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UFMT: Política de assistência estudantil honrada na integralidade

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Evandro Soares da Silva é Reitor da UFMT (1).jpg

 

A UFMT tem se destacado ao reconhecer as dificuldades enfrentadas pelos estudantes e implementar medidas significativas para garantir a continuidade de seus estudos.

Na gestão atual – 2020 – 2024 toda a atenção possível foi garantida aos nossos estudantes, especialmente na realização de diversas ações para que a UFMT não parasse.

No período pandêmico, entregamos chips de internet aos estudantes; concedemos auxílio para compra ou locação de equipamentos de informática e comunicação para as aulas remotas; viabilizamos auxílio financeiro de R$70,00 destinado ao pagamento da internet; concedemos recursos para apoio emergencial aos estudantes vulneráveis e ainda adquirimos Chromebooks e notebooks para apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade .

Além do esforço para apoiar os estudantes em tempos de pandemia, a UFMT honrou a sua política estudantil desenvolvendo programas e concedendo auxílios, tais como: i) Programa Alimentação (Alimentação integralmente subsidiada aos estudantes cadastrados na Assistência Estudantil e parcialmente a todos os estudantes da UFMT); ii) Programa Moradia (vagas em moradias estudantis ou auxílio em pecúnia que tem por finalidade suprir necessidade básica de moradia a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica); iii) Programa de Permanência (auxílio financeiro que tem por finalidade minimizar as desigualdades sociais e contribuir para a permanência e a diplomação dos estudantes, nas ações voltadas às ações afirmativas e no acompanhamento acadêmico); iv) Programa de Acolhimento Imediato (acolhimento a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica oriundos de outros municípios e/ou de outros estados da Federação durante os primeiros dias letivos de cada semestre no tocante às necessidades relativas a alimentação e moradia); v) Auxílio Emergencial (auxílio financeiro de caráter emergencial, inesperado e momentâneo, destinado a estudantes em vulnerabilidade socioeconômica e que estejam vivenciando situações que colocam em risco a sua permanência na universidade) vi) Auxílio Evento (auxílio financeiro que visa apoiar a participação de estudantes em eventos acadêmicos e científicos e eventos político-estudantis); vii) Auxílio Material Pedagógico (auxílio financeiro que tem por finalidade apoiar estudantes para aquisição de materiais indispensáveis às atividades programadas, visando o alcance do desempenho acadêmico e a permanência durante o tempo regular do curso); viii) Monitoria Inclusiva (finalidade de apoiar, desenvolver e acompanhar atividades junto a outros (as) estudantes de graduação presencial com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, superdotação/altas habilidades, indígenas, quilombolas ou outros discentes de programas de ação afirmativa, de maneira a contribuir com a inclusão, minimizando barreiras e colaborando com a permanência e êxito na formação); ix) Auxílio Vivência (apoio às ações propostas pelos estudantes por meio de Projetos nas áreas da Cultura e do Esporte acadêmico nos campi da UFMT); x) Programa de Extensão para Ações Afirmativas (execução de programas e projetos de extensão que tem a finalidade de atender as pessoas de populações em situação de vulnerabilidade social em decorrência das condições de raça, de gênero e sexualidade, étnico-racial, de deficiência).

E ainda, meio a um processo de dificuldades financeira que passavam todas as universidades brasileiras, conseguimos aumentar o valor dos auxílios Permanência e Moradia, além da bolsa de Monitoria Inclusiva e do Programa de Acolhimento Imediato – reajuste de R$400,00 para R$700,00, possibilitando a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica para além de sua obrigação institucional, mas sobretudo viabilizando maiores oportunidades aos estudantes que fazem jus à Assistência Estudantil
Ressalta-se que o valor dos auxílios e das bolsas da Assistência Estudantil não é determinado pelo governo federal em nenhuma legislação, mas é uma decisão de cada universidade que tem autonomia para definir as políticas institucionais que mais atendam aos estudantes matriculados.

Além disso, outras iniciativas de assistência estudantil foram realizadas com muito esforço pelas equipes de gestão, dos técnicos da UFMT e do apoio da comunidade universitária, tais como: i) “Programa de Acompanhamento Acadêmico” por meio do qual foram implementados orientação e acolhimento realizado pela equipe multiprofissional da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil aos estudantes, desenvolvidos de forma virtual (especialmente no período de pandemia) ou de forma presencial; ii) realização de ações junto aos estudantes com vistas à promoção de saúde mental e desempenho nas atividades acadêmicas, objetivando entender e atender às necessidades específicas da comunidade discente; iii) Elaboração de cartilhas sobre saúde mental, física e direitos sociais; iv) implementação de Rodas de Terapia Comunitária Integrativa e a Realização de Oficinas de Competências e habilidades Acadêmicas.

Para além das ações financiadas pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) avançamos também na pauta da acessibilidade e na ampliação do acervo digital disponibilizado aos estudantes. Na atual gestão criamos o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da UFMT (NAI) por meio da aprovação da Resolução CONSUNI nº 35 de 2021, atendendo mais de 10 projetos aprovados com bolsa, acompanhando uma média de 30 estudantes via atendimento e acompanhamento de acadêmicos – Pessoas com Deficiência – (PCDs, reconhecendo que a educação e o trabalho constituem-se em direitos inerentes ao homem, que o processo de inclusão ocorre amparado em uma perspectiva coletiva, com a construção de políticas, propostas e ações institucionais que visam a acessibilidade, a permanência e a aprendizagem no ambiente universitário.

Com a finalidade de ampliar o suporte pedagógico aos estudantes investimos na aquisição de mais de 25 mil títulos em formato de acervo eletrônico, garantindo acesso a todos os estudantes (presenciais e a distância), contemplando dois grandes acervos de material didático virtual. A primeira aquisição de acervo foi a “Biblioteca virtual da Pearson” – que disponibiliza atualmente um total de 15.412 títulos eletrônicos em diversas áreas do conhecimento, para os estudantes da UFMT. A segunda aquisição, foi a biblioteca virtual “Minha biblioteca”, que também conhecida como uma Base de dados de e-books por possuir um amplo acervo multidisciplinar de 12.604 títulos de livros eletrônicos técnicos, acadêmicos e científicos.

A assistência aos estudantes também avançou na pesquisa. Garantimos os benefícios em vários outros incentivos aos estudantes, tais como o programa de iniciação científica e tecnológica da UFMT, que manteve um montante de R$ 1,7 milhão em bolsas concedidas pelo CNPQ e R$ 2,1 milhões em bolsas financiadas pela Fapemat para o período 2023-2024 e, a partir da seleção 2023/2024, a UFMT injetou recursos no orçamento para acompanhar o aumento de 75% no valor das bolsas. Isso assegurou a continuidade e ampliou o interesse na oferta de bolsas desse programa de formação científica.

Ainda no âmbito da iniciação científica, foi mantida a parceria com a Pró-Reitoria de Extensão Cultura e Vivência e estabelecida nova parceria, agora com o núcleo de acessibilidade e inclusão (NAI) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio da Chamada Interna nº 01/UFMT/PROPEQ-NAI/2023, visando à implementação de bolsas de iniciação científica vinculadas a projetos de pesquisa voltados para o tema “acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior”.

Toda a atenção e apoio aos nossos estudantes pesquisadores, levaram a UFMT a receber premiações como o Prêmio Severino Meirelles para os estudantes destaque no Programa de Iniciação Científica e Tecnológica, na modalidade mérito científico, e o Prêmio José de Souza Nogueira, criado em 2023 para os estudantes que se destacaram na modalidade de divulgação científica e popularização da ciência.

Evandro Soares é reitor da UFMT

Fonte: Folhamax

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Dia Livre de Impostos e liberdade econômica

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Junior Macagnam

Mais de quatro décadas de atuação no comércio me permitiram acompanhar diversas transformações no perfil do consumidor, desde tendências e preferências até modelos de atendimento e busca por economia. No entanto, uma coisa nunca mudou: ninguém gosta de pagar caro por um produto ou serviço e, ainda assim, sair insatisfeito com a compra.

O economista mato-grossense Roberto Campos define que a taxação excessiva “é um dos maiores entraves ao crescimento econômico e à prosperidade do país”. Isso nos dá dimensão da importância da conscientização em relação à alta carga tributária, principalmente quando observada pelo prisma do retorno apresentado – com a falta de serviços públicos que descomplicariam a vida das pessoas. Assim, iniciativas como o Dia Livre de Impostos (DLI) ganham importância como sinal de alerta.

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revela que, anualmente, o brasileiro trabalha 153 dias – ou cinco meses – somente para pagar impostos. Em Cuiabá, mais de R$ 467,4 milhões já foram arrecadados apenas em 2024. Em alguns produtos a carga tributária supera 58%.

Nesta quinta-feira (6 de junho), os lojistas participantes da campanha coordenada pela CDL Jovem venderão seus produtos sem impostos, oferecendo ao consumidor uma visão clara do impacto dos tributos no preço final dos produtos experimentando, assim, a sensação de um mercado menos onerado. Além disso, a redução da intervenção estatal na economia promove um mercado mais livre e competitivo.

O DLI também destaca a importância e a necessidade de que a reforma tributária em andamento cumpra o prometido, que simplifique o processo de arrecadação e que, pelo menos, mantenha nos atuais níveis a elevadíssima carga já que todos temos a convicção que antes de uma reforma administrativa não teremos impostos mais baixos no país.

O propósito da CDL é “unir forças e transformar Cuiabá no melhor lugar para se empreender e morar”. Neste sentido, convidamos e convocamos as empresas para participar deste movimento, que visa conscientizar o consumidor sobre a carga de impostos que cada produto disponível carrega.

A adesão ao DLI, pelo empreendedor ou lojista, vai além da relação de compra e venda reforça que consumidor e comerciante querem a mesma coisa na relação de compra, preços justos e retorno para a comunidade.

Vamos juntos, menos impostos e menos Estado significam mais liberdade e mais empregos e renda, isso sim pode criar um ciclo virtuoso de crescimento e prosperidade para todos.

Junior Macagnam é empreendedor e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá)

Fonte: Rufando o Bombo

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Na crise, informação

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Glenda Cury

“Na gestão da crise, é muito importante a informação.” Com esta sentença afirmativa, o governador do Rio Grande do Sul abriu sua participação no Roda Viva, da TV Cultura. Durante quase duas horas, Eduardo Leite foi questionado por jornalistas sobre erros do poder público diante da tragédia vivida em seu Estado.

Como telespectadora fiel ao programa, certamente recomendo a todos quantos puderem que confiram a edição de 20 de maio de 2024 – mas tomo a liberdade de escolher apenas um pequenino recorte para discorrer a respeito: a informação.

Sobre a frase do governador: concordo. De fato, na gestão de crise a informação é essencial. No entanto, avalio ser oportuno irmos além. Ela é uma ferramenta poderosa em todos os cenários e pode entregar melhores resultados quando divulgada no tempo certo. Em linhas gerais, durante uma crise, informações têm grande potencial atenuante. Antes de uma crise, porém, podem evitá-la. Informação é instrumento de prevenção.

O foco, aqui, não é fazer qualquer análise sobre o Rio Grande do Sul. O Estado e seus moradores precisam e merecem, neste momento, de acolhimento e apoio. A enchente ceifou muitos, arrasou histórias. É de uma tristeza sem tamanho. Não deve ser palco de narrativas movidas por interesses que não a reconstrução das cidades e da vida. Por isso, foco restrito ao valor da informação, tomando por base a frase de Eduardo Leite.

Pelo dicionário, temos que informação é a reunião de conhecimentos e dados sobre um assunto ou pessoa. Considerando que o conhecimento capacita e liberta, fica evidente o seu papel no real exercício da democracia e da cidadania. Considerando, ainda, que comunicar é “tornar comum” e que a informação é o insumo primordial da Comunicação, cabe endosso à sentença de Leite: a informação é algo extremamente importante.

Sim. Extremamente. Mas, não raro, negligenciada. Ao longo das décadas em que atuo no mercado de Comunicação, mais especificamente no Jornalismo, tenho visto a informação de qualidade ser deixada de lado. Ela, que deveria ser prioridade, cai para os últimos lugares da fila. Tem recebido pouca atenção, insuficientes investimentos e mínimo tempo. Tem sido tratada com desleixo. E em troca, diante do mau tratamento, vem gerando desconhecimento, confusão, desentendimentos, problemas e crises.

Na prática, então, o que poderia ser feito? Este quadro desfavorável teria possibilidade de reversão?

A experiência nos comprova que sim, caso houvesse vontade, em todas as situações – das mais simples às mais complexas. E, aí, o ideal seria que as organizações, governamentais ou não, decidissem adotar, de fato, uma cultura de comunicação, honesta, acessível e transparente. Apenas por meio da formação de uma cultura e seus desdobramentos seria possível alçar a informação ao topo do rol de prioridades.

Costumamos atribuir à área da Comunicação a tarefa de lidar com a informação. Avalio ser uma visão um tanto restrita. Todos precisamos, diariamente, de receber ou repassar informações – seja na vida privada, no trabalho, na escola, na igreja, no hospital ou em qualquer outro ambiente. Somos seres relacionais e dependemos de informações para praticamente tudo, desde fazer uma compra e agendar uma consulta até escolher um candidato. É importante, então, valorizarmos a informação – e isso requer critérios.

Informações incompletas, superficiais, manipuladas ou falsas em nada contribuem com a boa comunicação, a cidadania e a democracia. Em nada agregam às amizades ou quaisquer relações afetivas. Portanto, que tal seguirmos na contramão das más práticas, em favor da informação de qualidade e seus potenciais frutos positivos?

Tratar a informação com seriedade e respeito é possível a partir de atitudes relativamente simples como, por exemplo, perguntando e respondendo de forma clara, ouvindo com atenção, em casa e na rua. Mais do que técnica, trata-se de conduta. Quando escolhemos valorizar e priorizar a informação, os caminhos ficam mais aplainados, seja nas crises, seja nas águas tranquilas.

Glenda Cury é jornalista e sócia da Íntegra Comunicação Estratégica

Fonte: Rufando o Bombo

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A importância de uma boa consultoria na captação de crédito

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Pablo Padilha

Tempos difíceis demandam medidas assertivas que analisem não só o quadro atual, mas possíveis cenários que advirão. No agronegócio isso é fato e quem não atentar a essa questão tem sérias chances de sofrer ainda mais com as crises que eventualmente advierem.]

Atualmente vários fatores têm acrescentado novas preocupações à já extensa lista de quem optou por atuar na área do agronegócio. Para ficar nas principais, podemos citar a crise hídrica que vivemos em Mato Grosso, os desafios que os produtores têm e terão por conta da quebra da produtividade e a dificuldade de obtenção de crédito.

Esta terceira, é bom que se entenda, acaba ocorrendo justamente em função de fatores como os outros dois já citados. Portanto, é importante que os produtores estejam preparados financeiramente, de maneira prévia, de maneira preventiva, com garantias disponíveis e liberadas para serem ofertadas em uma operação de crédito.

E por que é preciso antecipar-se? Porque o mercado aumentou a dificuldade de obtenção crédito devido ao aperto financeiro gerado pelo alto endividamento dos produtores e pela crise hídrica. Veja que há um círculo vicioso se formando e que se agrava também em função do grande número de pedidos de recuperação judicial de produtores rurais que vem ocorrendo.

As instituições financeiras estão cada vez mais criteriosas. Então, nesse sentido, o produtor precisa se profissionalizar ainda mais na forma que entrega as informações a essas instituições, na maneira de transmitir o que faz com excelência no campo, da porteira para dentro. Precisa conseguir reunir dados que demonstrem um quadro preciso de sua capacidade de produção e cumprimento das obrigações futuras. Além de contribuir para facilitar a aprovação do crédito, essas informações servirão para que bancos e financeiras identifiquem linhas mais adequadas às suas necessidades e capacidade de endividamento.

Não é algo tão simples e é nesse ponto que se mostra imprescindível o trabalho de uma empresa de consultoria que tenha expertise em assessoria técnica e financeira. De que forma ela pode ajudar? Com a disponibilização de limites pré-aprovados, cadastros com informações prontas à disposição das instituições financeiras, na elaboração de cadastro e projetos de viabilidade econômica, além da intermediação financeira para obtenção de financiamentos de longo prazo.

Como ficou mais difícil a captação de crédito por conta das maiores exigências das instituições financeiras, o produtor precisará de um trabalho mais técnico, alinhado com o que faz. O consultor irá transformando isso numa linguagem que seja a que o mercado financeiro quer ouvir, quer receber. Além de obter mais sucesso na aprovação dos recursos, o trabalho de uma consultoria garante que todo esse processo seja mais organizado e rápido. Quem atua no agronegócio sabe que a demora na análise das solicitações é outro fator preponderante e quem precisa de auxílio não tem tempo a perder.

Pablo Padilha é diretor da COFAN

Fonte: Rufando o Bombo

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