Mato Grosso
Plano de saúde deve custear home care a paciente com ELA
Resumo:
- Plano de saúde foi obrigado a custear tratamento domiciliar a paciente com ELA em estágio avançado, após negativa considerada abusiva.
- A decisão também garantiu reembolso integral das despesas em caso de recusa indevida de cobertura.
Um paciente com diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) obteve decisão favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso para garantir a cobertura de internação domiciliar (home care) por plano de saúde. Por unanimidade, a Segunda Câmara de Direito Privado negou recurso da operadora e manteve a obrigação de custeio do tratamento.
Conforme os autos, o paciente está em estágio avançado da doença neurodegenerativa, apresentando tetraparesia, insuficiência respiratória, disfagia e incapacidade total para atos da vida diária. Relatórios médicos apontaram que o atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar especializada é medida imprescindível para a manutenção da sobrevida.
A operadora sustentou, entre outros pontos, que não haveria previsão contratual e nem inclusão do procedimento no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de alegar necessidade de perícia médica e defender a limitação de eventual reembolso aos valores previstos em tabela.
Relatora do caso, a desembargadora Marilsen Andrade Addario afastou as preliminares destacando que a prova documental apresentada era suficiente para comprovar a gravidade do quadro clínico e a necessidade do tratamento, tornando desnecessária a realização de perícia.
No mérito, a magistrada ressaltou que a Lei nº 14.454/2022 consolidou o entendimento de que o rol da ANS possui caráter exemplificativo, permitindo a cobertura de procedimentos não listados quando demonstrada a eficácia com base em evidências científicas e houver prescrição médica fundamentada. O voto também citou precedentes do Superior Tribunal de Justiça que admitem a cobertura excepcional fora do rol em situações específicas.
Para o colegiado, a negativa de cobertura em caso de doença grave e progressiva, com risco à vida, é abusiva. A decisão ainda fixou que, quando há recusa indevida e o beneficiário precisa custear tratamento essencial, o reembolso deve ser integral, sob pena de enriquecimento sem causa da operadora.
Processo nº 1015632-61.2024.8.11.0055
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
Mato Grosso5 dias ago
503 Service Unavailable
-
Política Nacional3 dias agoEm sabatina, Flávio não explica propostas e faz acusações sem provas
-
Várzea Grande3 dias agoVárzea Grande realiza Dia D neste sábado com 20 postos de vacinação
-
Mato Grosso3 dias agoTCE-MT dá 30 dias para Executivo apresentar avaliação dos impactos do fim do Fethab adicional
-
Mato Grosso3 dias agoUnidades do MPMT devem indicar atividades educacionais até dia 23
-
Política4 dias agoPivetta estuda extinguir secretarias e reorganizar estrutura do Governo de MT
-
Mato Grosso3 dias agoMais de 500 atletas e técnicos disputam etapa regional em Querência dos Jogos Abertos Mato-grossenses
-
Mato Grosso3 dias agoTCE-MT veda uso de recursos correntes do Fundeb para pagar despesas de exercícios anteriores
