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Copa do Mundo do Catar será a primeira da história com ingressos 100% digitais

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O uso da tecnologia em grandes eventos vem se tornando uma tendência mundial. Seguindo essa lógica, no Catar, todos os ingressos para a Copa do Mundo destinados ao público geral serão 100% digitais, o que, na teoria, garante maior segurança aos torcedores. O Mundial acontece entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro.

Os bilhetes para o maior evento esportivo do mundo serão disponibilizados em um aplicativo exclusivo aos torcedores, que será lançado pela Fifa neste mês de outubro. Os ingressos comprados serão carregados e ativados no momento em que os fãs acessarem os estádios.

Segundo a Fifa, foram vendidos, até o momento, 2,7 milhões de ingressos para a Copa do Mundo. O Brasil é o nono país que mais adquiriu bilhetes, com um total de 39.546 até o último dia 30 de setembro – Catar, Estados Unidos e Arábia Saudita lideram a procura por ingressos, com 947 mil, 146 mil e 123 mil, respectivamente.

De acordo com a Fifa, mais de 120 mil ingressos foram vendidos nas primeiras horas da última etapa de venda de ingressos, aberta no último dia 27 de setembro. O total de ingressos a serem comercializados é de 3,1 milhões. Quem já comprou entradas e deseja adicionar mais partidas à programação, também pode.

Depois de pagar os bilhetes, os torcedores poderão reservar hospedagem e solicitar o cartão Hayya, que servirá como uma permissão de entrada no Catar para torcedores internacionais que viajam para o torneio. Todos os espectadores, independentemente de serem residentes do Catar ou estrangeiros, precisarão do cartão Hayya junto com o ingresso da partida para entrar nas arenas.

O cartão funciona como um visto. Sem ele, o visitante estrangeiro não entra no Catar entre 1º de novembro e 23 de dezembro. Constarão no Hayya o nome do turista, número do passaporte, data de chegada e saída do país, além de informações relacionadas à hospedagem.

De acordo com Samuel Ferreira, CEO da Meep, empresa de soluções tecnológicas para meios de pagamento, facilitar o consumo em um negócio é essencial para fidelizar clientes e atrair novos consumidores. É por isso que os produtores precisam garantir que o processo de venda seja seguro e eficaz.

“É possível, criar soluções exclusivas que atendam à demanda do projeto. Com tantas facilidades digitais hoje, o público tende a deixar antigos hábitos de lado, para aderir a soluções mais práticas, inovadoras e, sobretudo, seguras”, diz Ferreira.

A alta tecnologia nos eventos sempre foi um foco de interesse dos produtores, em busca do satisfação e segurança do público. Segundo Sylmara Multini, CEO da IDG NFT (Internacional Digital Group), a tecnologia já é uma realidade nos eventos esportivos.

“A tendência é crescer cada vez mais. Não só para a compra de ingresso e identificação dos fãs, mas também para sorteios, compra de alimentação e produtos dentro desses espaços”, prevê ela. “Essa identidade digital vai facilitar as compras e diminuir as possíveis fraudes. A cada edição de grandes eventos, novas aplicações são testadas e incorporadas. Vejo em breve o público entrando nos estádios só com as digitais, e tudo o que consomem sendo adquiridos também desta forma”.

No Brasil, o Palmeiras, após problemas com cambistas, estuda implementar o acesso ao Allianz Parque por meio de reconhecimento facial, sistema que não existe em nenhum estádio na América do Sul.

O Internacional está fazendo uma transformação digital com uma nova plataforma que terá sua primeira fase de lançamento neste mês. “Teremos um sistema com os ingressos em QR Code dinâmico. Os bilhetes serão disponibilizados no momento de abertura dos portões e o aplicativo irá gerar um QR Code que será renovado a cada 10 minutos, que não poderá ser impresso”, explica Victor Grunberg, vice-presidente de administração e patrimônio do Internacional.


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Corpos encontrados em barco no Pará serão sepultados amanhã

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Os corpos encontrados em um barco à deriva no litoral paraense, no último dia 13, serão temporariamente sepultados amanhã (25) pela manhã, no cemitério São Jorge, bairro da Marambaia, em Belém. Até o momento, nenhuma vítima foi identificada.  

A Polícia Federal (PF) informou que os nove corpos serão enterrados em cerimônia laica, promovida pelas instituições que participaram do resgate, entre eles a Marinha, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Científica do Pará, Guarda Municipal de Bragança, Defesa Civil do Estado, Defesa Civil de Bragança, a Organização Internacional das Nações Unidas para as Migrações (OIM) e o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“O procedimento é de inumação, pois permite que, caso seja do interesse das famílias, possa ser exumado e sepultado em outro local”, disse a PF em nota.

A embarcação foi encontrada por pescadores paraenses com alguns corpos já em decomposição, em um rio localizado na região de Salgado, no nordeste do Pará.

Para a PF, o destino da embarcação era as Ilhas Canárias, na Espanha. O arquipélago espanhol é usado como rota migratória para entrada no continente europeu. Segundo a polícia, os indícios apontam que o barco provavelmente saiu da Mauritânia, na África, e acabou pegando uma corrente marítima com destino ao Brasil. A estimativa é que pelo menos 25 pessoas estavam a bordo do barco, construído artesanalmente, sem leme, motor ou sistema de direção.

No barco, foram encontradas ainda 25 capas de chuva e diversos objetos, entre eles, 27 telefones celulares, encaminhados para exames periciais no instituto nacional de criminalística.

A polícia afirmou ainda que mantém contato permanente, via Interpol, com entidades internacionais, enquanto a perícia é feita no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília.

Via: Agência Brasil

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Anac e ministério vão investigar morte de cão em voo da Gol

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos informaram nesta quarta-feira (24) que foi instaurado um processo administrativo para apurar a morte de um cão da raça golden retriever durante o voo G3 1527 da empresa Gol. 

Em nota conjunta, a agência e o ministério informaram que já solicitaram à Gol os “detalhes sobre as condições de transporte do animal, o seu envio para localidade diversa da contratada e as condições para a prestação desse tipo de serviço”.

O cão Joca, de 5 anos, morreu após ter sido levado a cidade de Sinop, em Mato Grosso, a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no dia 22 deste mês. 

No entanto, a empresa colocou o animal em outro voo, com destino a Fortaleza. Ao constatar o erro, a companhia enviou o cachorro de volta a Guarulhos. Todo o procedimento levou cerca de 8 horas, tempo muito maior do que as duas horas e meia, inicialmente previstas. Joca foi encontrado morto ao chegar em Guarulhos.

Tutor do animal, João Fantazzini usou as redes sociais, onde rotineiramente postava fotos com o pet, para lamentar a perda do amigo.

“O meu amor foi assassinado, minha melhor escolha, amor da minha vida. Você foi muito novo!! Eu me lembro do dia que eu te peguei e a nossa conexão foi momentânea! Meu filho, me perdoa por ter sido egoísta de querer você ao meu lado! Você é o amor da minha vida para sempre! Minha saudade vai ser diária! Saudades de dar a sua maçã toda manhã, levar você para a piscina e de cuidar de você diariamente! Obrigado por tudo meu companheiro! A Gollog e a Gol mataram você! Mas eu vou lembrar sempre de você. Obrigado por ser meu parceiro nesses 5 anos”, postou Fantazzini.

O que diz a Gol

Em nota, a empresa aérea lamentou o ocorrido. “A companhia está oferecendo desde o primeiro momento todo o suporte necessário ao tutor e sua família. A apuração dos detalhes do ocorrido está sendo conduzida com total prioridade pelo nosso time”, informou.

A companhia acrescentou ter suspendido por 30 dias, contados a partir desta quarta-feira (24), a venda do serviço de transporte de cães e gatos pela Gollog Animais e pelo produto Dog&Cat + Espaço, para viagens no porão das aeronaves.

“Para os clientes que contrataram o transporte do seu pet entre 24 de abril a 23 de maio de 2024 por meio dos serviços que estão com restrição, poderão optar por restituição total do valor, inclusive do valor da sua passagem (no caso de Dog&Cat + Espaço), ou por postergar a viagem, sem custo, para depois de 23 de maio em voos até 31 de dezembro de 2024”, informou a empresa.

“O serviço Dog&Cat Cabine, para clientes que levam seus pets na cabine do avião, não sofrerá nenhuma alteração”, acrescentou.

Via: Agência Brasil

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Operação prende sete por suspeita de tráfico internacional de THC

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Policiais civis do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo detiveram, nesta quarta-feira (24), sete pessoas suspeitas de importar e revender, ilegalmente, óleo de maconha. Duas pessoas apontadas como líderes do suposto esquema não foram localizadas e seguem foragidas.

As prisões têm caráter preventivo. A ação, batizada de Operação Refil Verde, foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, no âmbito da Operação Narke, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o delegado Rogério Rezende, da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) do Distrito Federal, os suspeitos operavam um sofisticado esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com ramificações em diferentes unidades federativas.

Ainda de acordo com o delegado, as investigações começaram há cerca de um ano, depois que os Correios comunicaram à Polícia Civil do Distrito Federal que funcionários da empresa tinham retido uma encomenda suspeita. No decorrer da apuração, os investigadores reuniram provas de que os nove suspeitos compravam uma grande quantidade de óleo de cannabis de empresas dos Estados Unidos. O produto era enviado para endereços no Paraguai, misturado em potes de cera para depilação.

“Do Paraguai, o produto era trazido para o Brasil via Foz do Iguaçu (PR)”, afirmou Rezende a jornalistas. O produto era então remetido, pelos Correios, para São Paulo, onde parte do grupo o dissolvia. O óleo de maconha era então envasado em frascos comprados da China, identificados com uma logomarca do produto, e revendido para o restante do país. Segundo Rezende, em apenas um mês, o grupo chegou a movimentar cerca de R$ 2 milhões com o esquema.

Além dos acusados de adquirir, preparar e distribuir a substância, o suposto esquema contava ainda com um profissional encarregado de criar e administrar os sites na internet e perfis em redes sociais que o grupo usava para vender o óleo de cannabis e os cigarros eletrônicos para consumo da substância. Nesta quarta-feira, a Anvisa proibiu a fabricação, importação, comercialização e distribuição de cigarros eletrônicos.

“Em dado momento, o rapaz da tecnologia pediu para deixar de ser remunerado como mero ajudante, para receber como membro da organização. Porque ele viu o quanto de dinheiro isso estava rendendo e que ele era o responsável por organizar o braço tecnológico”, comentou Rezende, revelando que o rapaz foi detido no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a prisão ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ).

Ainda segundo os investigadores, os suspeitos abriam contas bancárias fraudulentas em nomes de terceiros, burlando tecnologias de reconhecimento facial. Também criavam empresas fantasmas e usavam documentos falsos para tentar impedir que as autoridades públicas identificassem a existência de um “complexo sistema de lavagem de dinheiro proveniente do mercado ilícito das drogas”.

Influenciadoras

O grupo também contava com a visibilidade de influenciadores digitais de diferentes regiões, contratados para “divulgar os produtos”, expandido as vendas para todo o país. Três influenciadoras brasilienses com milhares de seguidores nas redes sociais estão entre os sete presos preventivos esta manhã.

“Estas influenciadoras eram responsáveis por fazer a propaganda do entorpecente. [Em vídeos, elas] fumavam, falavam sobre o barato que ele dava e o vendiam. Ainda não sabemos se elas eram remuneradas por percentual de venda ou se havia um pagamento mensal”, acrescentou Rezende, destacando que os investigados também podem responder por crimes contra a saúde pública.

“Ao adquirir este tipo de produto, a pessoa, além de estar consumindo o THC [tetrahidrocarbinol], está ingerindo outros produtos químicos. Imagina o mal que isso faz para a pessoa. Por isso temos que reprimir este tipo de modalidade criminosa. Porque além da questão criminal, é também uma questão de saúde pública muito séria”, finalizou Rezende, adiantando que as autoridades policiais pedirão que todos os sites, perfis em redes sociais e publicações associadas à oferta do óleo sejam retirados do ar.

O THC, junto com o canabidiol (CBD), é um dos compostos da Cannabis sativa, estudado tanto por suas propriedades psicoativas, quanto por seu potencial terapêutico.

Via: Agência Brasil

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