terras do assentamento são alvo de apropriação indevida.
“Em 2021, os relatórios dos inquéritos policiais elaborados pela Polícia Federal, a partir de operações na região e remetidos ao Incra, mostraram que o Projeto de Assentamento Itanhangá é alvo de sistemático e articulado mecanismo de apropriação indevida de terras públicas, violência contra assentados, ameaça, expulsão e reconcentração de lotes”, diz trecho.
“Somente em agosto de 2024, quando já certificadas as intimações e descumprimento do prazo para desocupação voluntária, é que foram expedidos os mandados de reintegração de posse, correspondentes a 6 lotes. As áreas serão transformadas em 15 lotes para o público da reforma agrária. Os mandados estão sendo cumpridos. O resultado será o reassentamento, pelo Incra, de famílias em condição de vulnerabilidade social”, completa a nota.
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