Política
Júlio chama União Brasil de “partido de papel” e prevê bancada reduzida em Mato Grosso
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) fez duras críticas à estrutura do próprio partido em Mato Grosso e afirmou que a legenda chega às eleições de 2026 enfraquecida e sem organização na maior parte dos municípios. Na avaliação do parlamentar, a responsabilidade pela situação recai sobre o ex-governador Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia, apontados por ele como responsáveis pela condução da sigla no Estado.
“Hoje o União Brasil não existe, é apenas um partido de papel”, disparou Júlio.
O deputado comparou o atual cenário com o período em que a legenda ainda era o Democratas. Segundo ele, em 2018, quando Mauro Mendes, Fábio Garcia, Eduardo Botelho e outros políticos migraram para o partido após deixarem o PSB, a sigla possuía estrutura organizada em cerca de 140 municípios. Atualmente, conforme Júlio, o União teria diretórios organizados em apenas 22 dos 142 municípios de Mato Grosso.
Para Júlio, a falta de organização partidária terá reflexos diretos durante a campanha eleitoral. Ele afirmou que o partido precisará recorrer à contratação de advogados particulares para atuar na fiscalização do processo eleitoral, além de buscar pessoas para exercer funções que, segundo ele, poderiam ser desempenhadas por uma estrutura partidária já consolidada nos municípios.
A avaliação pessimista também se estende à projeção eleitoral. Na disputa pela Assembleia Legislativa, Júlio acredita que o União Brasil deverá eleger apenas dois deputados estaduais.
“Aqui na Assembleia Legislativa, nós vamos fazer só dois deputados. Não tem como mentir, a nossa chapa é muito fraca”, afirmou.
Para a Câmara Federal, a previsão é de apenas uma cadeira. Júlio apontou Fábio Garcia e Nilson Leitão como os dois nomes mais competitivos da chapa, mas avaliou que apenas um deles deverá conseguir se eleger.
“Aquela chapa global só vai eleger talvez o Fábio Garcia ou o Nilson Leitão, que são os dois mais potenciais candidatos”, declarou.
Júlio também criticou a quantidade de candidatos lançados pela legenda. Enquanto outros partidos teriam formado chapas com cerca de 20 nomes ou mais, o União Brasil, segundo ele, fechou a composição com apenas dez candidatos, o que, em sua avaliação, reduz a competitividade do grupo.
O parlamentar ainda lamentou que o partido não tenha lançado candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e defendeu que o senador Jayme Campos, seu irmão, poderia ter sido o nome escolhido pela legenda. Para Júlio, uma candidatura de Jayme teria ampliado as chances eleitorais do União Brasil.
“Se o União Brasil tivesse lançado o Jayme Campos a governador, nós estaríamos no segundo turno, com chance de vitória e também eleger uma maior bancada”, afirmou.
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