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Professora pede abertura de investigação contra Eduardo Bolsonaro

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Nesta semana, a professora Nelice Pompeu, servidora da rede pública de ensino do estado de São Paulo há mais de 30 anos e integrante do Movimento Escolas em Luta, acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que tome providências contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por ter proferido um discurso em que compara “professores doutrinadores” a traficantes de drogas. O discurso do congressista foi feito no domingo (9), durante o 4º Encontro Nacional do Proarmas pela Liberdade, que aconteceu em Brasília.

“Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar os nossos filhos para o mundo do crime. Talvez o professor doutrinador seja pior”, disse o deputado no discurso.

No dia seguinte, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou à Polícia Federal (PF) que analisasse as declarações do parlamentar no evento. “Determinei à Polícia Federal que faça análise dos discursos proferidos neste domingo, em ato armamentista, realizado em Brasília. Objetivo é identificar indícios de eventuais crimes, notadamente incitações ou apologias a atos criminosos”, informou Dino em suas mídias sociais.

Em entrevista à Agência Brasil, a professora disse que a declaração de Eduardo Bolsonaro “foi irresponsável” e precisa sofrer algum tipo de punição. “Essa não foi só uma declaração infeliz. Foi uma declaração criminosa e irresponsável”.

“Não é liberdade de expressão quando fere os princípios de preservação da vida e de direitos e coloca o outro em risco e promove o ódio. Isso é uma fala irresponsável. Por isso comecei a buscar mecanismos para cobrar providências”, acrescentou.

Além do Ministério Público Federal, a professora acionou também a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados para que seja tomada alguma providência com relação à fala do congressista.

Violência

Para a professora Nelice Pompeu, o discurso de Eduardo Bolsonaro acaba estimulando ainda mais a violência dentro das escolas. “O que me chamou a atenção é que isso foi dito em um evento pró-armas, estimulando a violência, em um momento em que as escolas viveram muitas tragédias neste ano. As escolas estão presenciando uma escalada de violência absurda. Essa polarização, esse clima de ódio, esse clima de intolerância, acaba explodindo nas escolas”, alertou.

Violência que, segundo a professora, já vem em uma escalada crescente nos últimos anos. “De uns anos para cá, com essa polarização que se criou na sociedade, piorou muito a questão de violência e agressão dentro das escolas e contra os profissionais professores. Tem também a questão da Escola sem Partido, esse movimento que acabou incutindo para a sociedade que o professor é um doutrinador, embora esse conceito não exista”.

“De maneira geral, o que tem acontecido é um aumento dessa violência no ambiente escolar. Um exemplo disso foram os ataques que aconteceram no início deste ano. Acho importante pontuar que isso não acontece de maneira descontextualizada. Isso é reflexo de um processo que acontece desde o início dos anos 2000, com a criação do movimento Escola sem Partido e com o processo de perseguição e de vigilância contra professores, reduzindo sua autonomia em sala de aula e atingindo, inclusive, outras instâncias como a de construção de políticas públicas”, disse Marcele Frossard, assessora de Programa e Políticas sociais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, à Agência Brasil.

Um levantamento feito pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, por exemplo, apontou que os eventos de violência extremo nas escolas no Brasil começaram na primeira década dos anos 2000. Antes desse período, não havia registro desse tipo de ataques. Desde então, houve 16 ataques no Brasil, sendo que quatro deles ocorreram no segundo semestre de 2022 (o balanço não computou o ano de 2023). Esses ataques fizeram 35 vítimas fatais. Outras 72 pessoas sofreram ferimentos.

Para Marcele Frossard, a fala de Eduardo Bolsonaro, de alguma forma, contribui para o aumento dessa violência que já é uma constante no ambiente escolar.

“A fala do congressista vem no bojo desse tipo de pensamento e de prática, que foi fortalecida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso inclusive é tema do que a Campanha Nacional pelo Direito à Educação apresenta em seu guia de resposta e prevenção de violência às escolas e também no relatório que foi entregue pelo professor Daniel Cara [professor de Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo], ao governo de transição sobre o extremismo de direita no ambiente escolar. Essas falas estão relacionadas com essa percepção errônea da educação pública – e também da classe dos trabalhadores e profissionais da educação – e contribuem para a perseguição e para o aumento da violência a esses profissionais”, disse.

Um outro balanço, feito pelo Instituto Sou da Paz e divulgado em maio deste ano, apontou que 24 ataques a escolas ocorreram entre nos anos de 2002 e 2023 no Brasil. E também concluiu que esses ataques violentos foram ficando mais intensos nos últimos anos.

“Uma das informações muito importantes do relatório é que ele mostra como houve, nos últimos anos, principalmente desde 2019, um aumento muito significativo [de ataques violentos a escolas]. Tem crescido muito rapidamente a ocorrência desse tipo de ataque nas escolas, que é um tipo de violência muito extrema e muito chocante pela sua letalidade e pelo seu potencial de vitimar um número muito grande de pessoas, entre feridos e mortos. É uma situação que tem e ainda está sensibilizando muito a sociedade”, ressalta Beatriz Graeff, pesquisadora do Instituto Sou da Paz.

“Nesse relatório trazemos algumas recomendações e uma das questões que a gente aborda é justamente a de ampliar a capacidade do Poder Públicoem monitorar e diagnosticar esse tipo de risco e de ameaça em torno da escola. E para isso é muito importante que a gente melhore a capacidade de produzir dados sobre as violências que ocorrem dentro das escolas”, acrescentou.

Para Beatriz, uma fala como a que foi proferida por Eduardo Bolsonaro, acirra uma situação que já está bastante complicada nas escolas. “É muito claro que esse discurso de ódio, mesmo quando ele não incita diretamente a violência, é fator de legitimação de atos violentos contra o grupo ao qual ele se dirige. É uma situação muito triste, principalmente em um momento em que está todo mundo preocupado e muito sensibilizado com o aumento desse tipo de violência extrema dentro das escolas. Ainda mais um ataque assim tão direto à figura do professor, que é absolutamente central para que a escola consiga realizar o seu potencial de ser um espaço não só de formação e de desenvolvimento intelectual, mas também de formação da cidadania, de proteção da criança e do adolescente e de proteção de direitos”.

Cultura de paz

Para Nelice Pompeu, a violência só vai diminuir com ações que estimulem a cultura de paz e valorizem a profissão. “Acho que é urgente a gente trabalhar a cultura da paz – e que não seja um projeto isolado. Tem que ser algo permanente para, pelo menos, se contrapor a essa plataforma do ódio”, sugere.

“A escola sozinha não consegue dar conta dos problemas. Temos um trabalho limitado, faltam redes de proteção. A profissão foi muito desvalorizada de uns anos para cá, como se qualquer pessoa pudesse chegar na sala de aula e dar uma aula. E não é assim. Estamos lidando com futuro. Temos uma responsabilidade nessa formação. E o professor não pode trabalhar amedrontado, intimidado, com medo de demissão ou de perseguição. Ele precisa ter um suporte”, alerta.

Para Marcele Frossard, a construção do projeto de combate à violência passa também pela punição a falas que estimulem a violência. “Esse deputado precisa ser punido. É importante ter algum tipo de declaração pública indicando que esse tipo de fala incita a violência e piora um ambiente que já é amedrontado e fragilizado devido ao que tem acontecido ao longo desse ano”, defende.

“A melhor maneira de fazer essa prevenção [da violência nas escolas] é através do fortalecimento de vínculos e da participação desses estudantes, do fortalecimento de instâncias como o grêmio estudantil e também do conselho escolar, para que todos tenham responsabilidades e façam parte dessa escola, formando esses estudantes para participação na sociedade democrática. E aí é importante que pais e responsáveis estejam envolvidos para que eles também entendam o sentido desse modelo de educação, que é um modelo preconizado na Constituição Brasileira”, recomenda.

Beatriz Graeff acrescenta que é fundamental que seja feito um levantamento constante sobre as violências que acontecem dentro das escolas. Por meio desse diagnóstico, acredita, é que será possível criar políticas públicas mais contundentes de combate à violência no ambiente escolar.

“A gente acredita que é muito importante que exista uma organização em torno de ferramentas que possibilitem um diagnostico mais preciso e mais frequente [dessas violências] e que a gente possa acompanhar mais diretamente o que está acontecendo nas escolas e a medida em que isso está acontecendo. Esse diagnóstico é muito importante para que seja possível desenhar ações, seja de prevenção de ataques, que é um tipo extremo de violência, como também de ocorrências mais cotidianas de agressão, incivilidade ou conflito, que podem ser sinais de alerta para uma escalada de violência que produza um estrago mais significativo”.

Bolsonaro

Procurado pela Agência Brasil, o deputado Eduardo Bolsonaro não se manifestou até a publicação da matéria. Em suas redes sociais, o deputado se manifestou sobre o ministro da Justiça ter determinado que a PF investigue as declarações feitas no evento.

“Um ministro da Justiça mobilizar a PF para investigar minha analogia sobre doutrinadores, que se aproveitam da posição de professores para escravizarem pela ideologia, agirem como traficantes que escravizam pela droga, ambas as situações propiciadas pela ausência dos pais no dia a dia dos filhos, é mais um degrau da escalada autoritária no Brasil”, escreveu.

“Lamentável ver a Polícia Federal, instituição da qual orgulhosamente faço parte, ser utilizada politicamente para satisfazer desejos autocratas de comunistas, enquanto verdadeiros criminosos parecem não se incomodar tanto”, acrescentou.

Via: Agência Brasil

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MP notifica prefeito para impedir uniformes com nomes de agentes públicos

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ENCONTRO DE COMITIVAS EM BRASNORTE

por ANA LUÍZA ANACHE

sexta-feira, 24 de maio de 2024, 16h07

A Promotoria Eleitoral de Brasnorte notificou nesta sexta-feira (24) o prefeito do Município, Edelo Marcelo Ferrari, para que adote providências de modo a impedir o uso de uniformes no Encontro de Comitivas 2024 (Cavalgada) com referência ao nome de agentes públicos (prefeito, secretários, servidores, vereadores e outros), por se tratar de ano eleitoral. Recomendou ainda que o gestor informe, em 24 horas, a relação de todas as comitivas cadastradas para participação no evento, que ocorre neste sábado (25), indicando os responsáveis por cada uma delas. 

Conforme o documento, a inobservância das proibições poderá ensejar representação por parte do Ministério Público Eleitoral contra os responsáveis pelo seu descumprimento, com pedido de condenação pela prática de propaganda eleitoral antecipada, e, consequentemente, aplicação de multa no valor de R$ 5 mil a R$ 25 mil, sem prejuízo da apuração de eventual ocorrência de abuso de poder econômico ou político.

O Ministério Público Eleitoral requisitou ainda que o prefeito notifique os representantes de comitivas acerca da recomendação, para que façam as adequações necessárias dos uniformes, alertando que, “caso as vestimentas façam referência a não ocupantes de cargo público que venham a se tornar candidatos posteriormente, estes também poderão incorrer em ilícitos eleitorais”. 

O promotor de Justiça substituto eleitoral Jacques de Barros Lopes considerou que “a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição”, bem como que “a utilização do Encontro de Comitivas 2024 (Cavalgada), com a participação da população em geral, para promover candidatos ou partidos caracteriza abuso de poder econômico ou político, dependendo da origem dos recursos utilizados para custeá-la, sujeitando o seu responsável ou beneficiário à cassação do registro ou do diploma, além de inelegibilidade para as eleições que se realizarem no período de oito anos subsequente”. 

Eventos festivos – Em outra Notificação Recomendatória destinada a agentes públicos, a Promotoria Eleitoral de Brasnorte orientou que, ao realizar ou apoiar eventos festivos em ano eleitoral, se abstenham de realizar qualquer promoção pessoal (como faixas, cartazes, revistas, panfletos, fotografias, vídeos, camisetas e bonés) e discursos. E que orientem locutores e contratados para que se abstenham de citar, elogiar, cumprimentar e agradecer aos integrantes da Administração Pública contratante, bem como a vereadores, dirigentes de Partidos Políticos e pré-candidatos. 

Também requisitou que o prefeito informe, em até cinco dias corridos, sobre a contratação direta pelo Município de artistas, bandas, grupos ou profissionais que deverão se apresentar em festejos, comemorações e eventos de qualquer espécie, devendo informar, inclusive, os nomes e contatos deles. Bem como que informe, no mesmo prazo, se o Município patrocinará algum evento com verbas dos cofres municipais.

Foto: Prefeitura de Brasnorte.

 


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Via: Ministério Público MT

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Defensora Pública-Geral de MT Participa de Lançamento de plano nacional de fortalecimento da Defensoria

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A assinatura ocorreu no Ministério da Justiça e incluiu cerimônias pelo Dia Nacional da Defensoria Pública (19 de maio) na Câmara dos Deputados e no Senado. O programa visa ampliar o acesso à assistência jurídica gratuita para quem não pode pagar por um advogado.

Lewandowski anunciou que os recursos serão usados ​​para criar novos pontos de atendimento e comprar veículos para serviços itinerantes. Também foi assinado um protocolo de interesse para ampliar o atendimento, especialmente para grupos vulneráveis ​​como indígenas, comunidades tradicionais, mulheres, crianças e a população carcerária.

Atualmente, cerca de 48 milhões de pessoas no país não têm acesso aos serviços da Defensoria Pública. Em Mato Grosso, a Defensoria está presente em todas as 79 comarcas, com atendimentos via chatbot onde ainda não há estrutura física.

Janaína Yumi Osaki, presidente da Amdep, também esteve presente no evento.

Leia mais em: defensoria

Parceria entre Defensoria Pública e Politec facilita a emissão de Carteira de Identidade Nacional

Nos dias 21, 22 e 23 de maio, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso e a Politec realizaram uma ação conjunta para a confecção da Carteira de Identidade Nacional.

O evento foi realizado na Sala ESDEP, participando exclusivamente os servidores e membros da DPMT, com horários das 08h00 às 11h00 e das 12h00 às 16h00. A demanda foi organizada por meio de senhas limitadas, e os interessados ​​deverão apresentar os documentos obrigatórios: CPF e certidão de nascimento ou casamento (original ou autenticada em bom estado de conservação). 

Também foram aceitos documentos adicionais como cartão nacional de saúde, carteira de habilitação, tipagem sanguínea, símbolo de acessibilidade, carteira de trabalho, título de eleitor e CID.

Carlos Eduardo José da Silva, responsável pela coordenadoria da politec, expressou seus agradecimentos a todos os envolvidos na realização do evento. “Primeiramente, quero agradecer pela disponibilização do espaço, juntamente com dispositivos informáticos, o técnico e toda a equipe técnica que esteve envolvida neste evento. Conseguimos atender a 178 opções de carteira de identidade nacional para os membros e servidores da instituição, e foi de grande satisfação no modo geral”, afirmou.

Ele destacou que muitos servidores não têm tempo de se dirigir até uma unidade do Ganha Tempo ou um posto de identificação para realizar esse trabalho. “Conseguimos auxiliar trazendo uma equipe de servidores de vários municípios, da Fundação Nova Chance, de diversos cartórios, realizando uma capacitação com eles, onde obtiveram a atuação em suas respectivas unidades. Fomos orientando e aproveitamos essa descoberta para realizar esse belíssimo trabalho junto a todos os servidores e companheiros da Defensoria Pública de Mato Grosso”, concluiu.

Ministério dos Povos Indígenas conhece o projeto “Defensorias do Araguaia”

O projeto “Defensorias do Araguaia” tem como foco a prestação de atendimentos jurídicos integrais e gratuitos às comunidades indígenas e ribeirinhas. Em junho, o projeto atenderá quatro aldeias localizadas nas proximidades do Rio Araguaia: Aldeia Fontoura, em Lagoa da Confusão (TO); Aldeia São Domingos, em Luciara (MT); e as aldeias Bdeburé e Buridina, em Aruanã (GO).

Na última terça-feira, 21, o Ministério dos Povos Indígenas conheceu o projeto “Defensorias do Araguaia”, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) em parceria com as Defensorias Públicas de Goiás (DPE-GO) e Mato Grosso (DPE-MT).

 A reunião, realizada em formato online, contou com a presença de importantes representantes, incluindo a defensora pública federal da DPU em Brasília, Elisângela Machado Côrtes, e a defensora pública-geral do Mato Grosso, Luziane de Castro.

Pâmela Watanabe, coordenadora da Coordenadoria de Ações e Interações Comunitárias, destacou a produtividade do encontro. “Apresentamos o projeto, explicamos nossa necessidade e a inclusão no cronograma para um programa duas vezes ao ano, onde outras defesas também poderiam participar, buscando recursos de repasse do governo federal, além de parcerias.”

O Ministério dos Povos Indígenas sugeriu a formalização de um acordo coletivo de trabalho para o projeto, que futuramente poderá ser integrado ao programa “Aldeia Cidadã”, cujo objetivo é institucionalizar a cidadania nas aldeias indígenas.

A defensora pública-geral Luziane de Castro enfatizou a importância da parceria com o Ministério dos Povos Indígenas: “A reunião foi com o representante do Ministério dos Povos Indígenas. Apresentamos o projeto e buscamos parceria com o Ministério para incluí-lo no calendário do governo federal, a proposta irá torná-lo uma ação permanente, com a possibilidade de realizá-lo mais de uma vez ao ano. Levantamos a necessidade de apoio, político devido à participação de alguns órgãos federais no evento, e também a questão estrutural, pois. .os gastos são importantes. É importante ter apoio por meio de termos de cooperação ou convênios para ajudar no custeio das despesas.”

Com a implementação do projeto “Defensorias do Araguaia” e o apoio do Ministério dos Povos Indígenas, espera-se fortalecer a proteção dos direitos das comunidades indígenas e ribeirinhas, promovendo a cidadania e o acesso à justiça.

Projeto “Primeiro as Damas” Promove Educação e Conscientização sobre Violência contra a Mulher

O projeto cultural tem como objetivo educar e sensibilizar a população sobre a gravidade da violência de gênero, utilizando a cultura como ferramenta de transformação social

Em um esforço conjunto para enfrentar a violência contra a mulher, a Defensoria Pública de Mato Grosso e a ONG Piano Gente lançaram o projeto “Primeiro as Damas”.

Este projeto cultural tem como objetivo educar e sensibilizar a população sobre a gravidade da violência de gênero, utilizando a cultura como ferramenta de transformação social. 

A defensora pública Fernanda Cícero destacou a importância de a Defensoria Pública acolher e apoiar eventos dessa natureza. “É muito importante para a Defensoria recepcionar esse evento que traz a cultura para o tema da violência contra a mulher. Nosso Núcleo Especializado de Defesa da Mulher (Nudem) se preocupa muito com isso. Somente educando, chegaremos na paz social que é o fim da violência contra a mulher”, afirmou Fernanda. 

O evento visa não apenas discutir a violência contra a mulher, mas também promover a diversidade cultural como um meio de entendimento e mudança social. De acordo com a defensora pública Olzanir Carrijo, Defensoria Pública é uma instituição que traz mudanças sociais.

“Um evento dessa natureza neste ambiente nos faz entender a importância da diversidade cultural. Faz com que a população entenda e fale sobre o assunto da violência contra a mulher. Considerando que a violência contra a mulher é um assunto sempre em alta e o número de feminicídios em Mato Grosso está em alta, é nesse lugar que ela recebe esse acolhimento no Núcleo de Defesa contra a Mulher e para conscientizar as mulheres dos seus direitos. O Estado está aqui através da Defensoria para prestar todo o auxílio possível”, acrescentou a defensora pública Olzanir Carrijo.

Dario Scherner, presidente da associação Piano Gente e idealizador do projeto, explicou a origem e a missão do “Primeiro as Damas”. “O projeto surgiu de uma realidade muito triste, que é a violência contra a mulher. Com esse projeto, queremos unir as classes. Em todos os setores, há agressores e mulheres vítimas de violência, e estamos aqui para unir as causas e para que a saúde mental da mulher seja cada vez mais trabalhada”, disse Dario.

De acordo com ele, o projeto “Primeiro as Damas” é um exemplo de como a união entre instituições públicas e organizações não-governamentais pode criar espaços de diálogo e conscientização, fundamentais para combater a violência de gênero. Através de palestras, apresentações culturais e debates, o projeto busca não apenas informar, mas também empoderar as mulheres e a sociedade em geral, promovendo um ambiente de respeito e igualdade.

“A Defensoria Pública de Mato Grosso reafirma seu compromisso em defender os direitos das mulheres e promover iniciativas que contribuam para a eliminação da violência de gênero. Com o apoio de projetos como o “Primeiro as Damas”, espera-se que mais mulheres se sintam acolhidas e informadas sobre seus direitos, fortalecendo a luta contra a violência e promovendo uma sociedade mais justa e segura para todos”, disse a segunda Subdefensora Pública-Geral em seu discurso, Maria Cecília.

Resolução 008/2024 institui fórum e canal “Apoio ao Fiscal” na Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso anunciou a criação do fórum e canal “Apoio ao Fiscal” através da Resolução 008/2024. Esta iniciativa visa estabelecer diretrizes para o envio, resolução e arquivamento de consultas encaminhadas pelos fiscais de contratos.

Evaldo Duarte de Barros Sobrinho, diretor jurídico da DPE-MT, explicou que a medida é fruto da colaboração entre a Assessoria Jurídica Sistêmica e a Unidade de Controle Interno.

“A Nova Lei de Licitações estabelece que os fiscais de contratos poderão contar com o apoio do órgão de avaliação jurídica e de controle interno. Procuramos criar um canal destinado a facilitar essa interlocução. Além do e-mail apoioaofiscal@dp.mt.gov . br, que já está em funcionamento, também haverá um fórum permanente, de perguntas e respostas, que será disponibilizado em breve A Assessoria Jurídica responderá consultas concretas e a Unidade de Controle Interno cuidará da mitigação de riscos de modo sistêmico.”

A iniciativa contará também com a participação do coordenadoria jurídica de contratos, liderada pela advogada Laisa Ferraz, que será responsável por gerenciar as consultas e garantir a eficiência do novo canal de comunicação.

O fórum “Apoio ao Fiscal” tem como objetivo fornecer um suporte contínuo e acessível aos fiscais de contratos, garantindo que possam eleger suas funções com maior segurança e eficiência. Uma plataforma on-line permitirá que suas dúvidas sejam esclarecidas de maneira rápida e direta, enquanto o e-mail servirá como um canal adicional para questões mais específicas.

Defensoria Pública reforça segurança no uso de senhas em sistemas e e-mail institucionais

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso está intensificando as medidas de segurança para o uso de senhas em seus sistemas institucionais e funcionais de e-mail. A iniciativa visa proteger as informações sensíveis e garantir a integridade dos dados da instituição.

Fernando Lopes, Assessor Especial da Unidade de Inteligência e Segurança Institucional, destacou a importância da contrainteligência no ambiente de trabalho: “É importante antecipar e prevenir ameaças a pessoas, áreas, instalações e dados da instituição.

Fernando reforça ainda que “no uso de sistemas institucionais, como o e-mail funcional, Coplan e SOLAR, deve-se guardar o sigilo e a privacidade do código de LOGIN e SENHA, estes pessoais e intransferíveis.

O usuário é responsável pelo uso indevido das informações constantes nos sistemas institucionais, sujeitas às normas legais.”

A DPE-MT enfatiza que a segurança cibernética é uma responsabilidade compartilhada e que todos os servidores e membros, que devem adotar práticas seguras no uso de suas credenciais.

“Manter a senha antivírus atualizada, usar duplo fator de autenticação e alterar com frequência as frequências de acesso são medidas eficazes para prever e prevenir ameaças, bem como vazamento de informações”, acrescentou Fernando Lopes. Essas práticas ajudam a proteger contra ataques cibernéticos e a proteger dados críticos da instituição.

Para saber como alterar a senha do seu e-mail acesse o link: 

As fotos dos 25 anos da Defensoria Pública e do 6º Encontro de Defensores e Defensoras Públicas disponíveis!

Celebramos em grande estilo os 25 anos da Defensoria Pública e o 6º Encontro de Defensores e Defensoras Públicas foi um sucesso! Vamos relembrar esses momentos especiais? As fotos dos eventos já estão disponíveis. 

Confira nos links abaixo e veja todos os sorrisos, abraços e momentos marcantes!


Via: Defensoria Pública MT

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MPMT realiza atividade em escolas do Distrito de Nossa Senhora da Guia

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MAIO LARANJA

por CLÊNIA GORETH

sexta-feira, 24 de maio de 2024, 18h21

Duas unidades de ensino do município de Cuiabá, localizadas no distrito de Nossa Senhora da Guia, receberam nesta quinta-feira (23) o projeto Prevenção Começa na Escola. A atividade integrou a programação alusiva ao movimento Maio Laranja, de combate à exploração e ao abuso sexual infantil, que está sendo desenvolvida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso na capital e interior do estado.

No Distrito de Nossa Senhora da Guia, as atividades foram realizadas pelo titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, e pela promotora de Justiça da Infância e Juventude de Cuiabá, Ana Luíza Barbosa da Cunha. Mais de 200 crianças, estudantes das escolas públicas Filogônio Corrêa e Professor Benedito Xavier Rodrigues, foram contempladas pelo projeto.

O Prevenção Começa na Escola é desenvolvido pelo MPMT em parceria com a Cia. Vostraz. Durante a apresentação da peça Inocentes Pétalas Roubadas, os atores abordam mensagens orientativas e preventivas sobre situações vivenciadas no ambiente escolar, como o bullying, assédio e abuso sexual, drogas, gravidez na adolescência, entre outras. 

Programação – Na semana passada, cerca de 1.500 alunos, de 11 escolas públicas de Cuiabá e Acorizal, foram contemplados com palestras alusivas à temática. Cinco promotores e promotoras de Justiça que atuam na defesa da Infância e Juventude, da Educação e no combate à violência contra a mulher na Capital, foram até as escolas para abordar o tema com os alunos.

Iniciativas semelhantes também foram realizadas em Mirassol D´Oeste, Curvelândia, Campo Novo do Parecis, Água Boa, Brasnorte, Colíder, entre outros municípios.


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Via: Ministério Público MT

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