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Raios solares podem prejudicar as estrias; entenda como

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Quando o assunto são estrias, uma série de fatores podem contribuir para o surgimento ou piora da condição. Ganho ou perda brusca de peso, genética, gestação, alimentação e falta de hidratação, por exemplo, são alguns deles.

No entanto, o clima, como muitas pessoas costumam acreditar, não integra essa lista. Já o sol pode afetar negativamente as cicatrizes.

Diante das temperaturas do verão 2024, a dúvida se torna recorrente devido à alta incidência de raios solares e ao aumento da exposição ao sol.

“Durante o verão, o ideal é evitar expor ao sol as regiões afetadas. Em casos de estrias vermelhas e marrons, o cuidado deve ser redobrado, pois elas podem escurecer”, conta a dermopigmentadora e especialista em estrias Tabata Maffini.

Entenda como os raios solares podem prejudicar as estrias
Entenda como os raios solares podem prejudicar as estrias / Dmitry Epov/Getty Imagens

De acordo com a especialista, as estrias vermelhas são tecidos que acabaram de se romper e, com a exposição solar, pode ocorrer a elastose, ou seja, a degradação de fibras elásticas e do colágeno na região.

Enquanto isso, aquelas que levam a tonalidade marrom são hiperpigmentadas, por isso podem ficar ainda mais escuras quando expostas ao sol.

Raios solares bronzeiam as estrias?

A resposta é não! Tabata explica que, algumas mulheres acreditam que os raios solares podem bronzear as estrias, assim como acontece com o restante do corpo, mas a teoria não passa de um mito.

“Isso é impossível, pois as estrias não possuem melanócitos, ou seja, células responsáveis pela formação do pigmento. Sendo assim, não bronzeiam. O que acontece é que elas se tornam mais visíveis após a exposição ao sol”, garante.

Sendo assim, quando for se expor ao sol, o primeiro passo é manter a prevenção. Assim, “use muito protetor solar e hidrate muito bem a pele através da ingestão de água e do uso de cremes”, entrega a profissional.

“Além disso, tenha uma alimentação baseada e pratique atividade física”, acrescenta.

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Dublê de “007” se torna a 1ª mulher a testar carro de Fórmula 1 desde 2018

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A piloto britânica Jessica Hawkins se tornou a primeira mulher a testar um carro de Fórmula 1 desde 2018. Na última semana, ela participou de testes com o AMR21, da Aston Martin, em uma pista da Hungria. Hawkins é embaixadora da equipe e dividiu o carro com o brasileiro Felipe Drugovich, reserva do time.

A última mulher a testar um carro da principal categoria do automobilismo foi a colombiana Tatiana Calderón. Há cinco anos, ela conduziu um carro da Sauber durante filmagens no México e particippu de um teste privado na Itália.

Aos 26 anos, Jessica Hawkins é campeã britânica de kart e ex-piloto da W Series. Mesmo sem competir, ela não abandona as pistas e já atuou como dublê de piloto no filme “007 – Sem Tempo para Morrer”, de 2021.

De acordo com a Aston Martin, equipe de Hawkins, o teste é um “momento significativo” rumo à F1 Academy 2024. Na oportunidade, os times darão apoio às mulheres e vão escolher uma competidora, que terá pintura própria no carro. Das 15 pilotos, cinco vão correr com apoio distinto.

A última corrida da temporada 2023 da Fórmula 1 foi nesse domingo (24), no Japão, e teve o holandês Max Verstappen como vencedor. A categoria está em pausa de uma semana até a próxima prova, que será no Catar, no dia 8 de outubro. Na ocasião, Verstappen pode chegar ao tricampeonato mundial de pilotos.

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Endometriose: por que é importante tratar a doença o mais rápido possível?

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Doença mais comum do que muita gente imagina, a endometriose acomete uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda pouco difundida perto da necessidade de informação que ela requer, a enfermidade possui diagnóstico ainda difícil, mas exige tratamento rápido.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a endometriose afeta cerca de 176 milhões de mulheres no mundo, sendo mais de 7 milhões no Brasil. A doença ganha destaque este mês com o “Março Amarelo”, sendo protagonista de campanha nacional que visa a maior conscientização sobre a enfermidade.

A doença é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial, que reveste o útero, para fora do órgão reprodutor, atingindo regiões como ovários e tubas uterinas.

A endometriose, se não identificada e tratada, compromete a qualidade de vida da mulher e pode causar danos à saúde, como infertilidade. 

À CNN, Mariana Rosário, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, explica que a endometriose pode começar pequena, em apenas um órgão, como intestino, trompas, ovário ou no próprio útero (chamada de adenomiose).

“Sem tratamento, os focos podem aumentar de tamanho e em áreas atingidas”, diz Rosário.

Doença exige rápido diagnóstico

Segundo a profissional, as mulheres precisam, o mais rápido possível, se atentar para os sintomas da doença, já que quanto mais o tempo passa e a mulher não tem o tratamento correto para a doença, mais ela pode se multiplicar e afetar outros órgãos, de acordo com a ginecologista.

Dores menstruais e na hora de relações sexuais são os sintomas mais comuns da endometriose, podendo até mesmo passarem “despercebidos” pelas mulheres com a doença, por ainda serem consideradas “normais” pelo senso comum. Outros sintomas mais complexos podem ser marcados por alterações intestinais e urinárias na fase da menstruação.

Além de dores incapacitantes, a enfermidade pode trazer danos temporários ou permanentes a eles. “Uma endometriose no intestino pode bloqueá-lo, necessitando de cirurgia de remoção de parte do órgão. Nas trompas, bem como nos ovários, pode causar infertilidade. E há casos raros, bem mais graves, que atingem pulmões, cérebro e até coração, então, é preciso diagnosticar a doença cedo e iniciar o tratamento”, explica Mariana.

A maioria dos casos de endometriose, porém, está restrita à cavidade abdominal, diz Mariana.

A médica ainda alerta que o rápido diagnóstico é importante para a saúde mental da mulher e que a doença pode, muitas vezes, exigir um acompanhamento médico multidisciplinar, com a presença de um psiquiatra.

“A endometriose é uma doença que leva a mulher à depressão. Ninguém aguenta passar por dores todos os meses, se isolar do mundo, faltar ao trabalho, enfim, é uma doença incapacitante. Quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, menos grave ficará”, ressalta.

Infertilidade x endometriose

Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, mais de 30% dos casos levam à infertilidade.

Em entrevista à CNN, Natalia Pimentel, especialista em Reprodução Assistida, explica que as alterações pélvicas causadas pela endometriose podem impedir a fertilização do óvulo pelo espermatozoide.

“Em outro momento, dificulta a implantação do óvulo que foi fertilizado, podendo danificar o revestimento do útero, o que torna mais difícil a implantação de um embrião saudável”, diz.

Tratamento precisa ser rápido, mas seu acesso ainda é um problema

Segundo Mariana, ainda falta muita conscientização para diagnosticar a doença, já que a dor no período menstrual não deve ser considerada de um todo normal, em nenhuma idade.

“Apenas a informação levará as mulheres a quebrarem o paradigma de que o período menstrual é naturalmente marcado por cólicas e que algumas mulheres sofrem com isso a vida toda. Isso não é normal e deve ser investigado imediatamente. Muitas jovens, logo ao menstruarem, já apresentam a endometriose e a carregam por toda a vida fértil, tendo muitos prejuízos”, defende a profissional.

Além disso, o acesso das mulheres ao diagnóstico e ao tratamento ainda é um desafio.

Mariana Rosario comenta que a endometriose pode ser diagnosticada em exame clínico, após uma boa conversa com a paciente. Depois, exames de imagem e de marcadores específicos são solicitados, para saber o tamanho do foco da doença.

“Em casos graves, apenas a videolaparoscopia, consegue determinar a extensão da doença”, explica, falando sobre o exame próprio de imagem para identificar o foco da doença.

No entanto, grande parte da população não tem acesso a esses procedimentos.

“É importante saber onde estão os focos da doença, por isso é preciso também completá-lo com exames e o acesso a tudo isso ainda é um desafio.”

Mariana ainda complementa dizendo que a paciente com endometriose precisa ser tratada individualmente, porque essa doença nunca é igual, de uma mulher para a outra.

O tratamento é realizado de forma que a paciente evite, ao máximo, a cirurgia. A profissional aponta que atualmente existem drogas antiestrogênicas para combater o problema, que trazem excelente resultado para dor e lesão.

“Essa doença depende do hormônio estrógeno para se manifestar, então, os implantes hormonais bioidênticos antiestrogênicos são excelentes neste tratamento”, ressalta.

O tratamento médico multidisciplinar volta a aparecer para cuidar da alimentação e manutenção do corpo, que também pode ajudar na recuperação.

“A prática de atividade física regular, uma alimentação regrada e especializada, a meditação e o tratamento psicológico, sempre que possível, completam o pacote, porque não adianta tratarmos o corpo, se a alma está doente”, diz a especialista.

“Apenas o tratamento multidisciplinar surte efeitos na endometriose. Essa doença tem componente emocional envolvido e mulheres com tendência à depressão são naturalmente mais propensas a desenvolvê-la. Por isso, é necessário eliminar a inflamação crônica do organismo, por meio da redução do glúten e da lactose, adotar uma rotina fixa de atividades físicas e investir no apoio psicológico”, alerta.

Políticas públicas sobre a endometriose

Segundo a Agência Câmara, o projeto de Lei 1069/23 inclui a endometriose com manifestação incapacitante no rol de doenças que independem de carência para a concessão de auxílio-doença e até mesmo de aposentadoria por invalidez.

O texto do projeto determina que a mulher diagnosticada pela endometriose tenha tratamento integral pelo SUS (Sistema Único de Saúde), isso inclui: atendimento multidisciplinar, acesso a exames complementares, assistência farmacêutica e acesso a modalidades terapêuticas reconhecidas, como a  fisioterapia e atividade física.

O projeto está em andamento na casa e deve seguir para a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

 

 

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Em alerta por ameaças e retrocessos, feministas argentinas marcham contra políticas de Milei

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Milhares de mulheres se manifestam nesta sexta-feira (8) na Argentina pelo Dia Internacional da Mulher e em repúdio a políticas do atual governo argentino. Este é o primeiro 8 de março sob a Presidência de Javier Milei, que assumiu o cargo com um discurso marcadamente anti-feminista.

Uma das primeiras medidas do governo foi eliminar o ministério das Mulheres, Gênero e Diversidade, que virou uma subsecretaria.

Quando questionado sobre o assunto nesta semana, em uma de suas entrevistas coletivas diárias para a imprensa, o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, afirmou que “o ministério da Mulher deixou de existir e pelo menos durante este governo não vai existir jamais”.

Dias antes do Dia Internacional da Mulher, Milei, em discurso para jovens estudantes no colégio do qual foi aluno, afirmou que para ele “o aborto é um assassinato” e falou em “assassinos dos lenços verdes”, em relação às mulheres que carregam um lenço que simbolizou a campanha pela legalização do aborto no país, aprovada em 2020.

A Argentina tem um dos movimentos feministas mais fortes da América Latina e é referência não somente para a região, mas para o mundo.

Milhares de mulheres foram às ruas, em 2015, no movimento que ficou conhecido como Ni Una Menos (Nem uma a menos), contra a violência de gênero, após o estupro coletivo e assassinato de uma jovem, e depois nas discussões legislativas pela legalização do aborto, em 2018 e 2020.

Lucía Cavallero, uma das mobilizadoras do movimento Ni Una Menos, conta que milhares de pessoas voltam à Praça do Congresso nos primeiros meses de um governo que “promoveu ataques sistemáticos que impactam diretamente as mulheres” não só por políticas de gênero, mas também econômicas.

“Neste 8 de março o eixo está na crise alimentar e de moradia. Tivemos um retrocesso tão grande, que estamos discutindo a fome”, pontua.

“O ataque mais sistemático tem a ver com o ajuste econômico, que impacta em cheio as mulheres. Não estão entregando alimentos a refeitórios comunitários que atendem principalmente mulheres, cancelaram um programa Potenciar Trabalho [de trabalho em cooperativas], do qual a maioria das beneficiárias são mulheres”, adicionou.

Mulheres se manifestam pelo Dia das Mulheres e contra políticas do governo de Javier Milei na Argentina
Mulheres se manifestam pelo Dia das Mulheres e contra políticas do governo de Javier Milei na Argentina / Reuters

Ela também ressalta medidas do atual governo, como o fim de inscrições para o programa “Acompanhar”, que auxilia economicamente mulheres vítimas de violência de gênero de alto risco, para que não tenham que morar com seus agressores, e a proibição da linguagem inclusiva e da perspectiva de gênero em toda a administração pública.

Líderes feministas citam iniciativas como a da Lei Ônibus, um megaprojeto de lei de Milei que acabou barrado pelo Congresso, que restringia a aplicação da Lei Micaela, sobre formação de agentes públicos em perspectiva de gênero.

Também apontam para o envio ao Congresso, por legisladores do partido governista A Liberdade Avança, de um projeto de lei para revogar a legalização do aborto, que por enquanto acabou não prosperando.

“Há provocação permanente deste governo e um discurso, a partir do Estado, de criminalização do movimento feminista, mas, para além da retórica, achamos que eles [governantes] são perfeitamente capazes de revogar o direito ao aborto ou de fazer qualquer tipo de manobra anticonstitucional”, alerta Cavallero.

A ex-chefe de gabinete do ministério das Mulheres, Gênero e Diversidade do governo do ex-presidente Alberto Fernández, Erica Laporte, denuncia que não houve nenhuma reunião de transição para que pudessem contar para a atual administração quais eram as políticas públicas que não poderiam ser freadas para a proteção de mulheres.

“Ao não ter essa transição institucional, que seria o pertinente para qualquer governo, houve muita angústia das trabalhadoras do ministério que colocaram em prática essas políticas públicas”, diz.

Ela também garante que a subsecretaria que agora assume as tarefas da pasta é uma “vitrine”, já que muitas políticas continuam ativas, mas, ao não haver um exercício de implementação, o que se mantém é o que a sociedade já tem incorporado, como as linhas de denúncias de violência.

Laporte destaca ainda a não renovação do programa público para a contratação de empregadas domésticas, trabalho realizado essencialmente por mulheres e que era levado a cabo pelo ministério das Mulheres com o Ministério do Trabalho “para que sejam registradas e tenham um trabalho digno”.

Outro alerta entre as manifestantes é a política da atual ministra da Segurança de Milei, Patricia Bullrich, que impede a obstrução de ruas, quando as concentrações de mulheres argentinas costumam ser multitudinárias.

Luta histórica e possível repressão

Algumas integrantes do movimento feminista dizem ter medo de uma possível repressão.

Entretanto, este não é o caso de Dolores Fenoy, uma das feministas argentinas consideradas “históricas”, que lembra da primeira marcha do 8 de março após o retorno da democracia no país, em 1984.

“Naquele momento, nós, feministas, reivindicávamos o direito à maternidade desejada e algumas carregavam cartazes de ‘Eu Abortei’. Eramos muito poucas”, recorda.

“Precisou de 16 anos para conseguirmos a legalização do aborto, conseguimos crescer, fazer alianças estratégicas com diversos setores, ganhamos uma batalha cultural com a questão do aborto no país”, conclui.

Sobre a marcha com o novo protocolo do governo, ela diz não ter medo.

“Sabemos que a massividade é nossa maior autodefesa. Tomamos os cuidados para que não nos aconteça nada, com o autocuidado entre todas”, conta, destacando, no entanto, que há alerta sobre possíveis episódios de repressão.

Nesta sexta, o porta-voz presidencial afirmou que o governo Milei é o que mais tem participação de mulheres em seu gabinete em comparação com governos kirchneristas. O índice é de 45% de representação, contra 20% da gestão de Néstor Kirchner e 25% da ex-presidente Cristina Kirchner.

Paralelamente, ele anunciou, no entanto, que o Salão de Mulheres, da Casa Rosada passará a se chamar Salão dos Próceres [Fundadores da Pátria].

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