Cidades
Indígenas do povo Guató denunciam saúde precária e falta de água
Os povos indígenas das aldeias Guató, localizadas no Pantanal mato-grossense, denunciam falta de infraestrutura e de profissionais da saúde, como técnicos de enfermagem e agentes de saneamento nas comunidades, além das falhas no sistemas de abastecimento de água tratada, que não chega em muitas comunidades. Além disso, em regiões remotas, como as aldeias Aterradinho e São Benedito, em Barão de Melgaço, a falta de barcos a motor dificulta o atendimento de famílias ribeirinhas.
Suki Ozaki

As comunidades estabelecidas em terras demarcadas, como a TI Baía dos Guató, recebem atendimento por parte da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
“Nas Aldeias Aterradinho e São Benedito, por seu turno, bastante distantes entre si, há a necessidade de cada uma delas contar com Agente Indígena de Saúde, Agente Indígena de Saneamento e Técnico de Enfermagem, bem como de unidade de saúde e da implantação do sistema de abastecimento de água tratada. Cada uma das duas aldeias também precisa de um barco a motor para os profissionais de saúde se deslocarem até as famílias estabelecidas ao longo das margens dos rios Cuiabá e Perigara, e do Corixo do Bebe”, diz trecho da denúncia assinada por coordenadores do Conselho de Lideranças do Povo Guató no Guadakan/Pantanal.
Segundo as lideranças, o barco a motor e uma cota mensal de combustível, permite que pessoas com comorbidades sejam levadas pelo Rio Cuiabá, sobretudo nas cheias, até a estrada que chega a Poconé, onde também é necessário ter um espaço para o acolhimento aos pacientes. O problema também acontece do outro lado do rio, na aldeia São Lourenço, em Corumbá.
“Curiosamente, grandes barcos de turismo e embarcações das Forças Armadas conseguem navegar pela região. Em janeiro de 2025, uma de nossas lideranças encontrou uma equipe da Sesai subindo de barco pelo rio Paraguai. Na ocasião, inquiriu o coordenador do Polo de Corumbá sobre o atendimento à Aldeia Barra do São Lourenço e ele respondeu que seria preciso conversar sobre o assunto, pois o órgão não disporia de infraestrutura para atender as pessoas da aldeia”,
Conforme o documento, as comunidades do povo Guató estão estabelecidas em lugares distantes dos centros urbanos, onde o principal meio de transporte são as canoas de um pau só e embarcações a motor.
“No Pantanal profundo, a ausência eficaz e moralizadora do Estado Brasileiro aumenta a vulnerabilidade social e favorece a perpetuação de várias formas de violência contra nossas comunidades, inclusive para a transformação de terras indígenas não regularizadas em propriedades privadas e unidades de conservação”, pontua outro trecho.
No fim do documento, as lideranças Guató apelam às coordenações da Sesai, Funai e ao MPF para que sejam tomadas medidas urgentes, garantindo a inclusão das comunidades em ações de saúde, conforme previsto na legislação vigente.
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