Polícia
Descarte irregular de lixo volta a ocorrer em Alta Floresta após mutirão que retirou 29 toneladas
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Alta Floresta autuou nesta semana um morador flagrado descartando lixo às margens das rodovias Primeira Norte e Primeira Leste. A ação ocorreu poucos dias após o mutirão que recolheu 29 toneladas de resíduos no entorno urbano.
De acordo com a Secretária Gercilene Meira Leite, além da autuação, o material despejado foi recolhido pela equipe da prefeitura. “Não gostaríamos de multar nenhum cidadão, mas o descarte irregular é crime ambiental. Continuaremos firmes contra essa prática”, afirmou.
O mutirão de limpeza, realizado recentemente pela Prefeitura, envolveu dezenas de servidores municipais e foi divulgado nos canais oficiais do município. Na ocasião, as equipes retiraram entulho, lixo doméstico e restos de podas que vinham se acumulando nas margens das rodovias. A iniciativa buscou melhorar a paisagem urbana, reduzir riscos à saúde e evitar a proliferação de pragas.

Apesar do esforço, a secretaria identificou novos pontos de descarte irregular já nesta semana. Segundo secretária da pasta, a reincidência mostra a necessidade de conscientização da população. “Nada adianta o poder público fazer a limpeza se o lixo voltar para o mesmo lugar”, disse.
Além dos prejuízos ambientais, o descarte irregular gera impacto financeiro. Cada mutirão de limpeza demanda recursos públicos que poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura. O mutirão recente em Alta Floresta, por exemplo, envolveu caminhões, combustível e servidores, representando um custo elevado para os cofres municipais.
Há também o impacto social: bairros vizinhos aos pontos de descarte sofrem com mau cheiro, aumento de pragas urbanas e desvalorização imobiliária.
O descarte irregular de resíduos em vias públicas ou áreas de preservação é considerado crime ambiental, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Em Alta Floresta, os infratores podem ser multados e obrigados a recolher o material despejado.
A Prefeitura orienta que o lixo doméstico seja entregue ao serviço de coleta regular e que materiais de maior volume sejam destinados ao ecoponto municipal. O objetivo é evitar que rodovias e terrenos baldios se transformem em depósitos clandestinos.
A Prefeitura mantém um canal de denúncias pelo WhatsApp (66 98422-5894) e prepara novas campanhas educativas e reforçou que manter a cidade limpa depende da participação dos moradores. “Já identificamos o infrator e tomamos as providências. Agora pedimos que a população ajude, porque preservar o ambiente é responsabilidade de todos”, concluiu Gercilene.
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