Polícia
Ex-PM que matou advogada e abandonou corpo no Parque das Águas enfrenta júri popular
O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, será julgado nesta quinta-feira (25) em Cuiabá, acusado de feminicídio, estupro e homicídio qualificado contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni.
O crime ocorreu em agosto de 2023, no bairro Santa Amáliaa. A vítima foi espancada, asfixiada e teve o corpo abandonado dentro do próprio carro, no Parque das Águas.
O julgamento está marcado para às 9h no Fórum da Capital e será conduzido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal. O processo tramitou em segredo de Justiça e, até o momento, não há confirmação sobre a presença da imprensa no plenário.
Na noite de 12 de agosto de 2023, Cristiane passou o dia com familiares e amigos e, mais tarde, foi a um bar próximo da Arena Pantanal. O último contato conhecido foi quando permaneceu no local com um homem após a saída de um primo. Horas depois, familiares tentaram contato, mas não obtiveram resposta.
O veículo da advogada foi localizado pelo irmão no Parque das Águas, por meio de rastreador. Dentro dele, Cristiane foi encontrada inconsciente e levada ao Hospital Jardim Cuiabá, onde a morte foi confirmada.
As diligências da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram Almir como principal suspeito. Câmeras de segurança registraram o ex-policial dirigindo o carro da vítima na manhã seguinte ao crime. Na casa dele, a polícia encontrou vestígios de tentativa de limpeza com produtos químicos. Confrontado, Almir admitiu ter passado a noite com Cristiane, mas tentou justificar a morte como “acidental”.
Perícias, contudo, confirmaram agressões físicas, asfixia e indícios de violência sexual. Testemunhas relataram ter ouvido gritos vindos da residência do acusado. O corpo da advogada permaneceu por cerca de seis horas dentro do imóvel antes de ser levado ao Parque das Águas.
Exonerado da Polícia Militar por envolvimento em um roubo, Almir já tinha passagens por furto, receptação, falsificação de documentos e outros crimes. Em 2023, chegou a ser detido para cumprir medida de internação por transtornos psiquiátricos, mas não houve vaga em unidade adequada e ele acabou solto.
O Ministério Público denunciou o ex-policial por feminicídio, estupro e fraude processual. A promotoria aponta que o assassinato foi cometido por motivo torpe, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e após recusa de Cristiane em praticar sexo anal.
A defesa chegou a pedir absolvição sumária com base em um laudo de insanidade de 2016, mas um novo exame, realizado em janeiro deste ano, concluiu que Almir tinha plena capacidade de compreender seus atos no momento do crime.
No júri popular, sete cidadãos vão responder aos quesitos sobre o caso. A depender do resultado, caberá à juíza aplicar a pena ou declarar a absolvição.
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