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Elon Musk e Papa Francisco: Ucrânia tenta silenciar quem não corrobora com demonização da Rússia

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No início do mês, Aleksei Arestovich, conselheiro do chefe do gabinete de Vladimir Zelensky, chamou o empresário Elon Musk e o Papa Francisco de “aborígenes” por eles darem ideias de como acabar com o conflito na Ucrânia de forma pacífica.
Segundo o ucraniano, as declarações do papa e do empresário norte-americano indicam que essa visão do conflito na Ucrânia está se espalhando pelo Ocidente, se tornando inclusive uma tendência. “Bom, vamos esmagá-la também”, disse Arestovich.
O diplomata ucraniano Andrei Melnik, ex-embaixador na Alemanha, reagiu com xingamentos: “F***-se, esta é a minha resposta muito diplomática para você, Elon Musk. O único resultado será que nenhum ucraniano NUNCA comprará sua porcaria da Tesla”.
O plano de paz proposto por Musk incluiria garantias de abastecimento de água à Crimeia, bem como a organização de referendos supervisionados pela Organização das Nações Unidas (ONU) nas regiões que pretendessem aderir à Federação da Rússia.
Mundioka #106  - Sputnik Brasil, 1920, 10.10.2022

Após as críticas de autoridades ucranianas contra esse plano de paz, Musk, que fornecia internet gratuitamente à Ucrânia diante do conflito com a Rússia, disse que não conseguiria manter os serviços da SpaceX sem financiamento. Nesta segunda-feira (17), o Pentágono confirmou que poderá pagar pela Internet do dono da Tesla.
Para a socióloga Ana Prestes, doutora em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais, essa virada de Musk se dá porque “as pessoas são levadas à reflexão de que não há um efetivo esforço de buscar saídas dialogadas e negociadas para um cessar-fogo”. A especialista acredita que Musk, assim como o papa, “tenta se posicionar como um ponto de mediação entre os dois polos” do conflito.

“Quando olhamos para todas as tentativas de estabelecimento de mesas de negociação, o cenário é desolador”, avalia a socióloga.

Outro alvo dos ucranianos é o Papa Francisco, que desde o início adotou uma postura crítica à visão ocidental do conflito, culpando as ações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) próximo das fronteiras russas pela operação especial da Rússia e criticando o fornecimento de armas à Ucrânia.
Papa Francisco se prepara para partir depois de presidir a Via Sacra na Sexta-feira Santa, no monumento do Coliseu em Roma, Itália, 15 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2022

Apesar de ter se posicionado contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pela integração dos territórios libertados de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporozhie ao país, o pontífice cobrou de Zelensky que ele esteja “aberto a sérias propostas de paz”.

“As posturas do papa incomodam porque contradizem a narrativa mainstream ucraniana, que corresponde aos interesses de seus apoiadores do Ocidente, EUA e União Europeia, de que não podem ‘fazer nada’ para colocar fim à guerra”, aponta Prestes, que enxerga que o pontífice tem se esforçado para ser um “mediador” em prol de um cessar-fogo e de negociações de paz.

O papa acaba por transmitir o pensamento daqueles que fazem a leitura de uma relutância por parte do governo ucraniano de considerar o início de qualquer negociação de paz. Eles poderiam, por exemplo, pedir um cessar-fogo, com a proposta do início das negociações, mas nem esse gesto fazem. E é bom dizer que o papa não tem sido de modo algum unilateral nesse sentido, ele também faz apelos duros à Rússia e a Putin para um cessar-fogo e início imediato de negociações. Ele faz a denúncia da guerra como uma tragédia humanitária. Mas o papa não corrobora um pensamento de demonização russa e vitimização ucraniana pura e simplesmente, como o Ocidente deseja“, avalia.

Negociações paralisadas

Prestes lembra que “quando tudo indicava que as negociações iam começar a progredir, o então primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, fez uma visita surpresa à Ucrânia e demoveu Zelensky de prosseguir”.
“Em maio, a entrada da Suécia e da Finlândia na OTAN fizeram deteriorar ainda mais o ambiente de negociações, demonstrando uma vez mais a má vontade do ocidente para um diálogo. Posteriormente, os EUA fizeram movimentos bruscos de apoio à Taiwan, o que também interferiu no ambiente internacional. Mas, curiosamente, uma voz americana, Henry Kissinger, foi quem fez uma das propostas mais plausíveis para o início dos acordos, ao sugerir que a Ucrânia reconhecesse o controle russo sobre a Crimeia e a região do Donbass, para que o diálogo iniciasse. Mas Zelensky rejeitou a proposta peremptoriamente. O presidente mexicano, López Obrador, também chegou a propor um comitê de diálogo, com sua participação, da Índia e do próprio papa, mas também não foi para frente”, detalhou.
Ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger durante audiências no Senado em Washington - Sputnik Brasil, 1920, 01.10.2022

“Diante de todo esse cenário, realmente, surgem questões como essa da preocupação ucraniana com o custo humano do conflito. Nas últimas semanas, o conflito se agravou com as explosões nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, assim como na ponte de Kerch, na Crimeia. Não é possível que os apelos do papa, do Musk, do Kissinger, dos governos do México, da Turquia, da Índia e da China, com todas as profundas diferenças entre esses atores, continuem sem ressoar nas autoridades ucranianas”, destaca.

Sem ilusões com Elon Musk

Sobre Musk, a socióloga destaca que não se pode haver “ilusões” sobre o papel dele, apesar do aceno ao diálogo. Ela prega que “não haja ilusões com as intenções de Musk, assim como os capitalistas lucraram com a tragédia humanitária da pandemia, também aproveitam o cenário de guerra para enriquecerem e tirarem proveito. O imperialismo precisa das guerras para sobreviver“.
“A postura dele também é reveladora de como funcionam os grandes capitalistas que se sentem acima dos Estados nacionais. São agentes para-estatais, mas que se consideram no mesmo nível de grandeza. Esse tipo de ação tem ainda mais ambiente quando existem Estados nacionais omissos e negligentes, como EUA e vários europeus, em buscar saídas dialogadas para o fim da guerra”, destaca.

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Anac e ministério vão investigar morte de cão em voo da Gol

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos informaram nesta quarta-feira (24) que foi instaurado um processo administrativo para apurar a morte de um cão da raça golden retriever durante o voo G3 1527 da empresa Gol. 

Em nota conjunta, a agência e o ministério informaram que já solicitaram à Gol os “detalhes sobre as condições de transporte do animal, o seu envio para localidade diversa da contratada e as condições para a prestação desse tipo de serviço”.

O cão Joca, de 5 anos, morreu após ter sido levado a cidade de Sinop, em Mato Grosso, a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no dia 22 deste mês. 

No entanto, a empresa colocou o animal em outro voo, com destino a Fortaleza. Ao constatar o erro, a companhia enviou o cachorro de volta a Guarulhos. Todo o procedimento levou cerca de 8 horas, tempo muito maior do que as duas horas e meia, inicialmente previstas. Joca foi encontrado morto ao chegar em Guarulhos.

Tutor do animal, João Fantazzini usou as redes sociais, onde rotineiramente postava fotos com o pet, para lamentar a perda do amigo.

“O meu amor foi assassinado, minha melhor escolha, amor da minha vida. Você foi muito novo!! Eu me lembro do dia que eu te peguei e a nossa conexão foi momentânea! Meu filho, me perdoa por ter sido egoísta de querer você ao meu lado! Você é o amor da minha vida para sempre! Minha saudade vai ser diária! Saudades de dar a sua maçã toda manhã, levar você para a piscina e de cuidar de você diariamente! Obrigado por tudo meu companheiro! A Gollog e a Gol mataram você! Mas eu vou lembrar sempre de você. Obrigado por ser meu parceiro nesses 5 anos”, postou Fantazzini.

O que diz a Gol

Em nota, a empresa aérea lamentou o ocorrido. “A companhia está oferecendo desde o primeiro momento todo o suporte necessário ao tutor e sua família. A apuração dos detalhes do ocorrido está sendo conduzida com total prioridade pelo nosso time”, informou.

A companhia acrescentou ter suspendido por 30 dias, contados a partir desta quarta-feira (24), a venda do serviço de transporte de cães e gatos pela Gollog Animais e pelo produto Dog&Cat + Espaço, para viagens no porão das aeronaves.

“Para os clientes que contrataram o transporte do seu pet entre 24 de abril a 23 de maio de 2024 por meio dos serviços que estão com restrição, poderão optar por restituição total do valor, inclusive do valor da sua passagem (no caso de Dog&Cat + Espaço), ou por postergar a viagem, sem custo, para depois de 23 de maio em voos até 31 de dezembro de 2024”, informou a empresa.

“O serviço Dog&Cat Cabine, para clientes que levam seus pets na cabine do avião, não sofrerá nenhuma alteração”, acrescentou.

Via: Agência Brasil

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Operação prende sete por suspeita de tráfico internacional de THC

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Policiais civis do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo detiveram, nesta quarta-feira (24), sete pessoas suspeitas de importar e revender, ilegalmente, óleo de maconha. Duas pessoas apontadas como líderes do suposto esquema não foram localizadas e seguem foragidas.

As prisões têm caráter preventivo. A ação, batizada de Operação Refil Verde, foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, no âmbito da Operação Narke, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o delegado Rogério Rezende, da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) do Distrito Federal, os suspeitos operavam um sofisticado esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com ramificações em diferentes unidades federativas.

Ainda de acordo com o delegado, as investigações começaram há cerca de um ano, depois que os Correios comunicaram à Polícia Civil do Distrito Federal que funcionários da empresa tinham retido uma encomenda suspeita. No decorrer da apuração, os investigadores reuniram provas de que os nove suspeitos compravam uma grande quantidade de óleo de cannabis de empresas dos Estados Unidos. O produto era enviado para endereços no Paraguai, misturado em potes de cera para depilação.

“Do Paraguai, o produto era trazido para o Brasil via Foz do Iguaçu (PR)”, afirmou Rezende a jornalistas. O produto era então remetido, pelos Correios, para São Paulo, onde parte do grupo o dissolvia. O óleo de maconha era então envasado em frascos comprados da China, identificados com uma logomarca do produto, e revendido para o restante do país. Segundo Rezende, em apenas um mês, o grupo chegou a movimentar cerca de R$ 2 milhões com o esquema.

Além dos acusados de adquirir, preparar e distribuir a substância, o suposto esquema contava ainda com um profissional encarregado de criar e administrar os sites na internet e perfis em redes sociais que o grupo usava para vender o óleo de cannabis e os cigarros eletrônicos para consumo da substância. Nesta quarta-feira, a Anvisa proibiu a fabricação, importação, comercialização e distribuição de cigarros eletrônicos.

“Em dado momento, o rapaz da tecnologia pediu para deixar de ser remunerado como mero ajudante, para receber como membro da organização. Porque ele viu o quanto de dinheiro isso estava rendendo e que ele era o responsável por organizar o braço tecnológico”, comentou Rezende, revelando que o rapaz foi detido no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a prisão ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ).

Ainda segundo os investigadores, os suspeitos abriam contas bancárias fraudulentas em nomes de terceiros, burlando tecnologias de reconhecimento facial. Também criavam empresas fantasmas e usavam documentos falsos para tentar impedir que as autoridades públicas identificassem a existência de um “complexo sistema de lavagem de dinheiro proveniente do mercado ilícito das drogas”.

Influenciadoras

O grupo também contava com a visibilidade de influenciadores digitais de diferentes regiões, contratados para “divulgar os produtos”, expandido as vendas para todo o país. Três influenciadoras brasilienses com milhares de seguidores nas redes sociais estão entre os sete presos preventivos esta manhã.

“Estas influenciadoras eram responsáveis por fazer a propaganda do entorpecente. [Em vídeos, elas] fumavam, falavam sobre o barato que ele dava e o vendiam. Ainda não sabemos se elas eram remuneradas por percentual de venda ou se havia um pagamento mensal”, acrescentou Rezende, destacando que os investigados também podem responder por crimes contra a saúde pública.

“Ao adquirir este tipo de produto, a pessoa, além de estar consumindo o THC [tetrahidrocarbinol], está ingerindo outros produtos químicos. Imagina o mal que isso faz para a pessoa. Por isso temos que reprimir este tipo de modalidade criminosa. Porque além da questão criminal, é também uma questão de saúde pública muito séria”, finalizou Rezende, adiantando que as autoridades policiais pedirão que todos os sites, perfis em redes sociais e publicações associadas à oferta do óleo sejam retirados do ar.

O THC, junto com o canabidiol (CBD), é um dos compostos da Cannabis sativa, estudado tanto por suas propriedades psicoativas, quanto por seu potencial terapêutico.

Via: Agência Brasil

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Israel não prova ligação de agência da ONU em Gaza com 7 de outubro

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O governo de Israel não apresentou provas de que funcionários da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) tenham relação com organizações terroristas, afirmou um relatório independente de 54 páginas, publicado nesta semana e feito a pedido do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

“Israel fez declarações públicas de que um número significativo de funcionários da UNRWA são membros de organizações terroristas. No entanto, Israel ainda não forneceu provas disso”, diz o documento produzido pela francesa Catherine Colonna, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Europa, em parceria com representantes de institutos de direitos humanos da Suécia, Noruega e Dinamarca.

O parecer considera ainda que a UNRWA tem mecanismos melhores do que outras agências da ONU para garantir a neutralidade política. Ainda assim, a investigação identificou riscos para essa neutralidade, principalmente, em materiais educativos usados pelas escolas da agência, e devido a manifestações políticas de funcionários nas redes sociais.

O relatório fez 50 recomendações para aperfeiçoar os mecanismos de neutralidade, que foram aceitas pelo chefe da UNRWA, Philippe Lazzarini, e pelo secretário-geral da ONU António Guterres.

“A análise revelou que a UNRWA estabeleceu um número significativo de mecanismos e procedimentos para garantir o cumprimento dos princípios humanitários, com destaque para o princípio da neutralidade, e que apresenta uma abordagem mais desenvolvida à neutralidade do que outras entidades semelhantes da ONU”, diz o documento.

Entenda

No final de janeiro de 2024, Israel acusou doze funcionários da UNRWA de participarem do ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro. A acusação fez com que 16 países suspendessem o financiamento da principal agência de ajuda humanitária em Gaza, cortando cerca de US$ 450 milhões da organização.

Estados Unidos, Itália, Finlândia Suécia e Canadá estavam entre os países que suspenderam o financiamento da Agência. De um tempo para cá, alguns retomaram os repasses, como Canadá e Suécia.

Em consequência, o secretário-geral da ONU, António Gutérrez, exonerou os funcionários acusados e abriu duas investigações para avaliar o funcionamento da Agência que emprega 30 mil pessoas e presta ajuda humanitária aos cerca de 5,9 milhões de palestinos refugiados em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria. A segunda investigação, que é realizada pelo Gabinete de Supervisão Interna da ONU, ainda está em andamento.

A investigação finalizada nesta semana começou em 13 de fevereiro e seus membros visitaram as instalações da UNRWA na Jordânia, em Jerusalém e na Cisjordânia, entrevistando mais de 200 pessoas, entre países doadores e de partes interessadas, como a Autoridade Palestina e Israel, incluindo funcionários de Gaza. “Foram feitos contatos diretos com 47 países e organizações”, diz o documento.

O parecer liderado pela ex-ministra europeia Catherine Colonna destacou ainda que Israel não informou à agência para palestinos qualquer restrição às listas dos funcionários que eram repassadas ao governo de Tel Aviv.

“É digno de nota que o governo israelense não informou a UNRWA sobre quaisquer preocupações relacionadas a qualquer pessoal da UNRWA com base nessas listas de pessoal desde 2011”, afirmou.

O documento considerou que a UNRWA continua sendo fundamental para prestar ajuda humanitária aos refugiados palestinos. “A UNRWA é insubstituível e indispensável para o desenvolvimento humano e econômico dos palestinos”, disse.

Apesar de constatar uma estrutura robusta, o documento afirma que existem problemas que podem afetar a neutralidade política da UNRWA. “Incluem casos em que funcionários expressaram publicamente opiniões políticas, livros didáticos do país anfitrião com conteúdo problemático usados em algumas escolas da UNRWA e sindicatos de funcionários politizados que fizeram ameaças contra a gestão da UNRWA e causaram perturbações operacionais”, destaca o parecer.

Recomendações

Dentre as recomendações, há a previsão de se criar uma unidade para investigação da neutralidade dentro da agência; a formação do pessoal; e novas regras para selecionar os candidatos a funcionários da UNRWA. Outra recomendação é de aumentar a transparência da comunicação da agência com os doadores.

Em relação às escolas, o relatório independente reconheceu que a UNRWA “tem trabalhado consistentemente para garantir a neutralidade na educação”. O órgão oferece educação primária e preparatória para 500 mil alunos em 706 escolas, com 20 mil funcionários. A Faixa de Gaza representa 40% da estrutura educacional da agência, mas essa estrutura entrou em colapso com a guerra e todas as crianças estão fora das aulas em Gaza.

Sobre a crítica de Israel de que o material didático incentivaria o “discurso de ódio” e o “antissemitismo”, o relatório fez três avaliações. Em duas, foram identificados “conteúdo não conforme”, mas não evidências de referência antissemita. Na terceira avaliação, foram identificados dois exemplos de conteúdo antissemita, mas observou que “um já tinha sido removido e outro significativamente alterado”.

Com isso, o relatório recomendou a revisão dos conteúdos de todos os livros didáticos, ressaltando que os professores das escolas geridas pela agência usam o material fornecido pelas autoridades locais.

“Dada a singularidade deste contexto político, estas medidas só terão um impacto significativo com o apoio dos países anfitriões, de Israel e da Autoridade Palestina”, diz o documento.

O chefe da Agência da ONU para Refugiados Palestinos, Philippe Lazzarini, disse que vai desenvolver um plano de ação para atender as demandas do relatório independente.  

“A UNRWA acolhe com satisfação as conclusões e recomendações da análise independente sobre a adesão da agência ao princípio humanitário da neutralidade. A UNRWA está firmemente empenhada em aplicar os valores e princípios humanitários da ONU. As recomendações deste relatório reforçarão ainda mais os nossos esforços e a nossa resposta durante um dos momentos mais difíceis da história do povo palestino”, disse.

Via: Agência Brasil

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