Política
Não podemos, no clamor, sair torrando dinheiro público
O governador Mauro Mendes (União) sinalizou que o Governo de Mato Grosso não vai usar recursos públicos para reconstruir o prédio do Shopping Popular, que ficou completamente destruído por um incêndio há uma semana.
Mendes afirmou que uma linha de crédito especial para os comerciantes do camelódromo está sendo criada pela agência de fomento Desenvolve MT, para auxiliar os trabalhadores a recuperarem seus estoques.
“Alguém alugava aquilo, ganhava dinheiro, alguém arrendou aquele estacionamento e estava ganhando dinheiro. Não pode o Poder Público ir lá agora e socorrer, no exercício da sua profissão, quem ganhava dinheiro”, afirmou nesta terça-feira (23).
“A Desenvolve MT está preparando uma linha de crédito. Agora não pode [o poder Público], no clamor de algo que é triste e lamentável, sair tomando decisões e torrando dinheiro público desnecessariamente”, completou.
O governador ainda citou que “informações preocupantes” começaram a chegar após a destruição do prédio, mas não detalhou quais seriam. Mas em seguida, cita a falta de sprinklers (dispositivos que jogam água e ajudam no combate ao incêndio) no local.
“O prédio, quem construiu e alugava, não tomou algumas providências que deveriam ser tomadas. Já existia a determinação de colocar sprinkler ali e não foi atendido. Precisamos tratar isso com um pouco mais de cautela”, disse.
O prédio era adminitrado pela Associação de Camelôs do Shopping Popular, cujo presidente é o ex-vereador Misael Galvão.
Concessão e construção
O prédio do Shopping Popular foi feito em por meio de uma concessão pública, quando Mendes era prefeito de Cuiabá (2013-2016). Ele lembrou que, apesar do terreno ser concessionado, a construção da edificação foi por meio de dinheiro privado.
“O Shopping Popular é uma concessão feita à época. Nós fizemos a concessão da área para a construção, feita com dinheiro privado, não foi dinheiro público, porque era uma atividade privada”, disse.
“[…] Mas todo mundo ali sabe que era uma atividade empresarial, que muita gente alugava mercantilmente aquele espaço pros trabalhadores”, disse.
A Polícia Civil e os bombeiros investigam as causas do incêndio.
Veja vídeo:
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