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Bancada bolsonarista de 2018 perdeu 2,8 mi de votos e teve 60% de derrotados

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(FOLHAPRESS) – A onda bolsonarista que marcou as eleições de 2018 transformou o nanico PSL na segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados federais eleitos e a promessa de mudança radical na forma de fazer política no Brasil. Quatro anos depois, esses 52 políticos tentaram um novo mandato, mas só 21 obtiveram sucesso.


De 2018 a 2022, o PSL perdeu Jair Bolsonaro –hoje no PL– e desapareceu como partido ao se fundir com o DEM e virar a União Brasil. A bancada bolsonarista migrou em sua maioria para o PL de Valdemar Costa Neto, abandonando de vez qualquer promessa de mudança na política.

No total, 47 dos 52 deputados tentaram se reeleger, mas só 21 conseguiram. Outros 4 tentaram o Senado e 1, Alexandre Frota (PSDB-SP), a Assembleia Legislativa de São Paulo. Nenhum obteve sucesso.

A análise do desempenho atual dos 52 bolsonaristas do PSL de 2018 mostra que houve um derretimento de 2,8 milhões de votos no grupo dos que tentaram a reeleição –de 7,8 milhões para 4,3 milhões.

Quase todos foram menos votados do que há quatro anos, com exceção de sete.

A lista dos candidatos que encolheram começa por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, que foi o campeão de votos para a Câmara em 2018, com 1,8 milhão.

Esse número caiu para 735 mil neste ano, mesmo assim uma expressiva votação.

A campeã de derretimento foi a deputada Joice Hasselmann (SP), que se elegeu em 2018 com 1.078.666 votos. Ela rompeu com o presidente e seu grupo durante o mandato, virou um dos principais alvos da ala ideológica do bolsonarismo e ficou de fora da Câmara ao obter, neste ano, 13.679 votos pelo PSDB –uma queda de 99%.

Deputados que mantiveram fidelidade a Bolsonaro também viram um esvaziamento expressivo dos seus votos.

Foram os casos, entre outros, do ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (MG), que tombou de 230 mil para 30 mil votos; Helio Bolsonaro (RJ), que caiu de 345 mil para 130 mil; e Major Fabiana (RJ), de 58 mil para 30 mil. Os dois primeiros conseguiram se reeleger graças à votação de outros candidatos do PL.

No caso de Marcelo Álvaro, ele conseguiu novo mandato de carona na expressiva votação do vereador de Belo Horizonte (MG) Nikolas Ferreira (PL), que teve quase 1,5 milhão de sufrágios e foi o parlamentar mais votado no país.

Marcelo Álvaro Antônio foi o primeiro ministro do Turismo de Bolsonaro e deixou o cargo após ser investigado por suspeita de comandar um esquema de candidaturas laranjas no PSL mineiro. A manobra servia para burlar a legislação eleitoral que define um percentual mínimo de recursos do fundo eleitoral para candidaturas femininas.

O deputado chegou a considerar uma candidatura ao Senado, mas foi preterido no campo bolsonarista pelo deputado estadual Cleitinho Azevedo (PSC), que foi eleito.

Há casos de parlamentares que, mesmo sem perder tantos votos, fracassaram na tentativa de se reeleger. Bibo Nunes (RS) registrou 91.664 votos em 2018 concorrendo pelo PSL, mas não conseguiu se reeleger agora pelo PL, mesmo com apoio de 76.521 eleitores.

“Eu não me elegi pelo excesso de otimismo. Estava de salto alto, me considerando eleito”, afirma ele. “As pessoas, certas de que eu estava eleito, não votaram para dar apoio a outro candidato. Muitas pessoas me pediram desculpas por isso”, afirma.

Para ele, o insucesso dos ex-membros do PSL se dá em razão de falta de foco na campanha. “A maioria dos não eleitos olhava sua própria árvore, sem se preocupar pela floresta. Os que estavam pela causa, na maioria, se elegeram.”

A queda de votos do PSL bolsonarista de 2018 só não foi maior graças a Carla Zambelli (SP) e Filipe Barros (PR) que, juntos, tiveram uma alta de mais de 1 milhão de votos na comparação a 2018.

“A direita amadureceu nos últimos quatro anos e houve maior união e compreensão do eleitor em diluir votos para conseguir o maior número de deputados. Pelas redes sociais, conseguimos criar uma relação de muito respeito com os eleitores nesse tempo, e de muito comprometimento também e percebemos que não bastava ser ‘de direita’ para ter a confiança. Tinha que ter um histórico de respeito e lealdade às pautas conservadoras e também ao Bolsonaro”, afirma Zambelli.

Segundo a deputada, que foi a segunda mais votada no estado de São Paulo, eleitores afirmaram a ela que votariam em outros candidatos por acreditar que os mais notabilizados já estavam eleitos.

“Percorri 83 cidades nos últimos meses e vez ou outra, ouvia: ‘gosto muito de você, do deputado ‘x’, mas vou votar em outro candidato porque sei que vocês já estão eleitos’. Acredito que por isso alguns deputados do PL tiveram menos votos em 2022.”

O PL de Bolsonaro teve 16,58% dos votos para a Câmara nas eleições deste ano, mas parte desses sufrágios foi para deputados oriundos do centrão. O PT, segundo partido mais votado, teve 11,3% dos votos para a Câmara.

Entre os cinco parlamentares mais votados em todo o Brasil, quatro são do PL e todos têm a sua carreira política claramente associada a Bolsonaro: Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (SP), que recebeu 640 mil votos.

O único nome na lista que não é bolsonarista é o de Guilherme Boulos (PSOL-SP), que teve 1 milhão de votos.

Como mostra a lista dos deputados mais votados do país, a queda de rendimento do PSL de 2018 foi compensada com a eleição de novos bolsonaristas parlamentares, como Salles, Ferreira e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (RJ).

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Polícia Militar do Rio analisa origem de 492 fuzis apreendidos em 2023

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Mais de 90% dos fuzis apreendidos no ano passado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro foram fabricados em outros países. O maior número de apreensões ocorreu em áreas do estado onde há disputas de território entre facções criminosas rivais. As duas constatações fazem parte de um estudo da Subsecretaria de Inteligência (SSI)da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que analisou a apreensão de 492 fuzis em 2023.

Um aspecto abordado no estudo da SSI diz respeito à marca dos fuzis apreendidos. Dos 492, 199 são da marca norte-americana Colt. Foram registrados no estudo 194 fuzis sem marca, ou seja, armas que entram no país ou no estado separadas por peças e montadas por armeiros envolvidos com as organizações criminosas. As demais armas apreendidas são de 43 marcas diversas, praticamente todas de países do Hemisfério Norte.  

O estudo da SSI mostra que as apreensões se concentraram com maior intensidade nas áreas integradas de segurança pública (AISPs) da zona oeste da capital e da Baixada Fluminense. Das dez AISPs com maior número de apreensões, oito estão situadas nessas regiões do estado. As únicas exceções são a AISP 3 (região do Méier e adjacências) e a AISP 16 (Olaria e adjacências). Das 492 apreensões de fuzis no ano passado, 377 foram registradas nessas dez regiões.

Ainda sob o aspecto geográfico, o estudo destaca a expansão do crime organizado para o interior do estado. Na região do 5º Comando de Policiamento (5º CPA), Sul Fluminense e Costa Verde, foram apreendidos 13 fuzis no ano passado. Já na região do 6º CPA, Norte e Noroeste do estado, ocorreram sete apreensões.

“Compartilhado com a Polícia Federal, o estudo indica que o tráfico internacional de armas representa um dos maiores desafios para a área de segurança pública do Rio de Janeiro, cuja solução depende de uma ação articulada entre as polícias do estado e as forças federais”, diz nota da Polícia Militar.

Via: Agência Brasil

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Aliados de Bolsonaro fazem ato político no Rio de Janeiro

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Aliados do ex-presidente da República Jair Bolsonaro fizeram um ato público na orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (21). O próprio Bolsonaro usou suas redes sociais para convocar as pessoas para a manifestação.

Com várias falas que misturaram política e religião, os aliados do ex-presidente fizeram discursos em favor de Bolsonaro, do dono da rede social X (ex-Twitter), Elon Musk, e da liberdade de expressão, além de criticarem veículos de imprensa, o atual governo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as investigações em relação à tentativa de golpe de Estado.

Ao falar em cima de um trio elétrico, Bolsonaro se disse vítima da “covardia” de um “sistema” que quer vê-lo “fora de combate em definitivo”. 

Bolsonaro é investigado em inquérito sobre a tentativa de golpe ocorrida no dia 8 de janeiro de 2022. Seu passaporte foi apreendido pela Polícia Federal (PF), em fevereiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, durante a operação Tempus Veritatis.

Segundo a investigação da PF, quando ainda era presidente da República, Jair Bolsonaro discutiu com militares uma minuta de golpe de Estado, em que previa prender Moraes, o também ministro do STF Gilmar Mendes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Além disso, a minuta previa a realização de novas eleições presidenciais, usando, como justificativa, falsos indícios de fraudes nas urnas eletrônicas.

Para os manifestantes que estavam em Copacabana, o ex-presidente se defendeu de suposto envolvimento na elaboração da chamada minuta do golpe.

“Nunca jogamos fora das quatro linhas. Alguém já viu essa minuta de golpe? Quando se fala em estado de sítio, é uma proposta que o presidente, dentro de suas atribuições constitucionais, pode submeter ao parlamento brasileiro. O presidente não baixa decreto nenhum. Só baixa decreto depois que o parlamento der o sinal verde”, disse Bolsonaro neste domingo.

Bolsonaro também defendeu os manifestantes presos durante os atos de 8 de janeiro, quando centenas de pessoas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele voltou a falar sobre o processo eleitoral. “Que nós possamos disputar as eleições sem qualquer suspeição. Afinal de contas, a alma da democracia é uma eleição limpa, onde ninguém pode sequer pensar em duvidar dela. Não estou duvidando das eleições, página virada. Até porque podemos ver, um dia, um time de futebol sem torcida ser campeão, mas pela primeira vez na história do Brasil, nós estamos vendo um presidente eleito, sem povo ao seu lado”.

Em junho do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível por oito anos, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, já que, em julho de 2022, durante a campanha eleitoral, o então candidato à reeleição convocou uma reunião com embaixadores para atacar o sistema eletrônico de votação, sem apresentar provas.

Em outubro do mesmo ano, Bolsonaro tornou-se inelegível pela segunda vez pelo TSE por abuso de poder político. Por maioria, os ministros consideraram que ele aproveitou as celebrações de 200 anos da independência do Brasil, em 7 de setembro de 2022, para seu benefício em sua campanha eleitoral pela reeleição.

Via: Agência Brasil

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Mulheres sambistas lançam livro-disco infantil com protagonista negra

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Uma menina de 4 anos, chamada de Flor de Maria, que vive aventuras mágicas embaixo da mesa da roda de samba, e descobre um mundo cheio de cores, sons e sensações diferentes. Uma experiência que a conecta com uma expressão cultural e comunitária ancestral. Esse é o enredo do disco-livro É Pretinha, lançado nesta semana pela editora Rubra.

As autoras são Marina Iris e Manu da Cuíca, com ilustrações de Tétiiz e produção musical de Ana Costa. O objetivo das autoras era celebrar o samba e a infância. E, ao misturar livro e músicas, permitir que os leitores mergulhassem em um cenário mais vibrante e sensorial.

As músicas podem ser ouvidas no Spotify e YouTube gratuitamente.

Uma das autoras, Marina Iris, explica que se inspirou em ambientes comuns do subúrbio para criar a história de É Pretinha.

“Quando idealizei o É Pretinha, pensei em trazer para a literatura infantil o contexto de samba, subúrbio, quintal, família e ancestralidade. Queria que tudo estivesse presente de forma natural e poética, inspirada na infância cheia de abstração e poesia”, disse Marina Iris.

Outra autora, Manu da Cuíca, revela que a história traz elementos pessoais do passado e do presente.

“Contar uma história após me tornar mãe se tornou um rito de intimidade e carinho, onde entrelaço minha infância na da minha filha. Eu, Ana e Marina conversamos muito sobre essa dimensão das histórias antes de começarmos a criar”, disse Manu da Cuíca.

Via: Agência Brasil

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