JUDICIÁRIO

Justiça condena Abilio mais uma vez a pagar R$ 15 mil por difamação contra Botelho

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DIFAMAÇÃO

Redação | Rufando Bombo News

Alline Marques | Da Assessoria | O juiz da 1ª Zona Eleitoral, Jamilson Haddad Campos, condenou mais uma vez o deputado federal Abilio Brunini (PL) a pagar uma multa de R$ 15 mil por difamar a imagem do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União). A decisão é referente a uma montagem do parlamentar nas redes sociais na qual utiliza-se de “emoji” em referência ao personagem infantil Pinóquio na foto do adversário. 

O União Brasil ingressou com uma representação contra Abilio por propaganda eleitoral negativa antecipada em desfavor de Botelho. Em março, o deputado federal utilizou as redes sociais de maneira ardilosa para impregnar a pecha de mentiroso no adversário. 

O magistrado destacou que, como já antecipou na decisão liminar, não é somente o pedido explícito de voto que pode configurar propaganda eleitoral antecipada, destacando que muitas vezes o pedido de “não voto” “está escancarado na crítica ou informação deslavadamente sem nexo, desvirtuada ou tendente a desqualificar candidato, tendo também, esse condão e podendo provocar estragos piores que o explícito pedido de votos”. 

“No caso em apreço, é possível verificar que o representado, nas postagens objeto da presente representação, fixou um emoji com nariz comprido na imagem do pré-candidato Eduardo Botelho, emoji este que faz referência ao afamado boneco de madeira Pinóquio, cujo nariz cresce quando ele conta uma mentira, emanando, deste modo, significado que expressa engano ou mentiras na imagem relacionada. Deste modo, vislumbra-se pelas postagens publicadas, clara vinculação do pretenso candidato filiado ao partido ora representante a uma pecha ligada a mentira, no intuito de desqualificar o adversário, utilizando-se ainda de montagem e trucagens que são vedadas no ambiente eleitoral”, diz trecho da decisão. 

O magistrado avaliou que no presente caso, os fatos e circunstâncias apresentadas deixam claro o intuito do deputado federal de macular a imagem do adversário ao fixar um emoji que faz referência a um personagem considerado mentiroso com a intenção de manipular a opinião pública, causando um sentimento de rejeição em relação ao mesmo nas postagens. 

“Como é cediço, a veiculação de críticas é permitida no ambiente eleitoral, contudo, desde que estas não ultrapassem os limites do questionamento político e descambe para ofensas pessoais ou degradação e ridicularização do candidato, como ocorreu no presente caso”, diz trecho da decisão.

Fonte: Rufando o Bombo

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JUDICIÁRIO

Juiz marca julgamento de ex-deputado acusado de desviar combustível e carro da ALMT

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PECULATO

Redação | Rufando Bombo News

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou o julgamento do ex-deputado estadual Gilmar Fabris e do advogado Ocimar Carneiro de Campos para o próximo dia 26 de junho. Eles foram denunciados em 2019 por integrar um suposto esquema de desvio de combustível e carro na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ocimar, que advoga para si, respondeu a acusação alegando ausência de crime. A decisão é da última sexta-feira, 24.

“Desta feita, verifica-se que não há qualquer hipótese de rejeição tardia da denúncia ou absolvição sumária, mesmo porque as teses contidas nas respostas à acusação versam, em grande parte, sobre o mérito da demanda, que será devidamente aquilatado por ocasião da sentença. Portanto, rejeito as preliminares e, nos termos do art. 399 do Código de Processo Penal, designo o dia 25/06/2024, ÀS 17:30h, para a realização da audiência de instrução e julgamento”, decidiu.

Ocimar alegou a ausência do crime pois a denúncia não apresentou com detalhes os valores que foram, supostamente, subtraídos da AL.

Para sustentar a decisão, o juiz explicou que não é possível calcular o dano desviados dos cofres públicos por muitas vezes não gerar prejuízo quantificável.

“Ao passo que a devolução das quantias indevidamente havidas ou usufruídas tampouco geraria a extinção da punibilidade do agente, uma vez que tal benesse legal só é possível na hipótese de peculato culposo (art. 312, § 3° do Código Penal), que não é o caso dos autos”, sustentou.

De acordo com a denúncia do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), os desvios de combustíveis foram praticados entre 17 de novembro de 2016 e 8 de março de 2018. O documento cita que o ex-deputado teria desviado e cedido um cartão funcional de abastecimento da ALMT para beneficiar o advogado.

Após o relatório, o Ministério Público do Estado (MPMT) denunciou Gilmar Fabris e Ocimar pelo crime de peculato em maio de 2019.

Fonte: Estadão Mato Grosso

Fonte: Rufando o Bombo

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JUDICIÁRIO

Moraes manda PF ouvir delegado Rivaldo Barbosa após pedido em bilhete

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CASO MARIELLE FRANCO

Redação | Rufando Bombo News

g1 | O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (27) que o delegado Rivaldo Barbosa seja ouvido pela Polícia Federal nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco. Rivaldo é apontado pela PF como mentor intelectual do crime.

A decisão ocorre após Rivaldo, da cadeia, escrever um bilhete em uma notificação que recebeu do STF assinada por Moares à qual o g1 teve acesso. À mão, o delegado pediu para ser ouvido.

“Ao excelentíssimo ministro, por misericórdia, solicito que Vossa Excelência faça os investigadores me ouvirem, pelo amor de Deus”, escreveu.

Moraes determinou que Rivaldo preste depoimento em até cinco dias, com direito assegurado ao silêncio e à “garantia de não autoincriminação”. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo.

Rivaldo Barbosa, que foi denunciado pela Procuradoria Geral da República juntamente com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazãoestá preso desde o dia 24 de março.

Antes de ser denunciado à PGR, Rivaldo pediu para prestar depoimento a Alexandre de Moraes. Ele estaria sedento para falar, de acordo com advogados.

Segundo as investigações da Polícia Federal, Rivaldo trabalhou para obstruir as investigações da Polícia Civil do Rio, se aproveitando da função de Chefe de Polícia.

O crime teria sido “meticulosamente planejado” por Barbosa, que segundo a PF “foi o responsável por ter o controle do domínio final do fato, ao ter total ingerência sobre as mazelas inerentes à marcha da execução, sobretudo, com a imposição de condições e exigências”.

Fonte: Rufando o Bombo

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JUDICIÁRIO

Familiares citam ‘dilapidação’ e pedem sequestro de bens de autora de homicídios

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GARANTIA DE INDENIZAÇÃO

Redação | Rufando Bombo News

Familiares de uma das vítimas executadas a tiros no dia 21 de abril de 2024, em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte), pediram na Justiça o sequestro dos bens de Inês Gemilaki, do filho dela Bruno Gemilaki Dal Poz e do cunhado Edson Gonçalves Rodrigues, autores dos homicídios. Eles apontaram que os suspeitos estariam vendendo carros e imóveis, o que pode prejudicar a indenização de mais de R$ 1 milhão que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) entendeu ser devido às famílias.

R.S.S., A.S.S. e L.B. requereram o sequestro de bens argumentando que Inês, Bruno e Edson são alvos de uma ação penal do MP e que o órgão pediu o valor mínimo de reparação aos familiares de Pilson Pereira da Cruz no valor de R$ 1 milhão e aos familiares de Rui Luiz Bogo no valor de R$ 700 mil, além de R$ 150 mil à vítima E.A.L., que sobreviveu.

“Há informações de que os réus estão em processo de dilapidação de seus bens, mormente gado bovino, […] cuja baixa de mais de 150 cabeças já foi efetuada depois da prisão de ré Inês Gemilaki, cujos animais se encontram em seu nome e pretendem também vender uma área de terras localizadas na Estrada E/60, denominada Fazenda Inês, bem como veículos […], numa aparente tentativa de se furtarem à responsabilidade civil de reparar os danos causados”, apontou.

A defesa dos familiares requer o sequestro dos bens dos réus para assegurar eventuais indenizações determinadas judicialmente.

“A conduta dos acusados de dilapidar seus patrimônios após a denúncia, configura um claro indicativo da necessidade de sequestro de bens para assegurar que, em caso de condenação, haja patrimônio suficiente para a reparação das vítimas”, argumentou.

Eles apuraram que já está em negociação com um corretor de imóveis a venda da Fazenda Inês, de 595 ha, pelo valor de R$ 5 milhões. Destacou também que Inês e Bruno, assim como Edson, estão na eminência de vender vários veículos, como uma Ford Ranger, uma Toyota Hilux, entre outros, apontando que estes bens também devem ser bloqueados.

“A aplicação deste princípio ao caso em tela é crucial, uma vez que a dilapidação patrimonial pelos réus constitui um empecilho à efetividade da justiça, ao dificultar ou até mesmo impossibilitar a reparação dos danos sofridos pelas vítimas”.

O caso

Mãe, filho e cunhado invadiram a casa de “Polaco”, onde acontecia um almoço de aniversário. Inês Gemilaki atirou contra várias vítimas e conseguiu matar duas.

Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo morreram no local. Um padre foi ferido, passou por cirurgia e passa bem. A vítima principal com quem a família tinha desavenças, “Polaco”, não foi atingido. Ele teve lesões por conta dos estilhaços de vidro.

Inês e “Polaco” já tinham um desentendimento. À polícia, a cunhada disse que o homem havia reclamado com Inês quando ela alugava a casa dele, sobre as condições da piscina. Nisso a mulher descobriu que o homem estava vendo as imagens das câmeras de segurança e ela resolveu desligar as câmeras, já que tinha o costume de andar só de calcinha e sutiã. Ela temia que ele já tivesse a visto nua.

O homem então pediu a casa de volta e se iniciou uma briga judicial por cobrança de possíveis prejuízos. O dono da casa perdeu o processo, mas não teria gostado da situação e daí se iniciaram as brigas e ameaças.

A cunhada ainda disse que no sábado (20) Márcio havia ido à casa dela e de seu marido Edson, e disse para não irem mais à residência dele, pois na tarde daquele dia 6 homens teriam ido lá atrás de Inês, dizendo que queriam matá-la. Márcio conversou com estes suspeitos e nada aconteceu.

Investigações mostraram que Inês vinha recebendo cobranças e ameaças e no dia do crime ela teria recebido uma ligação, enquanto estava em uma festa na casa de seu cunhado Edson. Depois do telefonema ela teria mudado seu comportamento e pouco tempo depois chamou Bruno e Edson para ir comprar mais cerveja. Foi neste momento que foram à casa de “Polaco” e cometeram o crime.

Fonte: Gazeta Digital

Fonte: Rufando o Bombo

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