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Uma adolescente de 15 anos, integrante da orquestra da Igreja Assembleia de Deus (Templo Sede), no Centro de Cuiabá, teria sido vítima de assédio sexual praticado por um colega de banda. O caso, ocorrido em novembro de 2025, resultou na concessão de medidas protetivas de urgência pela Justiça, mas a família denuncia que as determinações judiciais estariam sendo descumpridas.

De acordo com boletim de ocorrência registrado pela avó da jovem, o suspeito passou a enviar mensagens insistentes, pressionando a adolescente para encontros no estacionamento da igreja e sugerindo que ela fugisse de casa. Ainda conforme o relato, ele teria tocado nos seios da menor e tentado beijá-la e abraçá-la contra a sua vontade.

Diante das circunstâncias, o magistrado responsável pelo plantão judicial deferiu medidas protetivas com base na Lei 14.344/2022, determinando a proibição de qualquer contato com a vítima e seus familiares, a suspensão de eventual porte ou posse de armas e a obrigatoriedade de manter distância mínima de 1.000 metros da adolescente. Também foi suspenso eventual direito de visitação.

Mesmo com as restrições impostas, a família afirma que o investigado continuou frequentando atividades religiosas e que um novo episódio registrado no último sábado (14) pode configurar descumprimento da decisão judicial. Segundo os familiares, a igreja teria apenas transferido o suspeito para outra congregação da mesma denominação, sem afastamento definitivo.

A mãe da adolescente relatou que a filha está emocionalmente abalada e faz uso de medicação. A família cobra providências mais rígidas e afirma estar indignada com a condução do caso.

O descumprimento de medida protetiva é crime e pode resultar na decretação de prisão preventiva. A adolescente foi encaminhada a programa oficial de proteção e atendimento especializado a vítimas de violência sexual.

O suspeito informou, por meio de defesa, que apresentará sua versão dos fatos às autoridades. Em nota, a instituição religiosa declarou que mantém compromisso com princípios éticos e que eventuais condutas inadequadas são tratadas com responsabilidade, respeitando as normas internas e as determinações legais.

O caso segue sob apuração das autoridades.





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