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Em rota de aproximação, ministro da Agricultura intensifica agenda em eventos do agronegócio

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, tem intensificado a agenda de participação em eventos do agronegócio, em meio às tentativas de aproximação do governo petista com o setor.

Em março, o ministro participou da cerimônia de abertura do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT) e da 24ª edição da Expodireto Cotrijal no município de Não-Me-Toque-RS.

Nesta semana, Fávaro confirmou que vai participar da abertura da Tecnoshow, em Rio Verde-GO.

O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi convidado para o evento em Goiás, mas ainda não confirmou se estará presente.

Políticos ligados ao governo Lula não foram inicialmente bem recebidos em eventos do tipo, pela presença majoritária de público bolsonarista.

No ano passado, por exemplo, a abertura da Agrishow, principal feira de Tecnologia Agrícola da América Latina, em Uberaba-MG, foi cancelada devido a um mal estar instalado após Fávaro ser “desconvidado” pela organização do evento, que contaria com a presença do ex-presidente.

Fontes ligadas ao setor dizem que agora é diferente, já que o ministro tem conquistado a confiança do grupo, mantendo uma relação próxima com representantes do agro e com produtores rurais.

A presença dele nos eventos e a boa receptividade do público, tem sinalizado trégua na relação do governo com um dos grupos com que mais teve dificuldades de aproximação no primeiro ano de mandato.

A avaliação é de que o grupo está “menos resistente”. Ter ocupado a vice-presidência da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil) e a presidência da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), são fatores que contribuem para o bom diálogo de Fávaro com os setor.

Outra estratégia do ministro tem sido intermediar encontros de produtores com o presidente Lula, em Brasília.

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Exportações do agronegócio brasileiro sobem 4,4% no 1º tri e batem recorde

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As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 37,44 bilhões no primeiro trimestre, recorde para o período, com alta de 4,4% em relação ao mesmo período de 2023.

Esse aumento em valor reflete a expansão na quantidade embarcada, uma vez que o índice de quantum aumentou 14,6%, compensando a queda no índice de preços, que foi de 8,8%, de acordo com dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

 

Nos três primeiros meses, as vendas externas de açúcar, algodão e café verde foram os principais responsáveis pelo incremento das exportações brasileiras.

O “bom resultado” nas vendas desses produtos compensou a queda nas exportações de milho, soja em grãos e óleo de soja, pontuou o ministério em nota.

 

 

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Unidade de bovinos da JBS receberá R$ 150 mi e se tornará a maior da América Latina

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A unidade de bovinos da JBS em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, terá sua capacidade de processamento e força de trabalho duplicada, anunciou a companhia nesta sexta-feira (12).

Assim, a unidade será a maior planta de carne bovina de toda a América Latina. Serão investidos

A Companhia afirma que vai investir R$ 150 milhões para permitir que, em um ano, o volume processado diariamente na fábrica passe de 2,2 mil para 4,4 mil animais, enquanto a quantidade de colaboradores vai saltar de 2,3 mil para 4,6 mil.

A JBS realizou o anúncio em evento que marcou o primeiro embarque de carne bovina dessa fábrica para a China. A unidade Campo Grande II da JBS foi uma das 38 habilitadas pelo governo chinês, em 12 de março passado.

Antes dessa recente lista de habilitações, divulgada pelo governo chinês em 12 de março, o Brasil contava com 106 plantas habilitadas para exportar ao país asiático. Agora são 144.

A unidade Campo Grande II, uma das habilitadas em março, foi construída em 2007 e adquirida pela JBS em 2010. A planta produz 440 toneladas de carne e 136 toneladas de hambúrgueres (ou 2,4 milhões de unidades) diariamente.

Além da China, a fábrica pode exportar para Estados Unidos, Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argentina, União Europeia e Chile, entre outros.

“Operamos em muitos países ao redor do mundo e nenhum deles é hoje tão atrativo quanto o Brasil para se investir no agronegócio”, disse Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.

Estiveram presentes no evento o presidente Lula, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

*Publicado por Danilo Moliterno.

CNN Brasil

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Mudança climática reduz PIB brasileiro em 0,1% ao ano e atrasa desenvolvimento, diz secretário à CNN

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Dos eventos extremos que atingiram o Acre, o litoral paulista e mais recentemente o Espírito Santo, aos desequilíbrios que prejudicam a safra do agronegócio, calcula-se que o Brasil perde 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) a cada ano como resultado das mudanças climáticas.

Secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco é quem menciona o dado, calculado pelo Banco Mundial em 2022.

Em entrevista à CNN, o biólogo reforça: “O Brasil perde recursos significativos e necessários ao seu crescimento e desenvolvimento por conta das mudanças climáticas”.

Em um dos efeitos visíveis, o chamado “Super El Niño” — impulsionado por alterações no clima —, leva a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a revisar repetidamente para baixo sua previsão para a safra 2023/2024.

Motor do crescimento econômico brasileiro no ano passado, o agronegócio perde potência em meio ao processo.

“Temos de incorporar a dimensão climática no planejamento do país e adotar medidas de adaptação. É algo urgente, que precisa ser feito. O Brasil começa a fazer isso, mas precisa acelerar o processo. É o que vai permitir minimizar este impacto sobre a economia e sobre a vida das pessoas”, diz.

O combate às mudanças climáticas acontece em duas frentes, explica o “número 2” da pasta. A primeira, definida como “mitigação”, busca frear as emissões de carbono, que levam ao aquecimento global.

Já a segunda foca em adaptar o território brasileiro para os eventos que não podem mais ser evitados.

O Brasil é o sétimo país que mais emite CO₂ no mundo, e a maioria deste volume tem origem no desmatamento (49%), o chamado “uso da terra”.

O secretário celebra a redução das ações de degradação da Mata Atlântica e, especialmente, da Amazônia, de 50%, em 2023, mas admite dificuldades no Cerrado, onde houve aumento de 43% no ano passado.

Responsável por 25% das emissões brasileiras, a agropecuária também fica no radar.

Para Capobianco, há avanços nesta frente, com o desenvolvimento de tecnologias pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e incentivos à sustentabilidade no Plano Safra 2024, mas é necessário ampliar o uso efetivo das novas técnicas.

No caso da segunda frente de “combate” às mudanças climáticas, os esforços estão voltados especialmente à adaptação de infraestruturas — viárias, urbanas, de comunicação e diversas outras — a fim de que suportem os eventos extremos já dados e impeçam tragédias humanitárias e econômicas.

Obras de enfrentamento às mudanças climáticas

O governo prevê no Novo PAC, seu programa de investimentos, uma série de obras para o enfrentamento das mudanças climáticas. Os desastres ocorridos em 2023, bem como os impasses do processo orçamentário, indicaram que a mobilização e destinação de recursos será mais desafiadora que o projetado inicialmente.

Entre os mecanismos trabalhados pelo governo para atração destes recursos estão os títulos soberanos verdes, cuja primeira emissão no mercado internacional rendeu US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões).

Esse dinheiro será destinado ao Fundo Clima, voltado a financiar este tipo de infraestrutura a juros mais baixos.

O Fundo Clima conta com modalidades voltadas a financiar infraestruturas resilientes a choques climáticos, além de empreendimentos que visem limpar a matriz energética brasileira e promover sustentabilidade na indústria e nos transportes. Também há apoio à conservação de biomas e reflorestamento.

Mais recentemente, o governo anunciou um hedge cambial voltado a proteger investimentos verdes de variações cambiais.

Este mecanismo funciona como uma espécie de seguro, que cobre prejuízos a serem combinado. Deste modo, se o real desvalorizar em um determinado percentual, o investidor estará protegido.

A ideia é viabilizar operações no mercado de capitais para empresas e investidores sediados no Brasil captarem recursos no exterior. Na avaliação do governo, o custo da proteção cambial para prazos mais longos atualmente inviabiliza investimentos ecológicos em moeda estrangeira.

CNN Brasil

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