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Sete em cada 10 pessoas com depressão ou ansiedade são mulheres, aponta pesquisa

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Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população. Para as mulheres, a preocupação é ainda maior. Uma pesquisa da Think Olga, uma organização não-governamental de inovação social, revelou que 7 em cada 10 diagnósticos de ansiedade e depressão eram de mulheres.

Entre os motivos apontados para o alto índice desses diagnósticos está a sobrecarga de demandas em casa e no trabalho, além de outras questões.

“Não podemos negar que a maioria das mulheres trabalham fora e ainda administram as tarefas de casa. Ainda lutamos contra o estigma de que “cuidar” é uma atribuição apenas feminina, muitas pesquisas mostram como estamos adoecendo, e não é de hoje”, explicou a psicóloga e professora de pós-graduação da PUC do Paraná, Mariana Holanda.

De acordo com o estudo, tanto a ansiedade quanto a depressão também estão conectadas a problemas financeiro, uma vez que existe a disparidade salarial entre homens e mulheres que ocupam os mesmos cargos no trabalho. “A mulher que faz a mesma coisa que o homem ganha 30% a menos. Isso é estimulante?”, questiona a psicóloga.

Além da saúde mental, há os problemas relacionados à questão física também. De acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública o número de feminicídios em 2023 aumentou em 1,6% em relação ao ano anterior. Forma quase 1.500 casos.

CNN Brasil

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Só 23% das mulheres acham que existe igualdade de gênero, aponta estudo

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Apenas 23% das mulheres acham que existe igualdade de gênero, aponta um estudo encomendado pela plataforma de paquera virtual Bumble, divulgado na manhã desta quinta-feira (4).

A pesquisa ouviu 2.500 brasileiros com mais de 18 anos entre agosto e setembro de 2023 e fez diversos questionamentos sobre a posição das mulheres na sociedade.

A pesquisa “Estado da Nação” é encomendada anualmente pela plataforma. Como nos anos anteriores, foram destacadas questões sobre equidade nas relações, carreira, gênero, finanças, entre outros.

Os resultados continuam a mostrar que há uma “lacuna de realidade” entre homens e mulheres.

Enquanto 31% do total de entrevistados (homens e mulheres), por exemplo, consideram que há igualdade de gênero no Brasil, mais homens do que mulheres concordam com essa afirmação (38% dos primeiros contra 23% das últimas).

Outro dado identificado na pesquisa foi que 49% das mulheres acham que uma mulher pode ter uma vida feliz e realizada sem experimentar a maternidade, em comparação com 33% dos homens que concordam com essa afirmação.

Igualdade financeira

Enquanto 27% das mulheres entrevistadas acreditam que há igualdade em termos de independência e controle financeiro, os homens têm uma visão mais positiva, com 41% dos entrevistados observando que a igualdade foi alcançada nesta área.

Em termos de como a liberdade financeira impacta os relacionamentos, metade das entrevistadas (50%) acredita que a falta de independência financeira é uma das razões mais importantes pelas quais as mulheres permanecem em relacionamentos onde estão infelizes, enquanto 3 em cada 10 dos homens entrevistados (29%) pensam assim.

Igualdade no casamento e na família

Nesse quesito, 30% das mulheres consideram que a sociedade já está em ponto de igualdade, em comparação com 48% homens entrevistados que pensam o mesmo.

As diferenças são maiores quando tem a ver com direito de decisão sobre filhos.

  • Quase metade das mulheres entrevistadas (49%) acredita que uma mulher pode ter uma vida feliz e realizada sem experimentar a maternidade, em comparação com um quase terço dos homens (32%) que pensam que isso é possível;
  • 68% das mulheres entrevistadas acreditam que os pais devem compartilhar igualmente as responsabilidades parentais; 55% dos homens concordam com esta afirmação;
  • 40% das mulheres acreditam que as mulheres devem ter controle total sobre decisões que impactam seus corpos, enquanto apenas 26% dos homens concordam.

Igualdade profissional

Pouco mais de um terço do número total de entrevistados (36%) acredita que a igualdade de oportunidades profissionais e ambição foi alcançada.

42% dos entrevistados acham que, embora tenha havido progresso nesta área, ainda não há igualdade completa; neste ponto, há uma pequena diferença entre mulheres e homens que concordam com isso (44% mulheres e 41% homens).

Quando o assunto são posições de liderança, um terço (34%) de todos os entrevistados acreditam que essas posições ainda favorecem homens.

Além disso, quase 36% das mulheres acreditam que suas ideias de negócios e propostas têm mais probabilidade de serem rejeitadas apenas por serem mulheres.

Quando a questão profissional está relacionada com o profissional

Metade das mulheres (50%) acreditam que as mulheres têm o direito de adiar seus planos de ter filhos para se concentrarem em suas carreiras, em comparação com 37% dos homens.

Mais da metade das mulheres (57%) acham que aquelas que trabalham fora de casa não deveriam se sentir culpadas por estarem longe de seus filhos, mas apenas 4 em cada 10 (41%) homens concorda.

Igualdade nos relacionamentos

Quatro em cada dez (41%) entrevistados consideram que a igualdade entre homens e mulheres avançou, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Tanto mulheres quanto homens (51%) concordam que um relacionamento saudável ocorre quando as responsabilidades são compartilhadas e há tomada de decisão compartilhada dentro do relacionamento.

No entanto, as diferenças entre os gêneros continuam:

  • 41% das mulheres acham que as tarefas domésticas devem ser compartilhadas igualmente, enquanto 36% dos homens concorda;
  • Mulheres são mais propensas a pensar que os relacionamentos são mais fortes quando ambas as pessoas têm peso igual no relacionamento (55% das mulheres contra 47% dos homens).

Sexualidade

Quatro em cada dez entrevistados (39%) sentiu que compartilhar o poder em um relacionamento leva a uma maior intimidade e a um sexo melhor.

CNN Brasil

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Em alerta por ameaças e retrocessos, feministas argentinas marcham contra políticas de Milei

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Milhares de mulheres se manifestam nesta sexta-feira (8) na Argentina pelo Dia Internacional da Mulher e em repúdio a políticas do atual governo argentino. Este é o primeiro 8 de março sob a Presidência de Javier Milei, que assumiu o cargo com um discurso marcadamente anti-feminista.

Uma das primeiras medidas do governo foi eliminar o ministério das Mulheres, Gênero e Diversidade, que virou uma subsecretaria.

Quando questionado sobre o assunto nesta semana, em uma de suas entrevistas coletivas diárias para a imprensa, o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, afirmou que “o ministério da Mulher deixou de existir e pelo menos durante este governo não vai existir jamais”.

Dias antes do Dia Internacional da Mulher, Milei, em discurso para jovens estudantes no colégio do qual foi aluno, afirmou que para ele “o aborto é um assassinato” e falou em “assassinos dos lenços verdes”, em relação às mulheres que carregam um lenço que simbolizou a campanha pela legalização do aborto no país, aprovada em 2020.

A Argentina tem um dos movimentos feministas mais fortes da América Latina e é referência não somente para a região, mas para o mundo.

Milhares de mulheres foram às ruas, em 2015, no movimento que ficou conhecido como Ni Una Menos (Nem uma a menos), contra a violência de gênero, após o estupro coletivo e assassinato de uma jovem, e depois nas discussões legislativas pela legalização do aborto, em 2018 e 2020.

Lucía Cavallero, uma das mobilizadoras do movimento Ni Una Menos, conta que milhares de pessoas voltam à Praça do Congresso nos primeiros meses de um governo que “promoveu ataques sistemáticos que impactam diretamente as mulheres” não só por políticas de gênero, mas também econômicas.

“Neste 8 de março o eixo está na crise alimentar e de moradia. Tivemos um retrocesso tão grande, que estamos discutindo a fome”, pontua.

“O ataque mais sistemático tem a ver com o ajuste econômico, que impacta em cheio as mulheres. Não estão entregando alimentos a refeitórios comunitários que atendem principalmente mulheres, cancelaram um programa Potenciar Trabalho [de trabalho em cooperativas], do qual a maioria das beneficiárias são mulheres”, adicionou.

Ela também ressalta medidas do atual governo, como o fim de inscrições para o programa “Acompanhar”, que auxilia economicamente mulheres vítimas de violência de gênero de alto risco, para que não tenham que morar com seus agressores, e a proibição da linguagem inclusiva e da perspectiva de gênero em toda a administração pública.

Líderes feministas citam iniciativas como a da Lei Ônibus, um megaprojeto de lei de Milei que acabou barrado pelo Congresso, que restringia a aplicação da Lei Micaela, sobre formação de agentes públicos em perspectiva de gênero.

Também apontam para o envio ao Congresso, por legisladores do partido governista A Liberdade Avança, de um projeto de lei para revogar a legalização do aborto, que por enquanto acabou não prosperando.

“Há provocação permanente deste governo e um discurso, a partir do Estado, de criminalização do movimento feminista, mas, para além da retórica, achamos que eles [governantes] são perfeitamente capazes de revogar o direito ao aborto ou de fazer qualquer tipo de manobra anticonstitucional”, alerta Cavallero.

A ex-chefe de gabinete do ministério das Mulheres, Gênero e Diversidade do governo do ex-presidente Alberto Fernández, Erica Laporte, denuncia que não houve nenhuma reunião de transição para que pudessem contar para a atual administração quais eram as políticas públicas que não poderiam ser freadas para a proteção de mulheres.

“Ao não ter essa transição institucional, que seria o pertinente para qualquer governo, houve muita angústia das trabalhadoras do ministério que colocaram em prática essas políticas públicas”, diz.

Ela também garante que a subsecretaria que agora assume as tarefas da pasta é uma “vitrine”, já que muitas políticas continuam ativas, mas, ao não haver um exercício de implementação, o que se mantém é o que a sociedade já tem incorporado, como as linhas de denúncias de violência.

Laporte destaca ainda a não renovação do programa público para a contratação de empregadas domésticas, trabalho realizado essencialmente por mulheres e que era levado a cabo pelo ministério das Mulheres com o Ministério do Trabalho “para que sejam registradas e tenham um trabalho digno”.

Outro alerta entre as manifestantes é a política da atual ministra da Segurança de Milei, Patricia Bullrich, que impede a obstrução de ruas, quando as concentrações de mulheres argentinas costumam ser multitudinárias.

Luta histórica e possível repressão

Algumas integrantes do movimento feminista dizem ter medo de uma possível repressão.

Entretanto, este não é o caso de Dolores Fenoy, uma das feministas argentinas consideradas “históricas”, que lembra da primeira marcha do 8 de março após o retorno da democracia no país, em 1984.

“Naquele momento, nós, feministas, reivindicávamos o direito à maternidade desejada e algumas carregavam cartazes de ‘Eu Abortei’. Eramos muito poucas”, recorda.

“Precisou de 16 anos para conseguirmos a legalização do aborto, conseguimos crescer, fazer alianças estratégicas com diversos setores, ganhamos uma batalha cultural com a questão do aborto no país”, conclui.

Sobre a marcha com o novo protocolo do governo, ela diz não ter medo.

“Sabemos que a massividade é nossa maior autodefesa. Tomamos os cuidados para que não nos aconteça nada, com o autocuidado entre todas”, conta, destacando, no entanto, que há alerta sobre possíveis episódios de repressão.

Nesta sexta, o porta-voz presidencial afirmou que o governo Milei é o que mais tem participação de mulheres em seu gabinete em comparação com governos kirchneristas. O índice é de 45% de representação, contra 20% da gestão de Néstor Kirchner e 25% da ex-presidente Cristina Kirchner.

Paralelamente, ele anunciou, no entanto, que o Salão de Mulheres, da Casa Rosada passará a se chamar Salão dos Próceres [Fundadores da Pátria].

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Endometriose: por que é importante tratar a doença o mais rápido possível?

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Doença mais comum do que muita gente imagina, a endometriose acomete uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda pouco difundida perto da necessidade de informação que ela requer, a enfermidade possui diagnóstico ainda difícil, mas exige tratamento rápido.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a endometriose afeta cerca de 176 milhões de mulheres no mundo, sendo mais de 7 milhões no Brasil. A doença ganha destaque este mês com o “Março Amarelo”, sendo protagonista de campanha nacional que visa a maior conscientização sobre a enfermidade.

A doença é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial, que reveste o útero, para fora do órgão reprodutor, atingindo regiões como ovários e tubas uterinas.

A endometriose, se não identificada e tratada, compromete a qualidade de vida da mulher e pode causar danos à saúde, como infertilidade. 

À CNN, Mariana Rosário, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, explica que a endometriose pode começar pequena, em apenas um órgão, como intestino, trompas, ovário ou no próprio útero (chamada de adenomiose).

“Sem tratamento, os focos podem aumentar de tamanho e em áreas atingidas”, diz Rosário.

Doença exige rápido diagnóstico

Segundo a profissional, as mulheres precisam, o mais rápido possível, se atentar para os sintomas da doença, já que quanto mais o tempo passa e a mulher não tem o tratamento correto para a doença, mais ela pode se multiplicar e afetar outros órgãos, de acordo com a ginecologista.

Dores menstruais e na hora de relações sexuais são os sintomas mais comuns da endometriose, podendo até mesmo passarem “despercebidos” pelas mulheres com a doença, por ainda serem consideradas “normais” pelo senso comum. Outros sintomas mais complexos podem ser marcados por alterações intestinais e urinárias na fase da menstruação.

Além de dores incapacitantes, a enfermidade pode trazer danos temporários ou permanentes a eles. “Uma endometriose no intestino pode bloqueá-lo, necessitando de cirurgia de remoção de parte do órgão. Nas trompas, bem como nos ovários, pode causar infertilidade. E há casos raros, bem mais graves, que atingem pulmões, cérebro e até coração, então, é preciso diagnosticar a doença cedo e iniciar o tratamento”, explica Mariana.

A maioria dos casos de endometriose, porém, está restrita à cavidade abdominal, diz Mariana.

A médica ainda alerta que o rápido diagnóstico é importante para a saúde mental da mulher e que a doença pode, muitas vezes, exigir um acompanhamento médico multidisciplinar, com a presença de um psiquiatra.

“A endometriose é uma doença que leva a mulher à depressão. Ninguém aguenta passar por dores todos os meses, se isolar do mundo, faltar ao trabalho, enfim, é uma doença incapacitante. Quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, menos grave ficará”, ressalta.

Infertilidade x endometriose

Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, mais de 30% dos casos levam à infertilidade.

Em entrevista à CNN, Natalia Pimentel, especialista em Reprodução Assistida, explica que as alterações pélvicas causadas pela endometriose podem impedir a fertilização do óvulo pelo espermatozoide.

“Em outro momento, dificulta a implantação do óvulo que foi fertilizado, podendo danificar o revestimento do útero, o que torna mais difícil a implantação de um embrião saudável”, diz.

Tratamento precisa ser rápido, mas seu acesso ainda é um problema

Segundo Mariana, ainda falta muita conscientização para diagnosticar a doença, já que a dor no período menstrual não deve ser considerada de um todo normal, em nenhuma idade.

“Apenas a informação levará as mulheres a quebrarem o paradigma de que o período menstrual é naturalmente marcado por cólicas e que algumas mulheres sofrem com isso a vida toda. Isso não é normal e deve ser investigado imediatamente. Muitas jovens, logo ao menstruarem, já apresentam a endometriose e a carregam por toda a vida fértil, tendo muitos prejuízos”, defende a profissional.

Além disso, o acesso das mulheres ao diagnóstico e ao tratamento ainda é um desafio.

Mariana Rosario comenta que a endometriose pode ser diagnosticada em exame clínico, após uma boa conversa com a paciente. Depois, exames de imagem e de marcadores específicos são solicitados, para saber o tamanho do foco da doença.

“Em casos graves, apenas a videolaparoscopia, consegue determinar a extensão da doença”, explica, falando sobre o exame próprio de imagem para identificar o foco da doença.

No entanto, grande parte da população não tem acesso a esses procedimentos.

“É importante saber onde estão os focos da doença, por isso é preciso também completá-lo com exames e o acesso a tudo isso ainda é um desafio.”

Mariana ainda complementa dizendo que a paciente com endometriose precisa ser tratada individualmente, porque essa doença nunca é igual, de uma mulher para a outra.

O tratamento é realizado de forma que a paciente evite, ao máximo, a cirurgia. A profissional aponta que atualmente existem drogas antiestrogênicas para combater o problema, que trazem excelente resultado para dor e lesão.

“Essa doença depende do hormônio estrógeno para se manifestar, então, os implantes hormonais bioidênticos antiestrogênicos são excelentes neste tratamento”, ressalta.

O tratamento médico multidisciplinar volta a aparecer para cuidar da alimentação e manutenção do corpo, que também pode ajudar na recuperação.

“A prática de atividade física regular, uma alimentação regrada e especializada, a meditação e o tratamento psicológico, sempre que possível, completam o pacote, porque não adianta tratarmos o corpo, se a alma está doente”, diz a especialista.

“Apenas o tratamento multidisciplinar surte efeitos na endometriose. Essa doença tem componente emocional envolvido e mulheres com tendência à depressão são naturalmente mais propensas a desenvolvê-la. Por isso, é necessário eliminar a inflamação crônica do organismo, por meio da redução do glúten e da lactose, adotar uma rotina fixa de atividades físicas e investir no apoio psicológico”, alerta.

Políticas públicas sobre a endometriose

Segundo a Agência Câmara, o projeto de Lei 1069/23 inclui a endometriose com manifestação incapacitante no rol de doenças que independem de carência para a concessão de auxílio-doença e até mesmo de aposentadoria por invalidez.

O texto do projeto determina que a mulher diagnosticada pela endometriose tenha tratamento integral pelo SUS (Sistema Único de Saúde), isso inclui: atendimento multidisciplinar, acesso a exames complementares, assistência farmacêutica e acesso a modalidades terapêuticas reconhecidas, como a  fisioterapia e atividade física.

O projeto está em andamento na casa e deve seguir para a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

 

 

CNN Brasil

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