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Transição energética será independência verdadeira do Brasil, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (18), que a transição energética representa uma “chance excepcional” para o Brasil alcançar uma “verdadeira independência”, tanto do ponto de vista econômico como cultural, social e geopolítico. A declaração foi feita durante o programa semanal Conversa com o Presidente, transmitido pela TV Brasil, emissora da EBC.

Durante o programa, o presidente afirmou ser grande o retorno dos investimentos feitos no setor cultural e que os muitos empregos gerados por este segmento têm resultado na distribuição de riquezas, além de levar conhecimento para as pessoas.

Segundo Lula, 98% dos municípios manifestaram, ao Ministério da Cultura, interesse em participar das políticas desenvolvidas pelo governo para este setor.

Lula está em Bruxelas onde participa da 3ª Cúpula Celac-União Europeia, encontro que reúne 60 lideranças de países latino-americanos e europeus.

Chance excepcional

Na entrevista concedida à TV Brasil, o presidente da República disse que o Brasil “está ficando ainda mais importante” para o mundo em função da clareza cada vez maior sobre a relevância da questão ambiental e da necessidade de uma transição energética visando o uso cada vez maior de fontes de energia sustentáveis, não danosas ao meio ambiente.

“O Brasil tem uma chance excepcional. Nunca antes na história do Brasil, vi tanta chance para o Brasil conquistar aliados, espaço e investimentos. Sobretudo, nessa questão da transição energética, com as energias eólica, solar, biomassa, etanol e biodiesel”, avaliou Lula.

Independência verdadeira

“Agora, com o hidrogênio verde, a chance do Brasil é extraordinária. A gente não pode jogar fora essa oportunidade. Acho que o século 21 definitivamente vai ser o século da independência verdadeira do Brasil, do ponto de vista econômico, cultural, social e também geopolítico”, acrescentou ao argumentar que a humanidade “precisa levar em conta que cada gesto e atitude nossa podem melhorar ou piorar a situação do planeta”.

Ele reiterou a importância de os países que ainda possuem grandes florestas em seus territórios permanecerem unidos, tomando decisões conjuntas a serem levadas à COP-28 [Conferência das Partes das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP28), em novembro, nos Emirados Árabes], e que a exploração da Amazônia deve ser feita com cautela, levando em conta cuidados com a floresta e as populações que ali vivem.

“A gente não quer transformar a Amazônia em um santuário da humanidade. É um território no qual temos poder soberano. O que queremos compartilhar é a exploração científica da riqueza da biodiversidade, para saber se dali poderemos extrair produtos fármacos, cosméticos e, sobretudo, encontrar formas de melhorar a vida do povo da selva. Precisamos pensar em cuidar da floresta e do povo, porque é o povo o que faz a nossa nação”, argumentou.

Cultura é investimento

Lula falou, também, sobre o retorno surpreendente que o governo tem observado no setor cultural. “Tinham extinguido o Ministério da Cultura, mas nós o recriamos. Além de colocar dinheiro no Orçamento, tivemos duas leis importantes: a Paulo Gustavo e a Aldir Blanc, cada uma delas com quase R$ 4 bilhões em recursos a serem distribuídos em atividades culturais pelo Brasil”, disse o presidente.

Ele afirmou que foi informado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, de que 98% dos municípios se inscreveram para receber verbas destinadas a políticas voltadas ao setor.

“Isso significa que a cultura voltou. E voltou com força total. Queremos criar comitês culturais em cada capital do país, para valorizarmos a cultura local e sair do eixo Rio-São Paulo. Precisamos fazer cultura no Brasil inteiro”, opinou.

Segundo ele, é preciso pensar a cultura também do ponto de vista econômico e financeiro, porque ela gera uma grande quantidade de empregos, além de levar conhecimento à população.

“A atividade cultural é muito forte economicamente. Quem fala que, quando o governo coloca dinheiro na cultura, está gastando é um bobão. É um mentiroso. É um ignorante porque dinheiro em cultura significa investimento. Gera emprego, oportunidades e distribui riquezas, além de levar conhecimento e divertimento para a cabeça do povo. Isso é extraordinário”, disse Lula.

“Tem gente que acha que artista só atrapalha porque só gasta dinheiro e está beijando outro. Larga de ser ignorante. Arte é arte, e a gente tem de gostar dela como ela é. O artista merece respeito do povo brasileiro”, finalizou.

Via: Agência Brasil

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Alvos da PF são investigados por tentar fraudar contrato de R$ 32 milhões

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Miasma

 

Três alvos da Operação Miasma, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (28), são investigados também pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) na Operação Smartdog, da Polícia Civil, que apura fraudes num suposto contrato de R$ 32 milhões da Secretaria Municipal de Saúdede para a chipagem de cães e gatos em Cuiabá. Na época, a Prefeitura de Cuiabá negou a existência do contrato.

Os investigados em ambas as operações são Alan Borges e Silva, ex-diretor administrativo financeiro da (SMS), Dalila Roque Ribeiro Romanini, ex-coordenadora especial de rede assistencial administrativa, e Rosana Lídia de Queiroz Benites, ex-coordenadora técnica de Tecnologia e Informática da Saúde. A operação desta terça-feira investiga uma suposta fraude envolvendo um contrato de R$ 14 milhões com a empresa Ikhon Gestão Conhecimentos e Tecnologia para o fornecimento de software de gestão documental.

Ao todo, a PF cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Tocantins, Distrito Federal e Amazonas. Já a Operação Smartdog, deflagrada em fevereiro de 2023, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa que teria supostamente fraudado um contrato de R$ 32 milhões da Pasta da Saúde para a chipagem de cães e gatos na capital com a empresa Petimuni Agência Online de Serviços para Animais de Estimação Eireli. 

Na época, o Palácio Alencastro afirmou que o único contrato que havia era de R$ 5 milhões referente a chipagem em animais, mas que não foi empenhado, nem executado, não foi pago e ainda foi cancelado em janeiro de 2023, ou seja, um mês antes da operação da Polícia Civil. Foram investigados, além do trio o ex-secretário-adjunto de Gestão da Saúde, Gilmar de Souza Cardozo e a ex-secretária da Pasta, Suellen Alliend – que morreu em abril do mesmo ano vítima de infarto, em Várzea Grande -, e outros cinco servidores: Fatima Cruz de Ungria, Benedito Oscar Fernandes de Campos, Ádila Terezinha de Andrade, Bianca de Souza Cardoso e o veterinário Paulo Victor Braga Almeida Santos. 

Fonte: Folhamax

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Dono de mercado vira réu por obrigar uso de camisetas pró-Bolsonaro em MT

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luiz gotardo

 

O empresário Luiz Alberto Gotardo virou réu na justiça eleitoral por “coagir” funcionários a usar camisetas com a inscrição “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é proprietário do Hipermercado Gotardo, localizado em Tangará da Serra (245 Km de Cuiabá).

Em decisão do último dia 24 de maio, o juiz da 19ª Zona Eleitoral de Tangará da Serra, Anderson Gomes Junqueira, acatou a denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça de Mato Grosso contra a propaganda irregular, ocorrida em 2022.

Os autos revelam que o empresário chegou a ser notificado tanto pela Justiça Eleitoral quanto pelo Ministério Público do Trabalho em razão da propaganda irregular. O empresário, no entanto, não acatou os avisos do órgãos de controles e fez com que seus funcionários usassem uma “segunda camiseta” – também em apoio a Bolsonaro.

“Não satisfeito, e em clara desobediência à ordem do juízo eleitoral, o denunciado então substituiu as camisetas dos funcionários com os dizeres ‘Deus, pátria, família e liberdade’ e passaram a utilizar camisetas amarelas escritas ‘meu partido é o Brasil’, outra frase também ligada ao mesmo candidato à Presidência da República”, diz a representação da Procuradoria.

O empresário tem 10 para apresentar defesa escrita. Em janeiro de 2024, Luiz Alberto Gotardo firmou um acordo com o Ministério Público do Estado (MPMT) onde se comprometeu a pagar R$ 400 mil para diminuir os prejuízos de um desmatamento ilegal de 322 hectares. Os danos ambientais ocorreram numa das fazendas do empresário, localizada em Diamantino (180 Km de Cuiabá).

Vale lembrar que o mote “Deus, Pátria e Família” não é novo, sendo adotado pelos Integralistas e Nazistas brasileiros, inspirados no fascismo italiano, há quase 100 anos, desde a década de 1930.

Fonte: Folhamax

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PL de Max Russi que capacita profissionais para identificar celíacos vai à sanção

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Vai à sanção o projeto de lei do deputado Max Russi (PSB), que institui a capacitação de profissionais da saúde para diagnosticar doença celíaca e Desordens Relacionadas ao Glúten (DRGS). A proposta foi aprovada, em segunda votação, pelos deputados estaduais nesta quarta-feira (29).

Pela matéria, fica autorizada a celebração de parcerias com organizações da sociedade civil e com empresas privadas. Também fica o poder Executivo responsável por promover campanhas educativas permanentes para a divulgação das causas e consequências de doenças celíacas. 

“Essa é mais uma conquista importante, uma vitória significativa para mim e para todos os celíacos de nosso estado. Com a capacitação dos profissionais da saúde, assim que identificados indícios da doença, eles poderão adotar rapidamente as medidas necessárias”, justifica o deputado. 

Max Russi tem encampado políticas públicas voltadas às pessoas que possuem doença celíaca. Ele é autor da lei 12.166/2023, que cria a carteira de identificação para portadores de doença celíaca ou Demais Desordens Relacionadas ao Glúten – DRGS.

A legislação estabelece que a emissão da carteira deve ser feita pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) e que o documento terá que ser numerado, de modo a possibilitar a contagem dos portadores de doença celíaca ou síndrome celíaca no estado.

Restaurantes, bares, balneários, hotéis e similares não poderão impedir e nem cobrar qualquer taxa para que os portadores de doença celíaca ou demais desordens relacionadas ao glúten – DRG, devidamente identificados com a carteira, possam levar a sua refeição especial conforme as características de consumo do paciente celíaco.

Fonte: Folhamax

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