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Insatisfação no PL de Várzea Grande: vereadores consideram deixar o Partido

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A atual conjuntura do Partido Liberal (PL) em Várzea Grande começa a gerar movimentações significativas nos bastidores políticos. Os vereadores Caio Cordeiro e Bruno Rios manifestaram descontentamento com a falta de espaço e reconhecimento dentro da gestão municipal, liderada pela prefeita Flávia Moretti. Diante desse cenário, ambos os parlamentares não descartam a possibilidade de deixar o partido ou buscar uma liberação para migrar para outra legenda.

A tensão interna se intensificou recentemente com a saída do então secretário Dito Lucas. O nome do vereador Bruno Rios chegou a ser cogitado para assumir a pasta, mas a prefeita Flávia Moretti optou pela nomeação de Andréa Carolina Mello, o que, segundo informações apuradas, acentuou a insatisfação.

Em relação à situação partidária, o vereador Caio Cordeiro já teria buscado diálogo com o presidente estadual do PL, Ananias Filho. Segundo fontes, Filho teria indicado que a questão deve ser discutida com o Diretório Municipal, concordando que os parlamentares merecem reconhecimento e uma base sólida para sua atuação legislativa, as que não liberaria os vereadores. No entanto, ele ressaltou a importância de uma conversa direta com a prefeita e o vice-prefeito do município.

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (21), para apresentar os resultados do primeiro semestre de 2025, o vice-prefeito e presidente do Diretório Municipal do PL, Tião da Zaeli, comentou o assunto. Ele declarou que “não recebi nenhum comunicado formal sobre o assunto. Contudo, gostaria de deixar claro que a legislação prevê a janela partidária. Portanto, caso haja interesse em migrar de partido, que o vereador se organize para fazê-lo dentro do prazo estipulado por lei. Ele foi eleito em conjunto conosco e colaboramos em um projeto em comum. Assim como a abertura da janela partidária, ele terá total liberdade para tomar suas decisões”.

A prefeita Flávia Moretti adotou uma postura mais firme ao abordar a questão. “Na gestão, ele é vereador, não é prefeito. Eu acho que é livre! (se referindo ao Bruno Rios) Ele tem a janela partidária. Eles escolheram o PL para se eleger, tá. Aquele PL servia para eles? Para eles se elegerem? E agora não é? Cadê deles a fidelidade partidária? A fidelidade para com o povo que elegeu eles. Porque aqui nós trabalhamos dentro da ideologia do partido”, afirmou a prefeita, questionando a lealdade dos vereadores ao partido e aos eleitores.

A “janela partidária”, período em que os políticos podem trocar de partido sem sofrer penalidades por infidelidade, é o principal mecanismo que pode viabilizar essa movimentação.



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