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Chegue cedo

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Francisney Liberato

Somos vitrines, expostos à avaliação do nosso público. Ser organizado com o horário lhe trará, além de boa impressão, um bom exemplo a quem te segue.

Quando você é convidado para ministrar uma palestra, é de suma importância prezar por chegar com antecedência no lugar reservado para o evento.

Por que é preciso chegar cedo? O palestrante jamais deverá chegar depois dos seus ouvintes, isso demonstrará descompromisso e falta de educação com os presentes. É o mesmo de você convidar alguém para ir à sua casa e chegar depois do convidado. Você é o anfitrião, portanto precisa estar presente para receber os seus convidados ouvintes. As pessoas vão ao evento com o intuito de absorver o máximo das falas dos palestrantes.

A necessidade de chegar cedo no ambiente da palestra serve, também, para você testar o microfone, o computador que será utilizado, o passador de slides, o som que reproduzirá os vídeos. Analisar o espaço por completo, observar a acústica do salão, verificar a disposição das cadeiras, analisar os acessórios que serão utilizados na palestra, se porventura houver, como, por exemplo, flip chart, pincel e afins. Perceba que são cuidados indispensáveis para qualquer orador organizado.

Além disso, chegando cedo, você pode até “quebrar o gelo” conversando com os participantes do evento. Isso vai transparecer uma imagem positiva e humanizada de você, enquanto palestrante.

Quanto tempo devo chegar antes do início da minha palestra? Sugiro que você chegue pelo menos 30 minutos antes da sua palestra. Caso o evento seja uma sucessão de palestras e antes de você falar não haja intervalo, é indispensável chegar no horário sugerido pelos organizadores. Para não ter nenhuma dúvida, chegue antes de o evento começar.

E se eu não conseguir chegar cedo? Conforme já mencionado, chegar atrasado demonstra para os participantes que você é uma pessoa desorganizada. Você até pode ser um palestrante renomado, contudo, é provável que esse evento gere efeitos negativos, visto que ninguém gosta de esperar.

Não chegar cedo vai lhe trazer muita ansiedade e aflição, além de lhe colocar na zona de risco de algum imprevisto atrapalhar a sua apresentação, seja, por exemplo, com o som cheio de ruídos, dentre outros imprevistos que poderão ocorrer.

O orador passa uma imagem para o seu público. Saiba que você passa uma imagem para seus ouvintes, e que tipo de imagem você deixará registrado? De um palestrante organizado ou um palestrante desorganizado e descomprometido? A escolha é sua. Saiba que somos avaliados em todos os aspectos, a começar pela pontualidade.

Chegue cedo!

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor. Palestrante. Professor. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Membro da Academia Mundial de Letras. Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida”, “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado”, “Liderança”, “Ansiedade”, “Mude sua vida em 50 dias Premium”, “Inteligência Emocional”, “Manual do Concurseiro”, “Sabedoria”, “Discípulos”, “Educação Financeira”, “Recordar é Viver” e “Manual de Oratória”. www.francisney.com.br

Fonte: Rufando o Bombo

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Melancia

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Roberta D’Albuquerque

Digamos que você tenha acordado num domingo qualquer, comido um cogumelo e decidido ir ao cinema no Shopping Iguatemi. Calma, eu sei que você não é desses. Quem vai ao cinema no Shopping Iguatemi? Mas a gente tá brincando aqui, não vai te passar nada que você não dê conta.Vem comigo. Você acordou bem, contente, dormiu pedrinha em lençol de nuvem. Alguém te preparou café, pão torrado e um ovinho mexido, o ovo naquele ponto de “minha nossa senhora, como a vida é boa”. Diante dessa delícia, você saca a ideia do cinema, “queria te levar no cinema” e o alguém do café saca a do cogumelo, “quero. Será que valia a gente comer esse cogumelo antes do cinema?”. Comem lavando os pratos ainda.

Vocês iam no cinema de rua feito todo mundo. Mas aí que se atrapalham entre a porta, o elevador e o táxi e já no táxi se dão conta de que perderam o horário da sessão por uma hora e meia mais ou menos que “eita, esse ano tá voando”. A próxima sessão é a do Shopping Iguatemi. Pedem para o táxi entrar no estacionamento e seguir até o sétimo andar. O taxista obedece sem perguntar por que vocês não ficam na porta de entrada. E a partir daqui, acho que podemos seguir o exemplo do taxista. Pra que perguntar o porquê de tudo também, não é?

O elevador para no sexto, no quinto, no quarto, onde vocês deveriam ter descido, no terceiro e no segundo. A cada andar entra uma mulher acompanhada de um homem com um casaquinho sobre o ombro. Tá frio, mas por alguma razão, os homens do Shopping Iguatemi não vestem seus casaquinhos. No terceiro, vocês já são oito dentro do elevador. Aí entram uma mulher e um homem com casaquinho e um filho no ombro com seu próprio mini casaquinho no mini ombro. Você acha a cena um pouquinho perturbadora e deixa vazar um “não” meio mais alto e mais rouco do que o seu não normal quando a dona dos acasacadinhos pergunta um “cabe?”. Ninguém escuta porque toda a população do elevador diz que cabe por cima de você. Ai a mulher pergunta pro mini homem, “qual é a frutinha do próximo andar?” Você não entende nada, mas depois o alguém do café te explica que cada andar é representado por uma fruta. Parece que o sétimo é melancia. Vocês decoraram pra não perder o carro na hora de voltar. O mini homem sabe as frutinhas de cor, embora a mulher tenha feito questão de esclarecer que “comer, comer mesmo, ele só come banana”. O coro dos acasacadinhos e suas mulheres ri coreografado. 

Vocês conseguem se desvencilhar do elevador e andam cheios de pressa pelos corredores e escadas entre o segundo e o quarto andar. Vocês passam pelo terceiro andar sete vezes. Acham o cinema. O atendente é simpático de dar medo e cada dente dele equivalem a uns 3 seus. Vocês pagam o ingresso tentando evitar os dentes do atendente, mas ele é simpático, lembra? Sorri tanto quanto o povo do elevador. Vocês querem pipoca, Mentos e água. “Qual pipoca?”, o moço do balcão pergunta sem rir, você escuta, mas instala na cabeça uma outra pergunta, “será que esse não tem dentes?”.

Ele tinha, mas o Mentos tava em falta. Você fica repetindo que sim com a cabeça, sem entender o que o cara tá perguntando e acaba levando um adicional de azeite trufado por R$27 para uma pipoca doce de chocolate. Vocês entram na sala. A pipoca é ótima, o filme também, mas na hora de voltar, vocês percebem que alguém roubou o carro.

Roberta D’Albuquerque é psicanalista, atende em seu consultório em São Paulo e escreve semanalmente no Gazeta Digital e em outros 17 jornais e revistas do Brasil, EUA e Canadá. E-mail: contato@robertadalbuquerque.com.br

Fonte: Rufando o Bombo

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SXSW: debate sobre ética na IA generativa e avanços da robótica entre pontos altos do evento

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ANTÔNIO PAES JR.

Antônio Paes Jr.

Aqui em Austin, no Texas, temos a oportunidade de entrar em contato com ideias visionárias, propostas enriquecedoras e momentos inspiracionais. Com várias palestras acontecendo ao mesmo tempo, cada um de nós monta seu próprio recorte do que conseguiu absorver no South by Southwest (SXSW), evento já consagrado que reúne criativos, inovadores e contadores de histórias das indústrias globais de tecnologia, cinema e música.

Aqui estão alguns dos temas me chamaram mais atenção:

1) Augmented Human IA:

Fiquei intrigado com a palestra “AI and Humanity’s Co-evolution”, do Head do ChatGPTPeter Dengd, que mostrou como a inteligência artificial pode promover um processo educativo das pessoas, inclusive auxiliando a detectar fraudes. Ele abordou a tendência emergente das IAs para o “Augmented Human”, um modelo de design centrado no ser humano, em que a inteligência artificial e as pessoas colaboram para aprimorar o desempenho cognitivo, a tomada de decisões e criar novas experiências.

Essa abordagem, segundo os palestrantes, tem o potencial de melhorar significativamente o desempenho das pessoas. Deng reforça a ideia de que as IAs generativas podem ser parceiras na evolução da espécie humana.

2) Ética na IA generativa

Peter Deng ainda proporcionou uma oportunidade incrível para discutirmos, como desenvolvedores e entusiastas da tecnologia, qual a nossa responsabilidade pelos impactos sociais da IA Generativa.

O head do Chat GPT revelou ter genuína preocupação com as ramificações éticas e sociais de suas criações. Ele mencionou também que a inteligência artificial não tem um único propósito definido e utilizou uma analogia interessante. Esta ferramenta pode escrever um livro, mas é o ser humano que decide o tema e a relevância do conteúdo, mantendo assim um papel essencial e insubstituível na equação.

Achei interessante a reflexão de como garantir que teremos nosso espaço no mercado de trabalho nos próximos anos. Foi citada a importância da curiosidade contínua e da busca pelo aprendizado constante, características naturais do ser humano, para nos mantermos relevantes no mercado de trabalho. É fato que vamos ter que nos adaptar às transformações em curso.

3) Status da computação quântica

A computação quântica, na minha opinião, foi um dos temas mais importantes do evento. Embora os computadores quânticos se mostrem promissores para resolver problemas de física e química quântica, a aceleração na resolução de problemas, tão esperada na interseção com a inteligência artificial e o machine learning, ainda não se materializou. Essa revelação foi, sem dúvida, o ponto alto do meu dia.

4) Avanços no campo da robótica

O exército americano mostrou uma variedade de aplicações de robótica com protótipos de exoesqueletos, cada um apresentando suas funcionalidades, reforçaram minha impressão da notável versatilidade dessa tecnologia. Além disso, a exposição também demonstrou o uso de robôs e drones dedicados à desativação de explosivos. O estande ofereceu um vislumbre das inovações em andamento no campo da robótica.

Em suma, minha participação na South by Southwest esta semana foi uma experiência enriquecedora que me permitiu mergulhar nas tendências tecnológicas mais recentes e absorver uma riqueza de insights valiosos. Cada momento ofereceu uma visão única sobre o futuro da tecnologia e seu impacto em nossas vidas. Fica claro para mim que estamos no limiar de uma era emocionante e desafiadora, em que a colaboração entre humanos e tecnologia moldará profundamente nosso mundo.

Antônio Paes Jr, ex-NASA e professor universitário, é Chief Growth Officer for North America da Zallpy, empresa especializada no desenvolvimento de soluções digitais personalizadas para empresas de grande porte.

Fonte: Rufando o Bombo

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Saúde da mulher e mortalidade materna

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Dra. Giovana Fortunato

A mortalidade materna é um importante indicador da qualidade de saúde ofertada para as pessoas e é fortemente influenciada pelas condições socioeconômicas da população. Em média, 40% a 50% das causas podem ser consideradas evitáveis.

O atraso no reconhecimento de condições modificáveis, na chegada ao serviço de saúde e no tratamento adequado, está entre as principais causas das altas taxas de mortalidade materna ainda presentes na maior parte dos estados brasileiros.

Trazemos este tema por ocasião do Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, lembrado em 28 de maio.

O principal objetivo da atenção pré-natal e puerperal é garantir o bem-estar materno e fetal. Para isso, as equipes de saúde da Atenção Primária devem acolher a mulher desde o início da gravidez (o mais precocemente possível, no início ou até antes da gestação); reconhecer, acompanhar e tratar as principais causas de morbimortalidade materna e fetal; e estar disponíveis quando ocorrerem intercorrências durante a gestação e puerpério.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), embora tenha registrado avanços, os indicadores ainda estão relativamente elevados no Brasil, onde a mortalidade na infância está concentrada no período neonatal, permanecendo o desafio de oferecer melhores serviços de saúde primária e especializada, pois a maior parte desses óbitos ocorre em função de eventos sensíveis à melhoria do sistema de saúde na assistência pré-natal e na atenção ao recém-nascido.

O cenário da mortalidade materna tomou uma dimensão ainda mais preocupante no período da pandemia COVID-19, quando se observou um aumento de 70 %. Dados de estudo realizado pela Fiocruz Amazônia mostraram que, no período de março de 2020 a maio de 2021, foram identificadas 3.291 mortes maternas no Brasil, resultando em um excesso de 1.353 mortes maternas além do esperado.

A região Norte, uma das mais vulneráveis do país, foi a única em que se observou excesso de mortes maternas na faixa etária de 37-49 anos, ao longo do período avaliado. Além disso, na região Sul foi observado aumento explosivo das mortes maternas, principalmente nas mulheres com faixa etária entre 37-49 anos, atingindo o valor de 375% na mortalidade materna excedente.

Por definição, a morte materna é o óbito de uma mulher durante a gestação ou em até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela.

Entretanto, a definição não abrange a tragédia que a condição representa. A morte materna, além dos fatores individuais, é a tradução e a manutenção de muitos problemas da nossa sociedade.

A partir de uma morte materna, além da perda individual, há um processo de desestruturação familiar que leva a outros desfechos insatisfatórios, principalmente para a prole da mulher morta.

O pré-natal é considerado um importante indicador de prognóstico de nascimento. O atendimento e acompanhamento de qualidade pode evitar agravamentos das condições de saúde, assim como promover saúde. Com a investigação e acompanhamento durante o período gestacional, é possível manejar precocemente possíveis intercorrências obstétricas e neonatais.

Serviços de saúde e gestantes/puérperas têm responsabilidade solidária na qualidade dos cuidados maternos. A rede de saúde deve facilitar o fluxo de acesso e encaminhamentos desde o atendimento ambulatorial básico ao atendimento hospitalar de alto risco.

Para tanto, devemos desenvolver ações educativas e preventivas, sem intervenções desnecessárias, como também detectar precocemente patologias e situações de risco gestacional e estabelecer vínculo entre o pré-natal e o local do parto. 28 de maio é Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

Dra. Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HUJM e especialista em endometriose e infertilidade no Instituto Eladium, em Cuiabá (MT).  

Fonte: Rufando o Bombo

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