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Ciência explica por que as boas ideias surgem durante o banho

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Conta-se que o matemático grego Arquimedes estava na banheira quando lhe ocorreu a solução para o problema que o atormentava.

Ao observar que o nível da água subia quando ele entrava no banho, Arquimedes concluiu que o volume de um objeto pode ser determinado medindo-se a quantidade de água que ele desloca.

“Eureca!” (Encontrei!), ele teria gritado, antes de pular para fora da banheira e sair correndo pelado pelas ruas de Siracusa.

Epifanias como essa são a centelha para muitas descobertas científicas. E também sonhos costumam ser um terreno fértil para revelações súbitas e inesperadas.

Após três dias de raciocínio intenso, Dmitri Mendeleev teve a ideia da tabela periódica quando estava dormindo. E Friedrich August Kekulé imaginou a estrutura química do benzeno ao sonhar que uma cobra mordia o próprio rabo.

Caminhar e viajar também ajudam. “Uma tempestade começou” no cérebro de Albert Einstein quando ele estava dentro de um bonde em Berna, na Suíça, em 1905, e olhou para a famosa torre do relógio, levando-o a formular, mais tarde, a Teoria da Relatividade.

Dezoito anos depois desse acontecimento, a ideia da reação nuclear em cadeia – central para a bomba atômica – veio para Leo Szilard quando ele estava esperando num sinal fechado em Londres.

Trabalho duro e relaxamento

Por que relaxar ajuda a ter revelações? Os exemplos acima, afinal, são de epifanias que ocorreram quando os cientistas não estavam trabalhando.

Teorias da psicologia dizem que a mente necessita de períodos de relaxamento para dar vazão à criatividade. Mas claro que não basta dar uma caminhada para fazer a descoberta do século. Há um outro fator importante: trabalho duro e muito raciocínio dedicado a um tema.

Todas as epifanias mencionadas acima ocorreram após longos períodos de dedicação intensa a um tema. Há dias Arquimedes quebrava a cabeça para calcular o volume de ouro na coroa do rei Heiro.

Kekulé tirava uma soneca, com a cabeça sobre a mesa de trabalho, depois de um dia especialmente estressante quando teve o sonho da estrutura circular da molécula de benzeno.

Não existe uma fórmula conhecida para induzir epifanias, mas a combinação de trabalho duro e relaxamento profundo parece ser uma boa tese.

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Caminhadas ajudam a pensar melhor

Mas pesquisas mostram que nem todas as maneiras de relaxar são estimulantes para as ideias.

Segundo um estudo de 2022, as melhores formas de acender uma fagulha no cérebro são atividades simples que mantêm ocupado sem ser chatas, como caminhadas, tomar uma ducha, tricotar. Contra-exemplos são assistir a um filme chato ou ficar rolando a tela do celular em redes sociais.

Segundo especialistas, tarefas com movimentos repetitivos ajudam a mente a divagar e a criar livres conexões entre ideias. O mesmo vale para caminhadas, que tanto Aristóteles como William Wordsworth e Friedrich Nietzsche consideravam a melhor hora para pensar.

A psicologia por trás das epifanias

Não só cientistas têm epifanias: de tempos em tempos todo mundo tem ideias luminosas, e elas ocorrem da mesma maneira que as ideias das mentes privilegiadas.

Pode ser no supermercado, pode ser embaixo do chuveiro, e de repente: “Eureca!”, uma ideia surge do nada e domina os pensamentos.

O fundador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung, tinha uma explicação: ele descrevia as epifanias como momentos de comunicação entre o inconsciente e o consciente, de “saber impensado”.

Em outras palavras, a vinda à tona de dados e conexões profundamente imersos no inconsciente, sobre os quais ainda não se pensou. Na visão junguiana, epifanias seriam, portanto, momentos raros em que o inconsciente irrompe no consciente.

Esse fenômeno não pode ser planejado: ele apenas acontece, sem controle. Mas a melhor forma de alcançá-lo é reflexão intensa seguida de relaxamento. Nesse momento podem surgir soluções inesperadas para problemas do dia a dia – ou até a próxima revelação da ciência.

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Polícia Militar do Rio analisa origem de 492 fuzis apreendidos em 2023

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Mais de 90% dos fuzis apreendidos no ano passado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro foram fabricados em outros países. O maior número de apreensões ocorreu em áreas do estado onde há disputas de território entre facções criminosas rivais. As duas constatações fazem parte de um estudo da Subsecretaria de Inteligência (SSI)da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que analisou a apreensão de 492 fuzis em 2023.

Um aspecto abordado no estudo da SSI diz respeito à marca dos fuzis apreendidos. Dos 492, 199 são da marca norte-americana Colt. Foram registrados no estudo 194 fuzis sem marca, ou seja, armas que entram no país ou no estado separadas por peças e montadas por armeiros envolvidos com as organizações criminosas. As demais armas apreendidas são de 43 marcas diversas, praticamente todas de países do Hemisfério Norte.  

O estudo da SSI mostra que as apreensões se concentraram com maior intensidade nas áreas integradas de segurança pública (AISPs) da zona oeste da capital e da Baixada Fluminense. Das dez AISPs com maior número de apreensões, oito estão situadas nessas regiões do estado. As únicas exceções são a AISP 3 (região do Méier e adjacências) e a AISP 16 (Olaria e adjacências). Das 492 apreensões de fuzis no ano passado, 377 foram registradas nessas dez regiões.

Ainda sob o aspecto geográfico, o estudo destaca a expansão do crime organizado para o interior do estado. Na região do 5º Comando de Policiamento (5º CPA), Sul Fluminense e Costa Verde, foram apreendidos 13 fuzis no ano passado. Já na região do 6º CPA, Norte e Noroeste do estado, ocorreram sete apreensões.

“Compartilhado com a Polícia Federal, o estudo indica que o tráfico internacional de armas representa um dos maiores desafios para a área de segurança pública do Rio de Janeiro, cuja solução depende de uma ação articulada entre as polícias do estado e as forças federais”, diz nota da Polícia Militar.

Via: Agência Brasil

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Aliados de Bolsonaro fazem ato político no Rio de Janeiro

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Aliados do ex-presidente da República Jair Bolsonaro fizeram um ato público na orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (21). O próprio Bolsonaro usou suas redes sociais para convocar as pessoas para a manifestação.

Com várias falas que misturaram política e religião, os aliados do ex-presidente fizeram discursos em favor de Bolsonaro, do dono da rede social X (ex-Twitter), Elon Musk, e da liberdade de expressão, além de criticarem veículos de imprensa, o atual governo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as investigações em relação à tentativa de golpe de Estado.

Ao falar em cima de um trio elétrico, Bolsonaro se disse vítima da “covardia” de um “sistema” que quer vê-lo “fora de combate em definitivo”. 

Bolsonaro é investigado em inquérito sobre a tentativa de golpe ocorrida no dia 8 de janeiro de 2022. Seu passaporte foi apreendido pela Polícia Federal (PF), em fevereiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, durante a operação Tempus Veritatis.

Segundo a investigação da PF, quando ainda era presidente da República, Jair Bolsonaro discutiu com militares uma minuta de golpe de Estado, em que previa prender Moraes, o também ministro do STF Gilmar Mendes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Além disso, a minuta previa a realização de novas eleições presidenciais, usando, como justificativa, falsos indícios de fraudes nas urnas eletrônicas.

Para os manifestantes que estavam em Copacabana, o ex-presidente se defendeu de suposto envolvimento na elaboração da chamada minuta do golpe.

“Nunca jogamos fora das quatro linhas. Alguém já viu essa minuta de golpe? Quando se fala em estado de sítio, é uma proposta que o presidente, dentro de suas atribuições constitucionais, pode submeter ao parlamento brasileiro. O presidente não baixa decreto nenhum. Só baixa decreto depois que o parlamento der o sinal verde”, disse Bolsonaro neste domingo.

Bolsonaro também defendeu os manifestantes presos durante os atos de 8 de janeiro, quando centenas de pessoas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele voltou a falar sobre o processo eleitoral. “Que nós possamos disputar as eleições sem qualquer suspeição. Afinal de contas, a alma da democracia é uma eleição limpa, onde ninguém pode sequer pensar em duvidar dela. Não estou duvidando das eleições, página virada. Até porque podemos ver, um dia, um time de futebol sem torcida ser campeão, mas pela primeira vez na história do Brasil, nós estamos vendo um presidente eleito, sem povo ao seu lado”.

Em junho do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível por oito anos, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, já que, em julho de 2022, durante a campanha eleitoral, o então candidato à reeleição convocou uma reunião com embaixadores para atacar o sistema eletrônico de votação, sem apresentar provas.

Em outubro do mesmo ano, Bolsonaro tornou-se inelegível pela segunda vez pelo TSE por abuso de poder político. Por maioria, os ministros consideraram que ele aproveitou as celebrações de 200 anos da independência do Brasil, em 7 de setembro de 2022, para seu benefício em sua campanha eleitoral pela reeleição.

Via: Agência Brasil

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Mulheres sambistas lançam livro-disco infantil com protagonista negra

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Uma menina de 4 anos, chamada de Flor de Maria, que vive aventuras mágicas embaixo da mesa da roda de samba, e descobre um mundo cheio de cores, sons e sensações diferentes. Uma experiência que a conecta com uma expressão cultural e comunitária ancestral. Esse é o enredo do disco-livro É Pretinha, lançado nesta semana pela editora Rubra.

As autoras são Marina Iris e Manu da Cuíca, com ilustrações de Tétiiz e produção musical de Ana Costa. O objetivo das autoras era celebrar o samba e a infância. E, ao misturar livro e músicas, permitir que os leitores mergulhassem em um cenário mais vibrante e sensorial.

As músicas podem ser ouvidas no Spotify e YouTube gratuitamente.

Uma das autoras, Marina Iris, explica que se inspirou em ambientes comuns do subúrbio para criar a história de É Pretinha.

“Quando idealizei o É Pretinha, pensei em trazer para a literatura infantil o contexto de samba, subúrbio, quintal, família e ancestralidade. Queria que tudo estivesse presente de forma natural e poética, inspirada na infância cheia de abstração e poesia”, disse Marina Iris.

Outra autora, Manu da Cuíca, revela que a história traz elementos pessoais do passado e do presente.

“Contar uma história após me tornar mãe se tornou um rito de intimidade e carinho, onde entrelaço minha infância na da minha filha. Eu, Ana e Marina conversamos muito sobre essa dimensão das histórias antes de começarmos a criar”, disse Manu da Cuíca.

Via: Agência Brasil

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