Polícia
Polícia investiga morte de advogada e pede perícia no celular da vítima
Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte da advogada Viviane de Souza Fidelis, de 30 anos, encontrada sem vida no dia 17 de setembro, em seu apartamento no Residencial Acácia, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
O caso, inicialmente tratado como suicídio, agora é investigado como “morte a esclarecer”.
O inquérito foi aberto no dia 23 de setembro pelo delegado Marcelo Carvalho, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo o delegado, a mudança de entendimento ocorreu após a mãe da vítima, a também advogada Sheyla Regina Barros de Souza, apresentar divergências sobre as circunstâncias da morte da filha.
Ele determinou a perícia no celular da vítima, a coleta das imagens das câmeras de segurança do prédio e a oitiva de testemunhas.
A família de Viviane criou uma página no Instagram para cobrar esclarecimentos e pedir Justiça.
Eles afirmam não acreditar em suicídio e apontam inconsistências na investigação inicial.
Entre os pontos levantados estão: a posição do corpo, com o cinto amarrado à maçaneta da porta; o fato de o ex-namorado ter ficado com o celular da vítima; e a rapidez da perícia e a possível falta de análise de marcas ou vestígios, como um filete de sangue no rosto.
No registro policial, feito na manhã do dia 18, consta que Viviane foi encontrada no banheiro do apartamento, com um cinto amarrado ao pescoço e preso à maçaneta da porta.
O namorado da vítima, que não teve o nome divulgado por não ser investigado, contou à Polícia que os dois estavam em processo de separação e que Viviane não aceitava o término, o que, segundo ele, poderia ter motivado o ato.
Uma vizinha relatou que acompanhou o namorado até o apartamento naquele dia. Ele teria dito, ainda na portaria, que queria apenas verificar se Viviane estava bem e informou a senha da porta. “Vi um vulto no chão, parecia uma toalha azul. Quando cheguei mais perto, percebi que era ela, enforcada com o cinto preso na maçaneta”, afirmou a mulher em depoimento.
O namorado, que esperava na portaria, foi autorizado a subir e entrou no apartamento. “Ele correu para o banheiro, abraçou ela e disse que estava no chão. Mas quando eu vi, ela estava pendurada. Acho que ele deve ter tirado no desespero”, relatou à vizinha.
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