Polícia
PJC detalha como influenciadores alvos de operação enganavam seguidores; veja
As investigações que levaram à Operação 777, deflagrada na manhã desta quarta-feira (27), mostraram detalhes de como os cinco influenciadores, presos pelo suposto envolvimento no esquema de promoção de jogos de apostas online e rifas ilegais, enganavam os próprios seguidores, divulgando vídeos falsos em que ganhavam as apostas, levando os inscritos ao erro. Segundo a polícia, os suspeitos chegaram a faturar, apenas no primeiro semestre deste ano, o total de R$ 12,8 milhões.
Na investigação conduzida pela Delegacia Especializada do Consumidor de Cuiabá, os policiais civis encontraram indícios de que os investigados lançavam plataformas novas, quase diariamente, porque seus seguidores logo percebiam que não conseguiam ganhar dinheiro com as apostas nos sites divulgados. E quando os apostadores ganhavam valores maiores, não recebiam o prêmio, o que forçava os influenciadores a promoverem novos jogos para induzir os inscritos a erro – como mostra o vídeo abaixo, divulgado pela PJC:
Além disso, a Polícia Civil apontou indícios de que os investigados publicavam vídeos e imagens jogando versões demonstrativas fornecidas a eles pelos responsáveis das plataformas. Essas versões são programadas para que eles sempre ganhem as apostas, induzindo os seguidores ao erro com a simulação de ganhos de altos valores com apostas falsas.
As investigações identificaram, ainda, evidências de que as rifas promovidas pelos presos na operação desta quarta-feira, além de ilegais, também são fraudadas de diversas formas. Uma das maneiras mais comuns é o influenciador vender uma quantidade de números que cubra o valor investido no veículo ou bem de luxo sorteado. Daí, segundo a Polícia, ele ficava com a maioria dos números para que, se fosse sorteado, apresentasse um comparsa como o vencedor e ficava com o prêmio.
Os influenciadores presos foram: Larissa Mataveli, que possui mais de 7 mil seguidores; Victor Vinicius de Freitas, que tem mais de 38 mil seguidores; Nicolas Guilherme de Freitas, que tem 123 mil seguidores; Gabriel Ferreira Oliveira, que tem 91,5 mil seguidores, e Carlos Henrique Morgado. Os perfis foram desativados pela Polícia.
A polícia prendeu também Sandra Regina Ferreira, em Cuiabá e Cristiane de Freitas, em São Paulo. Elas são mães de três dos influenciadores e teriam participação no esquema, segundo a Polícia.
A decisão judicial do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá determinou, além das prisões e buscas contra os investigados, o bloqueio de valores dos influenciadores até o montante apontado na apuração policial.
Vídeos do cumprimento de mandados em São Paulo mostram carros de luxo sendo sendo apreendidos pelos policias – veja abaixo:
Suspensão de empresas
A decisão judicial da Operação 777 também determinou a suspensão da atividade econômica e da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de nove empresas ligadas aos investigados e também a pessoas naturais da China.
Além disso, foi deferido o bloqueio de sete redes sociais dos influenciadores nas plataformas do Instagram e Facebook. Eles também deverão cumprir medidas cautelares como a proibição de deixarem o país, apreensão dos passaportes e a proibição de realizarem qualquer divulgação relacionada a jogos de azar ilegais.
Denúncias
Os consumidores que se sentirem lesados pela prática ilegal podem registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia, procurar a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor na Rua Gen. Otávio Neves, nº 69, Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Denúncias também podem ser feitas, inclusive anônimas, pelo e-mail: decon@pjc.mt.gov.br, no telefone 197 da Polícia Civil ou pela Delegacia Virtual, clicando AQUI.
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