Economia
Economia nacional e instabilidade internacional afetam consumo das famílias
Pelo sétimo mês consecutivo, a pesquisa que monitora a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresenta recuo em Cuiabá. A variação negativa foi menos intensa em junho do que a observada no mês anterior, ficando em apenas -0,4%, o que fez com que o índice atingisse 103,8 pontos. O levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, ainda, que a pontuação atual é 2,3% menor do que a registrada no mesmo período do ano passado, quando marcava 106,2 pontos.
A retração geral na pesquisa pode estar relacionada à perspectiva futura do consumidor, a qual está ligada ao contexto econômico nacional e à instabilidade internacional, segundo análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
É o que mostram os componentes da pesquisa, que apresentaram variação negativa em Perspectiva Profissional (-6,6%), Compra a Prazo (-4,2%) e Momento para Duráveis (-2,5%), mantendo resultados negativos desde o mês passado. Ainda assim, observou-se crescimento mensal nos componentes Emprego Atual (3,1%), Perspectiva de Consumo (3,7%) e Nível de Consumo Atual (3,4%), que voltaram a apresentar resultados positivos pela primeira vez em 2025.
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destaca a retomada no crescimento de alguns indicadores da pesquisa. “Apesar da redução do índice, o incremento na avaliação do emprego e do consumo atual demonstra algum sinal de melhora nas expectativas das famílias, quando comparado aos últimos meses. Além disso, o resultado se mantém acima do índice nacional”.
No Brasil, a ICF registra 100,8 pontos — índice ligeiramente acima da margem de insatisfação dos consumidores, que é inferior a 100 pontos. Assim como na capital mato-grossense, a pontuação atual do país está 2,2 pontos abaixo da registrada no mesmo período do ano passado, influenciada pelas incertezas futuras.
Sobre isso, Wenceslau Júnior afirmou: “O ICF em Cuiabá apresenta um recuo no consumo das famílias, estimulado por incertezas futuras e pela cautela em compras de longo prazo. Já no cenário nacional, apesar de apresentar uma estabilidade momentânea, o índice também não superou o nível de consumo do mesmo mês de 2024. Essa condição mostra que as famílias estão em busca de equilíbrio entre o desejo de consumir e a preocupação de não comprometer o orçamento em longo prazo”.
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