Polícia
Polícia Civil prende dono de prostíbulo que enganava mulheres para se prostituírem em garimpo no Pará
O proprietário de um prostíbulo no estado do Pará, que enganava mulheres do estado de Mato Grosso que eram obrigadas a se prostituir, teve o mandado de prisão cumprido, na terça-feira (17.6), em uma ação conjunta realizada pelas Polícia Civis dos dois estados.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Vila Rica e apoio operacional da Delegacia de Confresa e Delegacia de Homicídios de Redenção (PA).
O suspeito, de 56 anos, estava com a ordem de prisão preventiva decretada pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo) pelos crimes de prostituição, exploração sexual, rufianismo, ameaça e estupro, e lesão corporal. Ele foi localizado na cidade de Redenção, no Pará, onde teve a ordem judicial cumprida.
O alvo, até então foragido, era proprietário de um prostíbulo no garimpo Maria Bonita, localizado no município de Cumaru do Norte (PA) e teria cooptado vítimas de Mato Grosso para trabalharem no local, com a falsa promessa de trabalho e promessa de salário no valor de R$ 5 mil.
As investigações iniciaram após as vítimas procurarem a Delegacia da Mulher de Cuiabá relatando que foram convidadas pelo suspeito para trabalhar como cozinheiras no garimpo, porém ao chegarem ao local, foram obrigadas a se prostituírem e manterem relações sexuais com garimpeiros.
As vítimas relataram ainda, que durante o período que estiveram no local sofreram agressões físicas e psicológicas, sendo somente liberadas para deixar o prostíbulo após o pagamento de custos exorbitantes.
Com base nos elementos apurados pela Delegacia da Mulher de Cuiabá e Núcleo de Inteligência de Vila Rica, foi representado pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça. A captura foi possível em ação integrada realizada pelos policiais da Delegacia de Confresa com apoio da equipe da Polícia Civil do Pará.
Outro envolvido no crime também foi identificado e é considerado foragido da Justiça.
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