Política
Ex-secretária diz ser “massacrada” há anos por caso da Saúde e afirma nunca ter se tornado ré
A ex-secretária-adjunta de Unidades Especializadas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Carolina Campos Dobes Conturbia Neves, afirmou estar há anos sofrendo com a exposição e os desdobramentos das investigações relacionadas à gestão da Saúde em Mato Grosso. Após prestar depoimento à CPI da Saúde, nesta quarta-feira (26), ela disse estar sendo “massacrada” em sua imagem e afirmou que chegou ao limite do desgaste provocado pelo caso.
Carolina foi ouvida a portas fechadas e afirmou ter respondido às 70 perguntas feitas pelos deputados. Segundo ela, o pedido para que a oitiva não fosse aberta ao público teve como objetivo evitar que suas declarações fossem utilizadas no atual cenário eleitoral, já que, conforme defendeu, sua atuação no processo sempre teve caráter técnico.
A ex-secretária-adjunta também sustentou que todos os esclarecimentos e provas relacionados à sua atuação já foram apresentados anteriormente ao Ministério Público, à Polícia Judiciária e ao Poder Judiciário. Carolina afirmou possuir decisões judiciais que, segundo sua versão, a excluíram das investigações e destacou que sequer chegou a se tornar ré nos processos relacionados ao caso.
“Eu estou de verdade esgotada. Faz muitos anos que eu estou sendo submetida a um processo de julgamento popular e sendo massacrada na minha imagem, na minha vida, sem nada eu ter a ver com isso”, afirmou.
Carolina também defendeu sua passagem pela SES e rejeitou ser lembrada apenas de forma pejorativa pelo período em que atuou na pasta. Ela citou projetos desenvolvidos durante sua gestão, entre eles o centro de triagem implantado durante a pandemia da Covid-19, e afirmou que retornou à CPI justamente para apresentar novamente sua versão e os documentos que considera necessários para esclarecer sua participação nos fatos investigados.
Ao deixar a Assembleia Legislativa, a ex-secretária voltou a pedir respeito e afirmou estar emocionalmente desgastada com a situação. “Eu estou no meu limite”, declarou, reforçando que eventuais esclarecimentos adicionais poderão ser apresentados posteriormente por meio de seu advogado.
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