Polícia
Gaeco denuncia 63 membros de facção criminosa que comandavam crimes da cadeia
A unidade desconcentrada de Sinop do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) – força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo – denunciou, na segunda-feira (22), 53 pessoas pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A denúncia é resultado da Operação Joia Rara, deflagrada em junho deste ano, com o objetivo de desarticular as atividades de uma facção criminosa envolvida em delitos em diversas cidades de Mato Grosso, com destaque para os municípios de Guarantã do Norte e Novo Mundo.
Conforme a denúncia, os crimes foram cometidos com agravantes, como o uso de locais públicos e coletivos para o tráfico de drogas (incluindo bares, frigoríficos, festas e casas de prostituição), além do envolvimento de adolescentes e a continuidade das atividades criminosas mesmo dentro de unidades prisionais.
As investigações apontaram que um dos líderes, D. J. O. M., mantinha o comando da organização, determinando regras e punições de dentro da unidade prisional. O Gaeco pediu e a Justiça decretou a inclusão dele no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Já outros criminosos que estavam presos foram encaminhados ao Regime Penal Disciplinar para evitar que continuem a praticar delitos.
Os denunciados, com participação direta ou indireta na facção criminosa, ocupavam funções como líderes, tesoureiros, distribuidores, lojistas (traficantes locais), responsáveis pelo apoio logístico e financeiro, além de atuarem no monitoramento da ação policial e na comunicação interna da organização.
De acordo com o Gaeco, a facção criminosa mantinha esquema sofisticado de tráfico de drogas, funcionando como uma verdadeira empresa do crime, com divisão de tarefas, controle financeiro rigoroso e comunicação interna eficiente. Os líderes locais eram responsáveis por coordenar o tráfico, aplicar punições internas e organizar a logística de distribuição de drogas. Tesoureiros cuidavam da arrecadação de valores e repasses à facção, enquanto os chamados “lojistas” atuavam diretamente na venda de entorpecentes.
A denúncia aponta ainda que os integrantes utilizavam aplicativos de mensagens para coordenar ações, compartilhar listas de mensalidades a serem pagas pelos membros e monitorar a movimentação policial. Foram encontradas planilhas de controle de vendas, listas de distribuição e registros de pagamentos via PIX, evidenciando a profissionalização do esquema.
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