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Unidade de bovinos da JBS receberá R$ 150 mi e se tornará a maior da América Latina

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A unidade de bovinos da JBS em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, terá sua capacidade de processamento e força de trabalho duplicada, anunciou a companhia nesta sexta-feira (12).

Assim, a unidade será a maior planta de carne bovina de toda a América Latina.

A Companhia afirma que vai investir R$ 150 milhões para permitir que, em um ano, o volume processado diariamente na fábrica passe de 2,2 mil para 4,4 mil animais, enquanto a quantidade de colaboradores vai saltar de 2,3 mil para 4,6 mil.

A JBS realizou o anúncio em evento que marcou o primeiro embarque de carne bovina dessa fábrica para a China. A unidade Campo Grande II da JBS foi uma das 38 habilitadas pelo governo chinês, em 12 de março passado.

Antes dessa recente lista de habilitações, divulgada pelo governo chinês em 12 de março, o Brasil contava com 106 plantas habilitadas para exportar ao país asiático. Agora são 144.

A unidade Campo Grande II, uma das habilitadas em março, foi construída em 2007 e adquirida pela JBS em 2010. A planta produz 440 toneladas de carne e 136 toneladas de hambúrgueres (ou 2,4 milhões de unidades) diariamente.

Além da China, a fábrica pode exportar para Estados Unidos, Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argentina, União Europeia e Chile, entre outros.

“Operamos em muitos países ao redor do mundo e nenhum deles é hoje tão atrativo quanto o Brasil para se investir no agronegócio”, disse Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.

Estiveram presentes no evento o presidente Lula, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

*Publicado por Danilo Moliterno.

CNN Brasil

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Agro do RS estima perdas de R$ 3 bi e uma década para recuperar produções inundadas

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O agronegócio gaúcho pode ter perdido cerca de R$ 3 bilhões em decorrência das enchentes que assolam o estado, e deve levar ao menos uma década para a normalização do cenário, segundo estimativas da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgadas nesta segunda-feira (27).

A Farsul realizou um levantamento com apoio do projeto S.O.S Agro RS, que representa 2.025 produtores do estado.

De acordo com o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, o cálculo é baseado na área de produção inundada.

Da Luz reforça que a estimativa ainda é preliminar, pois não considera as potenciais perdas em áreas não inundadas — que não estão sendo colhidas — e da produção que já foi colhida.

Segundo o levantamento, 347 produtores informaram prejuízos, totalizando pouco mais de R$ 467,6 milhões — média de R$ 1,4 milhão por ocorrência.

Ao todo, 550 agricultores responderam o levantamento. Muitos ainda não foram entrevistados, pois não tem acesso à produção para fazer as estimativas.

Dentre os respondentes, cerca de 73% são pequenos produtores. Desses, 63,4% integram o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), enquanto os demais são agricultores familiares.

Em coletiva de imprensa para divulgar os resultados, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, comentou que o agronegócio já chegou fragilizado nessa safra por conta de secas que afetaram o último ciclo de produção.

“Dentro de uma situação de calamidade, o Rio Grande do Sul precisa de uma situação de solução excepcional por parte do ente federal”, cobrou Pereira.

O presidente da Farsul diz que há grande expectativa com a vinda da operação itinerante do Ministério da Agricultura no estado.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve ir ao estado nesta terça-feira (28). Pereira espera que sejam anunciadas medidas para minimizar os impactos no agro.

Dentre as demandas da Farsul está uma nova linha de crédito para que os produtores possam sanar suas dívidas que vencem este ano. A proposta da entidade é uma linha de crédito com prazo de 15 anos, dois anos de carência e amortização de 3%.

O levantamento do S.O.S Agro RS aponta que 96,5% dos produtores vão precisar de crédito para garantir a normalização dos trabalhos.

Retomada

O cenário no curto prazo também aponta dificuldades. Segundo o levantamento, 60,4% dos produtores estão preocupados com a sobrevivência dos seus negócios nos próximos dois meses, enquanto outros 19% reconhecem que vão ter uma redução no desempenho.

De acordo com Graziele de Camargo, produtora e liderança do S.O.S Agro RS, os produtores vão precisar de, no mínimo, 10 anos para se recuperar completamente das perdas.

Na conta, ela coloca as perdas de colheita, maquinário, infraestrutura e o solo que foi danificado.

“As demandas são para termos um fôlego a mais para poder se restabelecer”, disse Camargo.

Linha de crédito para pequenos produtores

O governo federal abriu uma linha de crédito especial de R$ 600 milhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Voltada a famílias agricultoras, a medida permite que o pagamento seja realizado em até 120 meses, com desconto de 30% e três anos de carência.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, estima que cerca de 140 mil produtores foram duramente afetados pelas chuvas no estado.

Importação de arroz

Nesta segunda-feira (27), o governo ampliou o montante destinado à compra de arroz no exterior para R$ 7,2 bilhões. A medida visa garantir o abastecimento do alimento, tendo em vista que o RS é responsável por 70% da produção nacional.

Na coletiva, a Farsul voltou a criticar a medida. Anteriormente, Gedeão Pereira já havia chamado a ação de “desnecessária” à CNN.

A avaliação dele é que seria possível atender a demanda sem uma MP de importação, uma vez que maior parte da colheita do estado está preservada e o fato de que os demais 30% da produção nacional estão majoritariamente em regiões não atingidas pelo desastre climático.

Nesta segunda, Pereira disse que o governo teria passado por cima da Federação ao liberar a compra. Sua crítica foi endossada pelo economista Antônio da Luz, que avalia uma má distribuição de recursos.

O novo valor liberado pelo governo, de R$ 6,7 bilhões, seria mais do que o dobro necessário para cobrir o prejuízo do agro gaúcho, apontou da Luz.

Pereira diz que a medida vai afetar a participação do agro nacional na próxima safra e dificultar a recuperação dos produtores gaúchos.

CNN Brasil

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Recuperações judiciais saltam no agronegócio em 2023, aponta Serasa Experian

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A demanda por recuperações judiciais entre empresas ligadas ao agronegócio saltou em 2023, segundo levantamento do Serasa Experian.

Ao todo, foram realizados 321 pedidos por empresas de produtos e serviços relacionados ao agro. Os produtores em si fazem parte de um espectro separado.

O resultado representa um salto de 82,4% em comparação com as 176 recuperações judiciais solicitadas em 2022.

O setor representou 22,8% de todos os pedidos de recuperação judicial de 2023.

As empresas observadas incluem revendedores e indústrias de insumos, agroindústrias e comércios atacadistas de produtos agropecuários, serviços de apoio à agropecuária, bem como indústrias e revendedores de máquinas agrícolas.

Entre os fatores apontados como agravantes para essas empresas, estão as “complexas consequências das alterações das mudanças climáticas”, afirma a analista de recuperações judiciais da KPMG, Osana Mendonça.

Luís Guerrero, professor do Ibmec e especialista em recuperações judiciais, reforça a ideia ao notar que os eventos extremos têm afetado a safra brasileira, e a “quebra de safra é quebra de renda, e invariavelmente descumprimento contratual”.

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de 2024 deve ser 3,8% menor que a de 2023 por conta das mudanças climáticas.

O cenário, contudo, não é de crise generalizada no setor.

Nota-se que o setor segue operando normalmente e contribuindo fortemente com a economia brasileira como um todo, como reforça o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, que aponta para a gestão das empresas como foco de atenção.

“É fundamental que os produtores e empresas ligadas ao agro organizem suas finanças e, se preciso, busquem pela renegociação de dívidas, pois a recuperação judicial deve ser utilizada apenas como último recurso”, indica Pimenta.

Guerrero reforça o pensamento. “Há um certo tratamento da recuperação judicial como panaceia, solução de todos os males no setor, o que é irreal.”

Um levantamento feito com a ferramenta Agro Score PJ, da Serasa Experian, aponta que o uso de modelos preditivos pode antecipar e evitar riscos, permitindo que credores tomem decisões mais precisas que impeçam as empresas de chegar em momentos drásticos.

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Economia de SP acelera 2,3% em março e encerra 1º tri em expansão, aponta Seade

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A economia do estado de São Paulo cresceu 2,3% em março ante fevereiro, de acordo com a Fundação SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados). Na margem anual, a alta foi de 0,7%.

O resultado foi impulsionado principalmente pela agropecuária. O setor cresceu 1,1% no período, enquanto indústria e serviços cresceram 0,8% e 0,4%, respectivamente.

No mês passado, a atividade econômica do estado havia desacelerado 1,6% na margem mensal.

Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista encerrou o 1º trimestre com expansão de 1,9%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com a SEADE, a alta nos três primeiros meses do ano foi puxada principalmente pelo agro e pelo setor de serviços, que cresceram respectivamente 4,4% e 1,7% no período. Já a indústria paulista subiu 0,9%.

Em comunicado, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) celebrou o resultado, que segundo ele reforça a convicção da administração de que suas medidas estão levando a economia do estado para o caminho desejado.

“Em março, o PIB cresceu em todos os setores, assim como o número de postos de trabalho com carteira assinada, que registrou um saldo positivo de 77 mil vagas”, afirmou Tarcísio.

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