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Temporada da NBA começa dominada por estrangeiros como nunca antes na história

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Historicamente dominada pelos americanos, a NBA nunca foi tão protagonizada pelos estrangeiros. Os últimos quatro MVPs, prêmio de melhor jogador da temporada, foram conquistados por europeus: Nikola Jokic, da Sérvia, e Giannis Antetokounmpo, da Grécia.

Jamais houve uma supremacia dos jogadores nascidos fora dos Estados Unidos. Em 1994 e 1995, Hakeem Olajuwon, de Lagos, na Nigéria, conquistou o bicampeonato da liga. No entanto, apesar de o pivô cravar sua dominância, o período ficou marcado pelo hiato na carreira de Michael Jordan, que havia deixado o basquete para se dedicar ao beisebol.

Mais tarde, de 2004 a 2007, três MVPs estrangeiros na sequência, sendo dois deles com o canadense Steve Nash e outro o alemão Dirk Nowitzki. Porém, sem títulos para coroar o feito individual.

Apesar dos prêmios, outros jogadores eram considerados os melhores da época. No período de Olajuwon, como citado, Jordan era uma unanimidade. Já na tripleta de MVPs, Shaquille O’Neal, Tim Duncan e Kobe Bryant eram os mais dominantes. Duncan nasceu nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos.

Agora é diferente. A unanimidade vem de fora. Giannis Antetokounmpo é visto até pelos próprios jogadores como um patamar acima dos demais e, em 2021, conseguiu seu anel de campeão.

Pela primeira vez na história, em seu ranking anual, que sempre gera muitos debates nos Estados Unidos, a ESPN americana colocou os quatro melhores jogadores de fora do país. Em primeiro, Giannis, do Milwaukee Bucks, seguido de Nikola Jokic, do Denver Nuggets, Doncic, do Dallas Mavericks, e Embiid, do Philadelphia 76ers.

“Quando eu jogava, havia um ou dois jogadores internacionais na liga. Agora, no Top 20, temos seis ou sete, talvez oito jogadores de fora dominando o jogo. Eles não estão só se encaixando, estão dominando. O jogo sempre foi global, mas agora é muito mais, e a diferença do jogador americano para o europeu diminuiu bastante”, afirma Shaquille O’Neal, em sua passagem por Abu Dabi, onde a NBA esteve com jogos de pré-temporada.

Quanto ao título da temporada, uma pesquisa entre os 30 gerentes da liga, promovida pela própria NBA, aponta o Milwaukee Bucks, de Antetokounmpo, como favorito com 43% dos votos. Isso chama a atenção, pois o atual campeão, o Golden State Warriors, liderado por Stephen Curry, obteve somente 25% das apostas.

Os dirigentes acreditam também em Doncic como MVP e, perguntados com quem gostariam de iniciar uma franquia, a resposta foi Antetokounmpo para mais da metade deles (55%).

LeBron James, que pode quebrar o recorde de pontos de Kareem Abul-Jabbar nesta temporada e montou outro supertime para tentar mais um título com o Los Angeles Lakers, não é citado em nenhuma dessas pesquisas. Curry, outra grande estrela americana, aparece apenas com 3% nos palpites para MVP.

Antes dos últimos quatro MVPs, todos de estrangeiros, os americanos ocuparam o posto de melhor jogador da liga por 11 temporadas consecutivas. Mas, definitivamente, vivemos outros tempos na NBA.

TRANSMISSÃO

A NBA terá diversas casas para transmissão em sua nova temporada. Na TV aberta, a Band continua responsável pela exibição das partidas às quintas-feiras. Na TV fechada, ESPN será a emissora oficial do evento e contará com mais de 120 jogos exclusivos. Serão televisionadas as partidas de quarta e sexta-feira, em rodada dupla. Os jogos que abrem essas transmissões nesta quarta serão New York Knicks x Memphis Grizzlies, às 20h30, e Dallas Mavericks x Phoenix Suns, às 23h.

Para a nova temporada, a ESPN também prepara quadros especiais. O “Você na NBA” levará interação dos telespectadores com a transmissão. Já o “Na história da NBA” relembrará fatos marcantes do basquete norte-americano. “Mensageiros do Caos”, por sua vez, entrevistará “influencers” e personalidades para tratar de basquete.


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INSS alerta que não usa intermediário para liberar salário-maternidade

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou alerta para sites e páginas em redes sociais que se apresentam como canais para conseguir o salário-maternidade.

O instituto informa que não usa intermediários para a concessão do benefício. Para solicitar o salário-maternidade, basta acessar o aplicativo ou site do INSS ou a Central de Atendimento 135.

O serviço é gratuito, ou seja, não são cobradas multas ou valores adiantados para liberação do auxílio.

“Nos casos que as seguradas necessitem de auxílio de terceiros, a recomendação do INSS é para que busquem auxílio de um (a) advogado (a) devidamente registrado (a) na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou Defensoria Pública, sendo esta uma alternativa para as pessoas que não têm condições financeiras para contratar um advogado. O objetivo é evitar que seguradas caiam em golpe de pessoa que se apresente como advogado (a), mas não é”, diz a nota do INSS.

O instituto lembra que não devem ser fornecidos dados pessoais – CPF, nome, data de nascimento – a estranhos ou em sites desconhecidos.

“Sites e redes sociais que oferecem facilidades e mesmo se apresentam como canais para conseguir o salário-maternidade não são canais oficiais e devem ser vistos com desconfiança, pois podem representar risco à segurança de dados do cidadão. O INSS não utiliza intermediários para a concessão deste benefício e nem cobra multas ou valores adiantados para que o salário-maternidade seja liberado”.

O que é o salário-maternidade?

O salário-maternidade é concedido às seguradas em razão do nascimento do filho ou filha, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de

Via: Agência Brasil

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Justiça autoriza transporte hidroviário na capital paulista

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A Justiça de São Paulo autorizou nesta segunda-feira (15) o início da operação do sistema de transporte hidroviário na Represa Billings, na zona Sul da capital paulista. Segundo a prefeitura, o novo meio de transporte, chamado de Aquático-SP, irá beneficiar cerca de 380 mil moradores das regiões do Grajaú, Pedreira e Cocaia.   

A decisão da Justiça foi tomada após recurso da São Paulo Transporte (SPTrans), administradora municipal do transporte coletivo na cidade, contra uma ação do Ministério Público, do fim de março, que alegava falta de estudos de impacto ambiental. O desembargador Nogueira Diefenthaler considerou, no recurso, os alvarás emitidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) autorizando a operação das embarcações na represa. 

A empresa escolhida para operar as embarcações foi a Transwolff, alvo da operação Fim da Linha do Ministério Público, acusada de ter ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Como a empresa atualmente está sob intervenção em razão da investigação, a própria SPTrans, segundo a prefeitura, dará continuidade a operação do sistema hidroviário.

“O Aquático-SP é o primeiro modo de transporte coletivo público por embarcações na cidade de São Paulo e o trajeto da operação assistida será realizado entre os parques Cantinho do Céu, na região do Grajaú, e Mar Paulista (Pedreira)”, destacou a prefeitura, em nota. 

Via: Agência Brasil

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Governo anuncia plano para assentar 295 mil famílias até 2026

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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (15) uma nova estratégia para a destinação de terras para a reforma agrária no país. O programa Terra da Gente, regulamentado em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia no Palácio do Planalto, sistematiza alternativas legais de obtenção de terras para a reforma agrária, além das formas tradicionais, como a desapropriação de áreas improdutivas e a regularização de terras públicas.

Entre as novidades, está a adjudicação (transferência de propriedade) de terras oriundas de grandes devedores da União e a possibilidade de negociação com bancos, empresas públicas e governos estaduais para a transferência de imóveis rurais também em troca do abatimento de dívidas ou permutas (encontro de contas).

“É uma forma nova da gente enfrentar um velho problema. Eu pedi ao [ministro] Paulo Teixeira que fizesse um levantamento, com a ajuda dos governadores, das secretarias que cuidam das terras em cada estado, com o pessoal do Incra nos estados, para gente ter noção de todas as terras que podiam ser disponibilizadas para assentamento nesse país”, afirmou o presidente Lula, durante o evento de anúncio do programa. Segundo ele, a ideia é agilizar a reforma agrária também por meios não conflituosos.

“Isso não invalida a continuidade da luta pela reforma agrária, mas o que nós queremos fazer, aos olhos do Brasil, o que a gente pode utilizar sem muita briga. Isso sem querer pedir para ninguém deixar de brigar”, acrescentou o presidente, que lembrou o histórico de concentração fundiária no Brasil desde as capitanias hereditárias, ainda no período colonial.

Segundo números do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Brasil, 89 mil imóveis rurais possuem mais de 1.000 hectares e ocupam 60,63% do território rural do país. Já 2,5 milhões de imóveis, com até dez hectares, ocupam 1,5% do território rural, enquanto 5 milhões de imóveis rurais com até 50 hectares representam uma área de 9% do território rural nacional.

Brasília (DF) 15/04/2024 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia Apresentação do Programa Terra da Gente para a Reforma Agrária
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Programa Terra da Gente. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Metas do programa

A meta anunciada, entre 2023 e 2026, é incorporar pelo menos 295 mil novas famílias ao Programa Nacional de Reforma Agrária, incluindo todas as modalidades de obtenção de terra existentes.

Brasília (DF) 15/04/2024 – O ministro do Desenvolvimento Agrario, Paulo Teixeira participa da cerimônia Apresentação do Programa Terra da Gente para a Reforma Agrária
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF) – O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, participa do lançamento do Programa Terra da Gente. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Isso é um piso, um mínimo. A nossa dinâmica de arrecadação está aberta. Vamos receber dos estados, terras de grandes devedores, orçamento público, isso pode ampliar as metas”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

Pelas contas do governo, serão 73,2 mil famílias assentadas este ano, 81 mil no ano que vem e 90,5 mil em 2026, último ano da atual gestão. A esses números somam-se as 50,9 mil famílias incluídas na reforma agrária ao longo do ano passado. Desse total assentado em 2023, quase metade (24,7 mil) foi de famílias que receberam lotes vazios de assentamentos já existentes.

O Incra também contabiliza no programa as famílias assentadas em áreas criadas por órgãos de terras estaduais e as que vivem em unidades de conservação mantidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que no ano passado somaram 15,1 mil. Já a criação de novos assentamentos e titulação de áreas quilombolas somaram 10,9 mil em 2023. A marca, segundo o governo, é 60% maior do que a registrada entre 2017 e 2022, durantes os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.      

Desapropriação e compra

Para a destinação de terras por meio da desapropriação ou compra direta, o Incra tem um orçamento, em 2024, de R$ 520 milhões, sendo R$ 383 milhões para trabalhadores sem terra e outros R$ 183 milhões para a titulação de terras quilombolas. O foco desses recursos, segundo o presidente do Incra, César Aldrighi, será para obtenção de áreas em conflito.

“Os conflitos mais agudos foram identificados, a Ouvidoria do Incra e do MDA foram até esses acampamentos, havia interesse dos proprietários em vender as áreas. Os R$ 520 milhões estão sendo utilizados, já gastamos boa parte desse recurso empenhando [reservando] áreas para a segunda prateleira, que chamamos de terras em pacificação de conflitos. O orçamento deste ano, há que se dizer que o passado a gente não tinha nada para a obtenção de terras, então R$ 520 milhões é algo significativo”, afirmou.

Desde o ano passado, o Incra criou 37 novos assentamentos, para 1,4 mil famílias. São processos que estavam paralisados de gestões anteriores e foram retomados. A autarquia fundiária também retomou, em 2023, o cadastro de famílias acampadas em situação de vulnerabilidade social que havia sido descontinuado no governo anterior. Segundo estimativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), há cerca de 100 mil famílias acampadas à beira de estradas e em áreas ocupadas e ainda não destinadas à reforma agrária. Desde 2017, segundo o governo, foram registrados 780 conflitos por terra no país.

Em relação às áreas de empresas públicas e bancos, o Incra assinou termos de confidencialidade com as instituições financeiras para analisar terras rurais em estoque e verificar a possibilidade de aquisição por compra ou na forma de abatimento de dívidas com a União. O decreto que regulamenta o Terra da Gente deve ser publicado em edição regular do Diário Oficial da União desta terça-feira (16).

Repercussão

Representantes de movimentos populares de luta pela terra presentes ao Palácio do Planalto ressaltaram a importância de resolver os conflitos agrários no país, o que só pode ocorrer com a distribuição de terras.

“A paz no campo tem nome: reforma agrária”, afirmou Ceres Hadich, que classificou o anúncio do programa como uma retomada dessa política pública, mas que precisa ser com orçamento garantido. “Mais do que um bom programa e planejamento, é fundamental que tenhamos orçamento, estruturas do Estado e servidores fortalecidos, valorizados e motivados a cumprir essa grandiosa missão de fortalecimento da democracia. O anúncio da retomada massiva da criação de projetos de assentamento no Brasil, nesse momento, vem ao encontro às duas grandes prioridades do governo Lula e o cumprimento da função social da terra, que são o enfrentamento à fome e os cuidados com o meio ambiente”, acrescentou.

Os movimentos sociais também pediram mais infraestrutura para as comunidades rurais como acesso a água, educação e saúde, além de estímulo à produção sustentável.

“Não só basta dizer que o acesso à terra é suficiente. é necessário avançar ainda mais para que possamos promover o combate à fome. Temos que impulsionar massivamente a transição para a agroecologia, descarbonizando os sistemas alimentares”, disse Anderson Gomes, do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA).

Via: Agência Brasil

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