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MPE diz que PMs adulteraram provas e sumiram com armas

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) apontou que os policiais militares investigados em um suposto esquema de extermínio de suspeitos teriam “sumido” com armas, alterado cenas de crimes e adulterado provas na investigação com o intuito de saírem impunes.

As vítimas foram mortas por disparos de arma de fogo e por meios empregados que lhes dificultaram a defesa e capacidade de resistência, inclusive, com disparos de curta distância, outra característica de tiro agrupado com o alvo estabilizado

 

As informações constam nas seis denúncias apresentadas nesta semana contra dezenas de policiais, todas derivadas da Operação Simulacrum, deflagrada pela Polícia Civil em 2022.

 

Os documentos citam seis ocorrências identificadas no conjunto da Força-Tarefa de promotores, sendo que a primeira se deu em 03 de outubro de 2017 e a segunda somente em 30 de outubro de 2019; as outras quatro aconteceram em 2020.

 

Segundo o MPE, o intervalo entre a primeira ocorrência e a segunda “decorreu do efeito preventivo espraiado pela postura zelosa e impessoal da então Corregedora-Geral da PMMT”, diz trecho. À época, quem ocupava o cargo era a coronel Ridalva Reis de Souza.

 

No despacho do Inquérito Policial Militar (IPM) de nº. 34.18, de 14 de fevereiro de 2018, Ridalva Reis apontou uma série de violações na conduta administrativa do major Wittenberg Souza Maia e do escrivão sub-tenente  Manoel Walmor Correa, bem como do Comandante do Batalhão Rotam, o tenente coronel Cleverson Leite de Almeida.

 

O inquérito se refere a um suposto confronto que ocorreu no dia 3 de outubro de 2017, na localidade conhecida como “Mangueiral”, na região do Rodoanel, entre as Rodovias Emanuel Pinheiro e Elder Cândia, em Cuiabá. Morreram na ocasião Mayson Ricardo de Moraes Dihl, Fabrício Soares Ferreira e Deberson Pereira de Oliveira.

 

Antes mesmo de o caso torna-se um inquérito policial ela já havia concluído que “não se tratava de “confronto”, mas sim de homicídios qualificados, falsidades ideológicas e fraudes processuais. Tal constatação a levou a representar pela prisão dos 12 (doze) policiais militares diretamente envolvidos nos fatos”, diz trecho do documento.

 

Investigação prejudicada

 

Entre as constatações da corregedora está a demora do comandante do Batalhão da Rotam, o tenente coronel Cleverson, em tomar providências, o que teria prejudicado, “severamente”, as investigações. A “apuração” teria tido início somente 35 depois do fato.

 

Outro ponto que teria causado “perplexidade” à corregedora-geral foi a designação do escrivão sub-tenente Manoel Walmor Corrêa. Ele figurava como indiciado em um inquérito que se assemelhava ao caso, além de trabalhar no mesmo batalhão que os acusados, estando abaixo na hierarquia de dois deles.

 

Foi identificado que havia 12 armas envolvidas na ocorrência, mas somente seis apreendidas nos autos chegaram à Politec. “Em nítida violação ao artigo 13, alínea “a” do Código de Processo Penal Militar, prejudicando as investigações”, diz trecho.

 

Foi impossível, segundo a corregedora, realizar o confronto balístico dessas armas, pois “foi solicitado apenas a eficiência balística e não foram encaminhados projéteis, inviabilizando o trabalho da Polícia Técnica”.

 

A corregedora disse ter observado incongruências e contradições nos interrogatórios acerca de pontos relevantes para o esclarecimento dos fatos.

 

“(…) O encarregado deixou de aprofundar as indagações acerca dos acontecimentos no teatro de ocorrência para esclarecer a sequência cronológica das ações dentro de um padrão sustentável da verdade real dos fatos (…)”, disse a corregedora.

 

Segundo Ridalva Reis, o comandante do batalhão da Rotam “não se ateve, em seu trabalho de investigação, de que a Autoridade Militar sequer foi ao local dos fatos, denotando fortes indícios de simulação para encobertar ações ilegítimas praticadas pelos seus comandados”.

 

Supostos confrontos

 

O laudo de local do crime atestou que a viatura da Polícia não foi atingida por disparos de arma de fogo como dito na versão apresentada, assim como não havia manchas de sangue dentro dele, demonstrando que os ocupantes não foram feridos dentro do carro.

 

“Os depoimentos dos policiais militares não estão em sincronia com as ações, dada as claras divergências em seus interrogatórios, restou incontroverso que as vítimas, em momento algum, efetuaram disparos de arma de fogo contra os policiais militares”, diz trecho.

 

Segundo a denúncia, as vítimas tinham sinais de torturas provocadas antes de serem mortas a tiros.

 

“Do lado de fora do veículo, foram identificadas manchas hematoides individualizadas, e numa delas, havia restos de alimentos compatíveis com vômito”, diz trecho.  Já no matagal no qual os militares disseram que uma das vítimas teria tentado fugir, não havia marcas de sangue e o local teria sido alterado antes da chegada da perícia.

 

Já o laudo necroscópico de Deberson Pereira de Oliveira atestou que ele recebeu um tiro encostado na região da cabeça.

 

“As vítimas foram mortas por disparos de arma de fogo e por meios empregados que lhes dificultaram a defesa e capacidade de resistência, inclusive, com disparos de curta distância, outra característica de tiro agrupado com o alvo estabilizado”.

 

Segundo o documento, “as vítimas já estavam mortas quando foram levadas ao Pronto Socorro da Capital”.

 

“Frisou-se, ainda, que a cópia do livro de cautela contém partes ilegíveis, dificultando a identificação da cautela das armas e sugerindo uma possível adulteração”.

 

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Fonte: Mídianews

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Júri condena empresário que matou esposa e queimou o corpo

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O empresário Abinadab Costa Morais foi condenado nesta semana a 20 anos e dois meses por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver em Colniza (1.042 km de Cuiabá).

 

O crime aconteceu no dia 23 de abril de 2022, por volta das 23h, na residência do casal. A vítima, Ângela Rocha Pereira, foi atingida por 14 golpes de faca após uma discussão.

 

Além da qualificadora do feminicídio, os jurados entenderam que o crime foi cometido com emprego de meio cruel.

 

Houve ainda a agravante do crime ter sido praticado na presença da filha do casal de apenas dois anos de idade.

De acordo com o promotor de Justiça substituto Bruno Barros Pereira, réu e vítima viviam em união estável. 

Consta na denúncia, que após o crime o réu colocou o corpo da vítima no interior do carro, levou até o lixão da cidade e ateou fogo a fim de ocultar as provas.

 

A cena do crime também foi alterada, porém, foram localizadas manchas de sangue no teto do quarto do casal.

 

Na época do crime, a Polícia afirmou que ele planejava fugir para os Estados Unidos. 

O réu está preso e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

 

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Fonte: Mídianews

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Seminário de Formação Técnica sobre Gestão da Saúde começa na segunda-feira (15)

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Começa na segunda-feira (15), o Seminário de Formação Técnica sobre Gestão da Saúde nos Municípios de Mato Grosso, evento realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT) e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems). 

 

O Seminário vai capacitar gestores e profissionais da saúde sobre gestão financeira e prestação de contas dos recursos públicos no segmento.

 

O seminário acontece na no auditório da Escola Superior de Contas (ESC) e segue até sexta-feira (19). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

 

Diante dos desafios enfrentados pelo setor, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, ressaltou a necessidade da capacitação contínua. “O TCE-MT vem orientando os gestores sobre boas práticas, para que possam investir os recursos de uma forma mais eficiente e garantir o atendimento à população.”

 

Ciente da importância da boa gestão da saúde nos municípios, o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do Tribunal, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, reforçou o convite junto aos servidores e gestores do segmento.

 

“Junto com a Associação dos Municípios, o TCE sabe das reais necessidades do bom gerenciamento da saúde nos municípios mato-grossenses. E por isso, convidamos os profissionais que trabalham com a saúde pública para participar conosco desse evento que trará temas importantes na gestão da Saúde.”

 

Para o presidente da AMM, Leonardo Bortolin, a gestão em saúde ainda é um desafio para os municípios, considerando a complexidade do setor e alta demanda pelos serviços.

 

“A legislação é bastante rigorosa e é necessário que os agentes públicos estejam preparados para atender as exigências e executar ações de forma planejada e eficiente. Durante o evento, os prefeitos e técnicos participantes terão a oportunidade de esclarecer dúvidas com especialistas para que possam fazer ajustes na gestão e implementar novas estratégias de atuação”, frisou.

 

Também são parceiros na realização do Seminário, o Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

 

Programação

 

Intitulada “Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos”, a palestra de abertura do evento será ministrada pelo secretário de Gabinete de Inovação e Transformação Digital do TCE-MT, Nilson Bezerra.

 

A programação ainda abordará temas como “Painel de Sistemas de Informação em Saúde: Ferramentas para Tomada de Decisão”, debatido pelo superintendente de Atenção à Saúde da SES, Diógenes Marcondes, e representante técnico do Cosems. Já a contadora Waldna Fraga Silva abordará as “Orientações Técnicas da AMM para Alcance do Índice Municipal de Qualidade da Saúde para o IPM/ICMA”.

 

Representando a ESP-MT, o professor Themistócles Alves falará sobre o “Processo Licitatório na Saúde (Entendimento Contábil Operacional)”. E para encerrar o evento, o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, tratará sobre “Orientações Contábeis sobre Saldo em Contas”.

 

O Seminário tem como público-alvo prefeitos, secretários municipais de saúde, diretores de saúde e de unidades de saúde, gestores de Sistemas do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores de unidades de saúde conveniadas ou com cooperação técnica com o Poder Público Municipal e consórcios intermunicipais de Saúde. 

A participação garante certificado de 40 horas. Clique aqui e confira a programação completa.

* Aviso de privacidade: Conforme o disposto no artigo 6º, VI, da LGPD, o TCE-MT informa que prestará apenas apoio institucional ao evento, não sendo o responsável pelo controle ou operação de dados.





Fonte: Mídianews

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Mais 16 municípios são capacitados pelo TCE-MT para utilização do Programa

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu nesta sexta-feira (12), a 19ª capacitação voltada para a utilização do Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), plataforma de monitoramento e avaliação das metas estabelecidas pelas prefeituras para os próximos 12 anos.

 

Ao todo, 40 servidores de 16 municípios mato-grossenses participaram da capacitação realizada na gestão do presidente Sérgio Ricardo.

 

Segundo o subsecretário da Secretaria de Planejamento (Seplan) do TCE-MT, Guilherme de Almeida, o treinamento expõe uma gama de conhecimento voltada à técnica de trabalhar o planejamento estratégico do município.

 

“Este é um programa de excelência adotado pelo Tribunal, que visa melhorar e medir os serviços prestados pelas prefeituras à população, em áreas como saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente. Ou seja, uma ferramenta fundamental para o aproveitamento e melhoramento da gestão.”

 

Almeida ainda destacou que a capacitação já atingiu praticamente todo o estado e o TCE-MT continuará realizando constantes atualizações do programa, no intuito de manter a qualidade do planejamento estratégico.

 

“Essa é a 19ª turma que já treinamos aqui no Tribunal, abrangendo mais de 100 municípios, o que significa que quase todo estado já foi contemplado. E já estamos nos preparando para a próxima edição, que deve ocorrer em agosto.”

 

A capacitação teve duração de dois dias e ocorreu nas salas 1 e 2, da Escola Superior de Contas (ESC).

 

O treinamento foi voltado para gestores e servidores das cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade, Canabrava do Norte, Juscimeira, Vila Rica, Nova Mutum, Nova Marilândia, Nortelândia, Reserva do Cabaçal, Rondonópolis,Terra Nova do Norte, Claudia, Nobres, Vera, Diamantino, Aripuanã e Dom Aquino.

 

Melhoria na gestão municipal

 

Participantes da capacitação avaliaram o GPE, como uma plataforma de extrema importância para a gestão municipal, refletindo diretamente na qualidade dos serviços prestados à população.

 

Uma das servidoras presentes na capacitação, a secretária de Administração de Vila Rica, Daiane Rickowski, conta que duas equipes da pasta já haviam participado de edições anteriores do treinamento, mas ela sentiu a necessidade de também se capacitar para melhor aproveitamento do GPE.

 

“Eu vi que realmente estava faltando a gente implantar o planejamento estratégico em Vila Rica. E o Tribunal de Contas nos deu essa oportunidade. Nós podemos alimentar o sistema com as informações referentes ao Município, ajudar o gestor atual e os próximos nas tomadas de decisões. O GPE nos serve como norteador. Parabéns ao TCE pela iniciativa.”

 

Servidor do setor de Controle Interno da Prefeitura de Nova Mutum, Giovani Firmino, diz que já conhecia o GPE, porém não tinha conhecimento para operá-lo. Salientou que a partir da capacitação poderá contribuir nas tomadas de decisões contribuindo assim, com o aprimoramento da gestão municipal.

 

“É importante salientar que a administração pública está deixando de ser burocrática, partindo para uma administração gerencial. E o Tribunal de Contas vem realizando um importante papel nessa questão, com a sugestão da implementação do planejamento estratégico. O GPE funcionará como a espinha dorsal da gestão, apontando para qual rumo o município deve seguir e sendo fundamental para o gestor nas tomadas de decisões.”

 

A coordenadora municipal Geral da Secretaria de Educação de Dom Aquino, Vanderlucya Ferreira de Carvalho, já havia participado de lives para tirar dúvidas sobre o GPE, o que alimentou o desejo de participar presencialmente da capacitação.

 

“É um momento muito válido, onde nós podemos tirar as dúvidas. Vi muitas situações em que pensei estar fazendo o correto dentro da ferramenta, mas estava cometendo equívocos. Lamento os demais servidores do município não estarem aqui, pois é uma oportunidade ímpar. Por outro lado, terei a honra de repassar todos os aprendizados a eles.”





Fonte: Mídianews

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