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Articulação por CPI do arroz expõe insatisfação do agro com governo Lula

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Parlamentares ligados ao setor do agronegócio iniciaram uma articulação para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do cancelamento do leilão do arroz pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A medida expõe uma divisão dentro da própria bancada ruralista, considerada uma das mais influentes no Congresso Nacional e de extrema importância para o governo Lula. A apuração é da analista de política da CNN Julliana Lopes.

Crise no relacionamento com o agro

Após assumir a Presidência, Lula vinha tentando melhorar o relacionamento com o setor do agronegócio. No entanto, com as denúncias envolvendo o leilão do arroz, parte da bancada ruralista passou a recolher assinaturas para a instalação de uma CPI sobre o caso.

Parlamentares da oposição afirmam ser necessário investigar o que realmente aconteceu, alegando que o caso pode revelar outras questões relacionadas à corrupção dentro do governo, embora não haja indícios disso.

Até o momento, foram coletadas pouco mais de 90 das 171 assinaturas necessárias para a criação da CPI. A articulação mostra uma desconfiança persistente de parte do setor em relação ao governo, o que é visto como um revés para Lula.

Críticas ao ministro da Agricultura

A oposição critica o que classifica como falta de diálogo do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre a questão do leilão do arroz. Eles questionam a capacidade do ministro de permanecer no cargo, escolhido justamente para atuar na articulação com o setor.

A crise gerada pela suspensão do leilão representa um entrave para o governo, que tenta se aproximar do agronegócio, um setor crucial para a economia brasileira. O Congresso acompanhará de perto os desdobramentos em torno da possível CPI, que é vista como uma oportunidade pela oposição para fazer críticas pontuais ao governo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais

(Publicado por Raphael Bueno, da CNN Brasil)

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Anulação de leilão do arroz é “assunção de culpa” do governo, diz líder dos ruralistas no Congresso à CNN

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O líder da bancada do agro no Congresso, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), defendeu, em entrevista à CNN, a instalação da CPI do Arroz.

“Houve uma assunção de culpa (do governo)”, afirmou, na terça-feira (11), o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao WW (domingo a sexta, às 22h).

A CPI do Arroz tem sido defendida por deputados para investigar os leilões de arroz do governo federal abertos após as chuvas no Rio Grande do Sul.

O estado é o maior produtor nacional de arroz, e o governo federal decidiu subsidiar a importação do produto sob a justificativa de conter uma escalada nos preços.
[https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/fernando-nakagawa/economia/brasil-encerra-maio-com-o-arroz-branco-mais-caro-do-mundo-diz-fao/]

Nesta terça, após suspeitas de fraude, o governo anunciou a anulação do leilão realizado na semana passada e o cancelamento de um que estava previsto.

Na semana passada, a oposição acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) apontando “comportamento atípico” das empresas que participaram do leilão.

Apuração do analista da CNN Caio Junqueira apontou divergências sobre a sociedade na maior arrematante individual do leilão, a Wisley A. de Souza.

Com sede em uma loja de queijos em Macapá, a empresa teve seu capital social alterado uma semana dias antes do leilão: de R$ 80 mil para R$ 5 milhões.

Em meio à crise, houve saída no governo: o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, colocou seu cargo à disposição.

“As comprovações de hoje do governo demonstram com clareza a necessidade de uma CPI”, afirmou Lupion à CNN.

Para ser aberta, a CPI do Arroz precisa ter, no mínimo, 171 assinaturas. Até a noite desta terça, havia 112.

Segundo o governo, com apoio da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para garantir a lisura, serão feitos novos leilões.

“Isso é um equívoco”, afirmou Pedro Lupion, para quem a judicialização dos leilões vai ser “total”.

“Não há necessidade de importação de arroz”, declarou, afirmando que a safra de arroz já colhida em solo gaúcho garante que não haverá desabastecimento.

“Isso (leilão) desequilibra completamente uma cadeia produtiva enorme no Brasil”, acrescentou. “Ele não precisava acontecer e tinha coisa estranha por aí”, finalizou.

* Com informações de Daniel Rittner, da CNN, em Brasília

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Colheita da 2ª safra de milho atinge 10%, ritmo mais acelerado desde 2013, diz AgRural

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A colheita de milho da segunda safra na região centro-sul do Brasil alcançou 10% da área cultivada até a última quinta-feira (6), contra 4,7% uma semana antes e 2,2% no mesmo período do ano passado, disse a AgRural nesta segunda-feira (10).

Segundo a consultoria, a colheita é a mais acelerada para esta época do ano desde 2013, quando começaram os levantamentos semanais.

Os trabalhos têm sido favorecidos pelo plantio antecipado, pelo encurtamento do ciclo das plantas em algumas áreas e pelo tempo seco que predominou na semana passada, afirmou a AgRural.

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MP que mexe em PIS/Cofins é potencialmente inflacionária, diz economista à CNN

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A Medida Provisória (MP) 1227/24, da compensação à desoneração da folha de pagamento, apresentada pelo Ministério da Fazenda na semana passada, pode mexer com os preços no país à medida que atrapalha o desempenho das empresas, defende Alexandre Espírito Santo, economista da Way Investimentos.

“À medida que se mexe em algo já estabelecido, a medida afeta o resultado e o desempenho das empresas. Quando uma empresa hoje faz compra de um insumo para produzir um bem, ela tem um crédito de pouco mais de 9% de PIS/Cofins. Uma das medidas propostas limita para pouco menos de 4%”, disse em entrevista à CNN neste domingo (9).

“O resultado é que, muito provavelmente, teremos problemas também de preços. Essa medida é potencialmente inflacionária, porque teremos, pelos meus cálculos, alta nos preços dos combustíveis, como gasolina, óleo diesel”, diz.

O especialista explica que, nosso atual sistema tributário, prevê o que os tributaristas chamam de compensações cruzadas. “A empresa pode pegar esse valor de Pis/Cofins para compensar, por exemplo, Imposto de Renda, ou contribuição da previdência. “Empresas não terão mais esse expediente, do jeito que está na MP. Consequentemente, alguns setores serão mais prejudicados”, diz.

Entre os setores mais prejudicados, ele cita o agronegócio, que tem grande representatividade dentro do segmento exportador. “O setor exportador é muito importante para a economia. A gente tem que fazer uma balança comercial pujante, como vem acontecendo. E o agro tem grande peso no PIB. Só no primeiro trimestre, contribuiu com 11%”.

A insegurança gerada pelo atual cenário fiscal, destaca o economista, vem sendo visto no dólar e na bolsa. “O dólar vem se mostrando estressado nesses últimos dias, acima de R$ 5,30. A Bolsa de Valores brasileira é a pior do mundo este ano”.

Veja a entrevista completa aqui.

Ainda que possa surtir efeito positivo nos cofres públicos no curto prazo, o aumento da carga tributária de grandes empresas pode atrasar o crescimento econômido do país, sugere estudo “Tributação sobre Grandes Empresas – Distorções, armadilhas e a realidade”, coordenado pelo pesquisador Samuel Pessôa, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Segundo o texto, apesar de ser “fácil” taxar grandes empresas, o plano pode “agravar a tendência de discriminação dos custos tributários e de conformidade com base no tamanho das empresas”, como acontece em toda a América Latina.

“Há farta evidência, na literatura recente de desenvolvimento econômico, que esse tipo de discriminação reduz a produtividade das economias, comprometendo a capacidade de crescimento em médio e longo prazos”, diz o documento.

 

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