Política
Gisela defende processo de impeachment: “Denúncias graves”
A deputada federal Gisela Simona (União) se mostrou favorável ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eu apoio principalmente diante das denúncias que nós temos que são muito graves
Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo publicou que o gabinete do ministro solicitou por mensagens “de forma não oficial” a produção de relatórios pela Justiça Eleitoral para embasar decisões do próprio Moraes contra bolsonaristas no Supremo Tribunal Federal.
A produção de provas seria usada no inquérito das fake news durante e após as eleições de 2022.
Com a revelação, congressistas se manifestaram favoráveis ao pedido de impeachment do ministro e começaram a colher assinaturas de deputados e senadores que deve ser apresentado no dia 9 de setembro.
Gisela afirmou que o grupo não solicitou sua assinatura “ainda” e defendeu o aprofundamento das investigações contra o magistrado.
“Eu apoio principalmente diante das denúncias que nós temos que são muito graves. É claro que precisa ter o aprofundamento [das investigações] para certificar de tudo que foi propagado pela imprensa. Mas sendo real, é preciso, sim, ter uma responsabilização”, disse.
A deputada mato-grossense ainda mencionou que as acusações levam a crer que o magistrado pode ter cometido “crime de responsabilidade”.
“Mas essa afirmação eu só poderia fazer lendo os documentos. O que eu defendo é que tem que ter uma apuração, porque as denúncias são muito graves e faz com que a gente perca um pouco a crença nas instituições”, disse.
“É preciso ter uma investigação séria e é preciso que a gente barre qualquer tipo de autoritarismo no nosso país, porque as instituições, para funcionar, tem que ter a democracia, tem que ter respeito a esse estado democrático de direito. E havendo essa apuração e constatando a responsabilidade, aí sim caberia o impeachment”, completou.
A legislação brasileira estabelece que cabe ao Senado Federal o julgamento de um impeachment de um ministro do STF. Antes, contudo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve aceitar o encaminhamento.
Ainda que chegue a Casa Alta, não há prazo para Pacheco decidir sobre o processo.
Veja vídeo:
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